José ficou sem o tumor na cara (PT)


José Mestre foi operado com sucesso no Hospital de St. Joseph, em Chicago, EUA, onde vai manter-se em recuperação durante as próximas semanas.

José Mestre foi operado com sucesso no Hospital de St. Joseph, em Chicago, EUA, onde vai manter-se em recuperação durante as próximas semanas.

José Mestre, que dividiu grande parte da sua vida entre o cruzamento de Carenque (Amadora), onde orientava o trânsito, e o Rossio (Lisboa), conhecido como o ‘homem sem rosto’, foi operado no Hospital de St. Joseph, em Chicago, EUA, tendo-lhe sido removido um tumor com 40 centímetros e 5,5 quilos. Todas as despesas (cirurgia, alojamento, viagens e acompanhamento) foram pagas pelo Ministério da Saúde, no valor de 60 mil euros.

O tumor, que cobria na totalidade o rosto e punha em risco a vida de José Mestre, foi retirado depois de três meses de preparação. Foram necessárias quatro cirurgias, com períodos de pausa de cinco meses, num processo de cerca de dois anos. “Finalmente teve uma hipótese de levar uma vida mais ou menos normal, porque antes disto [José Mestre] sentia que, apesar de nunca o ter pedido, era o centro das atenções em todo o lado”, referiu o seu tradutor, numa reportagem emitida pelo canal norte-americano ABC após a cirurgia.

As intervenções cirúrgicas foram lideradas pelo médico Iain Hutchinson, que se ofereceu para realizar uma cirurgia inovadora para devolver o rosto a José, que desde criança se vinha a deformar, comprometendo a respiração, a visão e a capacidade de comer e dormir.

José Mestre nasceu há 54 anos em Lisboa, com uma mancha escura no rosto. A malformação vascular e o angioma de que padecia foram progredindo, apesar de ter sido operado ao lábio inferior, aos 14 e aos 18 anos, para tentar conter a progressão da doença. O tratamento agora realizado foi possível devido a uma técnica que não implica transfusão de sangue – José Mestre rejeitava a transfusão por ser contra a sua fé de testemunha de jeová.

Iain Hutchinson explicou que a cirurgia foi feita com recurso a um bisturi harmónico, “que usa ondas de ultra-som para coagular os vasos sanguíneos”, reduzindo a perda de sangue. José Mestre foi submetido a quatro cirurgias, de sete horas cada. Primeiro, foi retirado o grosso da protuberância e, depois, foram reconstruídos o volume do lábio e a forma do nariz.

“CIRURGIÕES TÊM PÂNICO” DE HEMANGIOMAS

A maioria dos cirurgiões tem “pânico” de realizar operações como aquela a que José Mestre foi submetido, pois os pacientes correm elevado risco de vida, explicou o cirurgião Biscaia Braga. A intervenção é “muito difícil e complicada” devido ao facto de o “doente poder morrer ao esvair-se em sangue, dado que os vasos sanguíneos não têm os mecanismo normais de coagulação”. “O tumor é um hemangioma cavernoso, constituído por vasos sanguíneos anormais. A deformação vai crescendo, ao ponto de tornar a pessoa um verdadeiro monstro.”

Uma resposta para este post.

  1. Publicado por Maria Engracia em 31/10/2010 às 07:11:55 r r

    Fico muito contente por o senhor José ter feito a operação , ele merecia ser feliz.
    Também quero dizer , sendo ele Testemunha do Senhor Jeová , não poderia ter outra atitude, fico muito feliz por tudo ter corrido bem.
    Eu também sou Testemunha de Jeová e sei que este é o caminho , sendo nós leais ao nosso Deus podemos ter a certeza que ele nos protegerá nos momentos mais complicados.
    um grande abraço ao José, e tudo de bom.
    Até breve. Maria

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