À espera do novo mundo


Testemunhas de Jeová em congresso lançam críticas às formas de governo mundial

Seguidores literais dos escritos bíblicos, os Testemunhas de Jeová crêem e esperam uma nova ordem mundial sem injustiças. As críticas à vida moderna e à crise marcaram o congresso que ontem terminou no estádio do Jamor.

O cenário aprazível do Estádio Nacional, num dia de sol ameno e vento leve, foi como que o símbolo do lugar da promessa do novo mundo, que os Testemunhas de Jeová (TJ) acreditam estar iminente. Cerca de 14 mil fieis da associação religiosa participaram, ontem, no encerramento do congresso anual das TJ sob o tema “Como poderá sobreviver ao fim do mundo?”. O objectivo dos três dias de reunião foi o “urgente apelo” a todos os seguidores a “estarem vigilantes”.

Mais de mil e quinhentos voluntários estiveram envolvidos na preparação do recinto, nomeadamente na limpeza do estádio e na colocação do sistema de som.

Com uma ordem programática respeitada ao minuto, sucederam-se cânticos, discursos, simpósios e, ontem, a encerrar o congresso, a encenação adaptada à vida moderna da parábola evangélica do Filho Pródigo. “Não existem Testemunhas de Jeová não praticantes“, diz convicto José Alberto Catarino, da organização do encontro, enquanto olha para o recinto do estádio cheio de “fiéis” sentados nas bancadas a ouvir atentamente o discurso doutrinal que se prolonga por cerca de uma hora.

Todas os TJ se empenham na evangelização de porta em porta, e se “esforçam por viver de acordo com os ensinos bíblicos”, declara ao JN. O congresso do fim-de-semana “enfatizou a urgência da pregação”, para então chegar o novo mundo, sublinha.

Para os TJ, o novo mundo significa um novo governo que administrará a terra. Ou seja, o sistema político mundial actual – considerado perverso e satânico – dará lugar a um outro em que “os maus terão sido eliminados”.

Até lá, os “irmãos” da associação empenham-se a “viver de acordo com o conhecimento das profecias bíblicas” “somos cumpridores da lei, pagamos os nossos impostos, contribuímos para a ordem e a paz mundial”, destaca Catarino.

Os TJ totalizam mais de sete milhões em 236 países e territórios. O “corpo governante central” está sediado em Brooklyn, Nova Iorque. Em Portugal, a sede é em Alcabideche e a assistência por todo o país é de mais de 70 mil pessoas. No encontro deste ano no Jamor foram “ordenadas” 67 pessoas que passaram a TJ.

Link original: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1324193

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: