Hino Nacional pode voltar às escolas da rede estadual


A Assembleia Legislativa batalha para resgatar tradição cívica um pouco esquecida nos bancos das escolas públicas de São Paulo. O deputado estadual pelo PT de Mauá, Donisete Braga, quer obrigar, por lei, as 5.183 escolas do Estado a executar uma vez por semana o Hino Nacional, composição de Joaquim Osório Duque Estrada e Francisco Manuel da Silva, que completou 100 anos em abril.

Segundo o parlamentar, o projeto de lei já recebeu parecer favorável da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O próximo passo é entrar na Ordem do Dia para votação em plenário ainda neste ano. Para a matéria ser aprovada, no mínimo, são necessários 48 votos, do total de 94 parlamentares.

Para o petista, as chances de a propositura passar são de, praticamente, 100%. “Só há dificuldade de aprovação de projetos na Assembleia quando se criam despesas para o Estado, o que não é o caso aqui. Trata-se de educação cívica e de respeito cívico pelo País”, afirmou.

O deputado ressaltou ainda que o projeto de lei foi protocolado na Casa no fim de 2008, antes do recente episódio envolvendo a cantora Vanusa, que trocou versos e tropeçou na afinação durante interpretação do Hino no Encontro de Agentes Públicos do Estado de São Paulo, realizado na Assembleia.

Lei estadual determina que nas praças esportivas de São Paulo é obrigatório cantar o Hino Nacional antes do início das partidas. O futebol é um exemplo. “Pelo menos, vejo que as torcidas respeitam, embora dificilmente cantem a letra”, acrescentou Donisete.

MEDIDA DEMOCRÁTICA – A presidente da Apeoesp (Sindicato dos Profissionais do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Maria Izabel Azevedo Noronha, apoia a medida, mas alerta que é necessário trabalhar os estudantes para que a medida não se transforme em decoreba. “Não temos de cantar o Hino Nacional por cantar. Tem de ser lembrado que o Hino representa o Estado Democrático de Direito, a soberania. A letra conta muito da história do País, mas a criança canta e decora sem entender o significado das palavras.”

Segundo Maria Izabel, a lei deve resgastar o orgulho e o senso crítico dos jovens em relação à política do Brasil. “Não defendo a lei como imposição, mas que seja feito pelo compromisso e para desenvolver a visão crítica. Hoje, cantar o Hino é decisão feita pelas escolas. Mas com a lei, podemos resgastar esse compromisso. Ultimamente temos passado vergonha vendo que as crianças não sabem cantar.” (Com Fábio Zambeli)

Link original: http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=8&id=5765039&open=2

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