País precisa de ajuda mas não de sanções, diz oposição


Lagos – A Acção para o Congresso (AC), partido da oposição nigeriana, estimou que o seu país necessita mais da compreensão e apoio dos parceiros internacionais na luta contra extremistas religiosos em vez de ser afectado por sanções.

Num comunicado publicado terça-feira pelo seu secretário nacional para as Relações Públicas, Alhaji Lai Mohammed, a AC reagia à inscrição da Nigéria na lista dos países suspeitos publicada pelos Estados Unidos.

Os próprios Nigerianos são vítimas destes extremitas religiosos que se dedicam à matança, à violação e mutilação de milhares de inocentes nestes últimos anos, lê-se na nota.

“Os Nigerianos, que maioritariamente obedecem à lei, são cidadãos respeitáveis, fazem face actualmente a um duplo-perigo: em primeiro lugar por parte dos extremitas cruéis mas pouco numerosos, e em segundo lugar por parte dos Estados Unidos de América e de outros membros da comunidade internacional que parecem querer punir todos os Nigerianos por faltas cometidas por algumas pessoas”, indignou-se.

A AC sublinha contudo que o Governo nigeriano deve fazer tudo para evitar tornar o país atraente para patrocinadores do terrorismo mundial determinados em recrutar voluntários a fim de engrossar as suas fileiras.

“Se a Nigéria está a emergir como um terreno de recrutamento para os extremistas, isto é porque, no decurso dos anos, o Governo não pôs termo à crise religiosa incessante protagonizada pelos extremistas e pelos fanáticos religiosos, a começar pelos confrontos de Maitatsine, em 1980, de Boko Haram e Kala Koto, em 2009″, sublinha o partido da oposição nigeriana.

“É inútil dizer que a razão principal pela qual o Governo não conseguiu parar a violência sectária é o facto de os que estão no poder terem participado na criação do monstro dos extremistas religiosos no norte, por um lado, e, por outro lado, e militantes e raptores do sul, para falsificar as eleições”, indica o comunicado.

Os que são recrutados para estes confrontos e estas violências vêm do “Exército de desempregados” ou dos não empregáveis que são todos vítimas da má governação agravada e muito espalhada neste país”, nota a AC.

O partido exorta portanto os parceiros internacionais da Nigéria a “levar o Governo actual a lutar mais eficazmente contra a violência religiosa crescente e a assegurar um ambiente sem violência, bem como eleições livres e transparentes, sendo estas últimas um pressuposto para a instauração da boa governação”.

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