Dia Municipal da Lembrança


Data será lembrada com filme e depoimento de sobrevivente do Holocausto

O Dia Municipal da Lembrança será marcado nesta quinta-feira (29), às 19 horas, com exibição de filme e depoimento pessoal de Rita Braun, sobrevivente do Holocausto, no anfiteatro da Faculdade Anhanguera de Piracicaba, Rua Santa Catarina 1056, Bairro Água Branca.

A data foi instituída pela lei nº 6316 de 24 de setembro de 2008, de autoria do vereador João Manoel dos Santos. A partir do século XIX, Holocausto era sinônimo de catástrofes, massacres, e após a Segunda Guerra Mundial, passou a se referir ao extermínio de judeus, e outros grupos, tais como: ciganos, homossexuais, deficientes fisicos e testemunhas de Jeová, considerados indesejadáos pelo regime de Adolf Hitler.

De acordo com Jayme Rosenthal, da comunidade judaica de Piracicaba, “Holocausto hoje é referência ao extermínio de seis milhões de judeus, da forma mais cruel possível, maltratados, dizimados, de infecão, torturados, em câmaras de gás, em fornos crematários, de fome, extração de órgãos do corpo sem anestesia para experiência, esqueleticamente vivos, sem poder andar. Eles eram empurrados por retroescavadeiras e muitas vezes, enterrados vivos em valas comuns, foi o maior e mais cruel massacre de humanos”.

Existem relatos e documentos, segundo Rosenthal, de que no campo de concentração em Treblinka foram assassinados 12 mil judeus por dia. Em Auchwitz, em poucos dias, 1,5 milhão de judeus foram mortos.

“A finalidade dessa lei é prevenir os jovens e a próxima geração para que tomem real conhecimento do acontecido e não permitam, jamais, que tais fatos se repitam. Também, não devem se deixar influenciar por idealismos fascistas, nazistas e fundamentalistas de qualquer espécie, acabando com os negadores do Holocausto”, observa Rosenthal.

DEPOIMENTO. Na noite de hoje estará presente Henrietta (Rita) Braun, nascida em 1930 na cidade de Cracávia, Polônia, que até o ano de 1939, estudou na cidade de Katowice. A Polônia, localizada entre a Rússia e Alemanha, foi invadida pelo lado leste pelos soviéticos e pelo lado oeste pelos alemães, tornando-se o centro do campo de batalha. Durante 5 anos, esteve confinada em guetos e campos de concentração, tornando-se testemunha viva das atrocidades cometidas contra seres humanos.

Após a guerra, em 1947, Rita Braun veio para o Brasil com sua mãe e padrasto, constituindo aqui família com dois filhos e três netos. Por pertencer à última geração dos sobreviventes do Holocausto, sua vida é dedicada à Associação Brasil x Parkinson, como voluntária, além de fazer palestras dando depoimento e narrativa de vida, em faculdades, escolas e TV sobre o Holocausto. Ela é autora do livro Fragmentos de uma vida.

Link original: http://www.gazetadepiracicaba.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1684975&area=26050&authent=18915275CA426369D06561D933225E

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