Deputadas do PS propõem eliminar quatro feriados e programar outros junto ao fim-de-semana (PT)


Acabar com dois feriados religiosos e dois civis, criar um outro a seguir ao Natal e programar o gozo dos feriados à sexta ou à segunda-feira são três propostas do projecto de resolução apresentado por duas deputadas socialistas, com o objectivo de aproximar Portugal das “economias mais atractivas e competitivas”.

António  Larguesa
alarguesa@negocios.pt

Acabar com dois feriados religiosos e dois civis, criar um outro a seguir ao Natal e programar o gozo dos feriados à sexta ou à segunda-feira são propostas de um projecto de resolução de duas deputadas socialistas para aproximar Portugal das “economias mais atractivas e competitivas”.

Num diploma entregue por Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro na Assembleia da República, a que o Negócios teve acesso, as parlamentares analisam as economias europeias mais competitivas e recomendam ao Governo “o desenvolvimento de um processo negocial, com as diferentes instituições e agentes envolvidos, que viabilize o consenso em torno de uma intervenção ao nível da reorganização do tempo de trabalho, designadamente o gozo dos dias de feriado nacional”.

Assim, os portugueses veriam os actuais 14 feriados nacionais reduzidos a 11, com a eliminação de quatro actualmente consagrados e a criação de um novo, a 26 de Dezembro, que seria o “Dia da Família”. E recomendam também a programação do gozo dos feriados, “quando aplicável”, em dia útil junto do fim-de-semana (segunda ou sexta-feira).

Conscientes que esta proposta “mexe com tradições culturais ancestrais e suscita, para além das habituais reacções à mudança, outras de carácter religioso e civil”, as deputadas defendem ainda que o Executivo deve publicar todos os anos, em diploma próprio, a “programação antecipada do gozo dos feriados, pontes e tolerâncias de ponto a conceder em cada ano civil”.

De forma a compensar os trabalhadores desta “cedência e imposição de sacrifícios”, as deputadas socialistas pedem um “sério compromisso da classe empregadora em aceder no crescimento do salário mínimo nacional (…) com um progressivo aumento dos salários médios”.

“Este pode ser um meio de conseguirmos um maior compromisso dos trabalhadores com a sua empresa e, consequentemente, um maior ganho pessoal, com ganhos em competitividade, produtividade e riqueza”, concluem Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro no texto do projecto de resolução.

Link original: http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=426105

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