A xenofobia é o racismo que perpetua o atraso


André Luiz, Especial para Opinião Pública

Uma comunidade só pode ser desenvolvida se for receptiva às novidades e mudanças.

Pessoas sem respeito se acham superiores e tratam os demais como inferiores.

O velho debate entre a tradição e a revolução sempre traz à luz questões mais profundas e preocupantes: os sentimentos de patriotismo e liberdade, que são fundamentados no medo e na aventura.

Do lado dos sacerdotes da tradição o argumento é o de que as mudanças são traumáticas, desnecessárias e trazem desordem. Em contraste do lado dos guardiões da revolução é comum notarmos argumentos que defendem que as mudanças são necessárias, promovem o desenvolvimento e criam novos horizontes. Ambas vertentes estão certas e são visões complementares que têm sustentação e fundamento, não sendo contraditórias, apesar de ocupar visões opostas do mesmo prisma: a mudança.

Existe um traço de falha de caráter gravíssimo na maioria dos humanos que é a covardia, que consiste na emanação do medo em forma de uma necessidade doentia de querer se antecipar com a desculpa de preparar de antemão uma defesa, criando a paranoia de achar que deve ler as intenções das pessoas para evitar que essas pessoas desfiram ataques que encontrem o doente emocional desprevenido.

Essa covardia é preocupantemente alicerçada na maior de todas as maldições, que é a dúvida. A pessoa que não tem firmeza moral e clareza de visão carrega em si um vácuo nublado que a faz duvidar de tudo e de todos, criando assim a lógica de que todos ao redor são inimigos e potenciais perigos que precisam ser analisados, monitorados e estudados para se avaliar as possibilidades de ação que serão adotadas pelo potencial inimigo, dando assim margem para o “psicodoente” se antecipar e se “defender” de qualquer ataque.

Ou seja, o paranoico julga que se puder ler as intenções alheias e saber antecipadamente as ações de cada um saberá como reagir caso seja atacado.

Essa necessidade doentia de querer antecipar as coisas e querer viver antes do tempo coisas que nem aconteceram ainda e que talvez nem aconteçam faz o “psicodoente” ficar ansioso querendo antecipar tudo, realizando em sua paranoia coisas que ele nem sabe se vão acontecer ou não, mas o pessimismo dele é tão imenso que ele já julga e chega à conclusão de que o seu potencial inimigo agora é um real inimigo e deduz que esse inimigo vai atacá-lo, por isso precisa ser neutralizado, contido e até mesmo abatido antes que talvez ataque o doente.

A covardia gera as atitudes preventivas de autodefesa contra eventuais ataques que talvez nem aconteçam.

Normalmente essa é a definição de alguém preconceituoso, pois a palavra pré-conceito desmembrada transmite esse conjunto de sequência de inferências e conclusões que podem ser resumidas em um conceito formado sem fatos, totalmente baseado em suposições, conclusões, hipóteses e deduções que o doente julga que vão se concretizar, por isso ele alimenta esse preconceito.

O racismo, que também engloba a xenofobia, tem sua definição vinda do grego: ????? (xénos), que significa “estranho” e f?ß?? (phóbos), que significa “medo”.

Esse termo representa o medo, aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros, a desconfiança em relação a pessoas estranhas ou que vêm de outro estado, tribo, país ou comunidade. Esse ser que veio de outro estado é visto como um estranho!

O xenófobo (racista) é uma pessoa insegura que não sabe como agir diante de alguém que não está devidamente catalogado na lista de padrões de comportamento e crenças que ele está habituado a lidar em seu convívio social. O “estrangeiro” é alguém com um pensamento diferente que ainda não foi lido nem catalogado no caderninho de ações-reações conhecidas pelo doente mental e dessa forma ele fica sem reação diante do estrangeiro. Ele simplesmente não sabe como pode se antecipar diante de qualquer ação do forasteiro.

Isso gera no doente a visão de que precisa expulsar o forasteiro para o seu local de origem por ser “diferente” e não seguir o ritmo do meio em que está residindo.

O medo do desconhecido pode ser mascarado no indivíduo como aversão ou ódio, gerando preconceitos. A covardia do xenófobo chega a ser tão forte que ele expressa isso literalmente expulsando a pessoa do seu grupo de amigos, da sua comunidade, da sua tribo, do seu estado.

Isso tudo, conjugado ao outro sentimento infundado do patriotismo, cria as agressões verbais, piadas, expressões e até mesmo agressões físicas com o intuito de expulsar quem não se enquadra nos padrões do doente xenófobo.

Exatamente assim começou o holocausto nazista, que dizimou a vida de seis milhões de judeus e milhares de Testemunhas de Jeová, além de negros, homossexuais e outros inocentes cujo crime era se recusarem a fazer a saudação “sagrada” copiada do Império Romano com o braço direito estendido e dizer “heil Hitler”, ou seja, a salvação vem de Hitler!

Com esse comportamento doentio alimentado nas crianças e na população por meio da mídia e do sistema educacional, a ideia de raça pura nórdica “ariana” e o discurso de purificação e expulsão ou extermínio de qualquer um que pensasse diferente o III Reich da Alemanha Nazista prosperaram por longos 12 anos caçando judeus em todos os sete milhões de quilômetros quadrados do continente europeu que estavam sob a jurisdição de Hitler e sua máquina de triturar carne humana, enviando-os para serem incinerados vivos em seus campos de concentração no centro da Europa.

As consequências de carregar a maldição da dúvida e de ser covarde, medroso e preconceituoso sempre são desfavoráveis ao xenófobo, que perde muito expulsando alguém que ele nem conhece.

Hitler perdeu a chance de estabelecer solidamente o seu império de mil anos por um pequeno detalhe: ele desprezava justamente o povo que, comprovadamente mediante vários experimentos científicos, já ficou provado que tem uma predisposição genética para nascer com um Q.I. médio de 140, que são os judeus, enquanto o Q.I. médio geral mundial gira em torno de 80 a 100 pontos.

Dessa forma ele desprezou as mentes mais brilhantes do mundo e todo o conhecimento dos judeus, que são os criadores das ciências que são a estrutura do conhecimento acadêmico mundial: Karl Marx, criador do comunismo / Sigmundo Freud, pai da psicanálise / Kurt Gödel, o compilador e pai da informática teórica / Niels Böhr, o compilador do conhecimento de Mecânica Quântica / Albert Einstein, o descobridor das forças atômicas que deram origem à bomba atômica / Robert Opennhaimer, o pai da bomba atômica / Richard Feynman, pai da eletrodinâmica quântica / Siegried Marcus, criador do motor à gasolina / Edward Teller, criador da bomba de hidrogênio / Emil Post, pai da máquina eletrônica que hoje é chamada de “computador”, sem contar que 35% dos laureados com o Prêmio Nobel são judeus e Hitler fez com que eles saíssem da Europa ao invés de abraçá-los e acolhê-los em suas universidades na Alemanha.

O que Adolf Hitler fez com a xenofobia dele? Abriu mão da ciência judaica, que poderia realmente fazer o III Reich Nazista ser imbatível justamente com a bomba atômica que foi desenvolvida nos Estados Unidos, porque os EUA abraçaram a ciência judaica e levaram as mentes mais brilhantes do mundo para Princeton, Berkeley, M.I.T., Colúmbia, Harvard e Stanford.

É justamente o comportamento coletivo de xenofobia, ou seja, racismo enrustido, que determina os locais atrasados e os locais desenvolvidos desse mundo. Comunidades com pessoas que gostam de novidades são naturalmente desenvolvidas e grupos de pessoas ou estados com pessoas que expulsam os “forasteiros” e resistem a mudanças são naturalmente atrasados da mente pequena, bairrista, provinciana e colonial… Quem expulsa os que trazem novidades é em si só o atraso que ajuda o mundo a ser o atraso que é!

(André Luís Neto da Silva Menezes, pseudônimo: Tiranossaurus Rex – publicitário, inventor, filósofo, músico, integrante da Royal Society Group e vice-presidente da Associação Canedense de Imprensa – advertisingpropaganda@gmail.com)

Link original: http://www.dm.com.br/opiniao/2015/01/a-xenofobia-e-o-racismo-que-perpetua-o-atraso.html

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