Archive for the ‘Datas comemorativa’ Category

Vítimas do Holocausto Relembradas (EUA)


Fotos por AE Araiza / Arizona Daily Star

"Margarita

Os estudantes dividem as vagens do museu na vigésima sexta vigília anual do Holocausto na Universidade do Arizona, em Tucson, em 23 de março de 2017. As telas, muitas das quais eram recipientes de metal, reproduziram um carro de gado usado para transportar pessoas para campos de concentração, Auschwitz, e outras cenas. Durante as 24 horas de vigília, os estudantes leram cerca de 18.000 nomes dos milhões de vítimas do Holocausto, disse Michelle Blumenberg, diretora-executiva da Fundação HIllel. A.E. Araiza / Arizona Daily Star Os estudantes dividem as vagens do museu na vigésima sexta vigília anual do Holocausto na Universidade do Arizona, em Tucson, em 23 de março de 2017. As telas, muitas das quais eram recipientes de metal, reproduziram um carro de gado usado para transportar pessoas para campos de concentração, Auschwitz, e outras cenas. Durante as 24 horas de vigília, os estudantes leram cerca de 18.000 nomes dos milhões de vítimas do Holocausto, disse Michelle Blumenberg, diretora-executiva da Fundação HIllel. A.E. Araiza / Arizona Daily Star Uma palha espalhada e um balde senta-se no meio de uma vagem do museu, uma réplica de um carro do gado que esteja no indicador na vigília anual do holocausto 26 na universidade de Arizona em Tucson em 23 de março de 2017. A vara de metal battered foi usado para mostrar como as pessoas foram transportadas por trem para campos de concentração na Europa. Durante as 24 horas do evento, os alunos leram cerca de 18.000 nomes dos milhões de vítimas do Holocausto, disse Michelle Blumenberg, diretora executiva da Fundação HIllel. A.E. Araiza / Arizona Daily Star Uma palha espalhada e um balde senta-se no meio de uma vagem do museu, uma réplica de um carro do gado que esteja no indicador na vigília anual do holocausto 26 na universidade de Arizona em Tucson em 23 de março de 2017. A vara de metal battered foi usado para mostrar como as pessoas foram transportadas por trem para campos de concentração na Europa. Durante as 24 horas do evento, os alunos leram cerca de 18.000 nomes dos milhões de vítimas do Holocausto, disse Michelle Blumenberg, diretora executiva da Fundação HIllel. A.E. Araiza / Arizona Daily Star

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Um sinal, que em alemão lê

Link original: http://tucson.com/news/local/holocaust-victims-remembered/article_b144aa02-49c1-5104-88af-218336df67a9.html

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EFEMÉRIDES: 16 DE FEVEREIRO


RELIGIÃO: Dia de Santa Juliana.
LITUÂNIA: Dia da Independência na Lituânia em se celebra a data em que em 1918 se separou da Rússia Imperial.
BRASIL: Dia do Repórter.

ACONTECEU NESTE DIA:

1630 – Invasão holandesa do Brasil: Tropas holandesas entram em Olinda (PE).
1773 – As distinções entre cristãos velhos e cristãos novos são abolidas em Portugal. É igualmente decretada a destruição dos registos cadastrais dos judeus.
1808 – Invasões Francesas: França invade a Espanha.
1809 – Invasões Francesas: O exército francês tenta nova travessia do Minho, em Caminha, na foz do rio.
1813 – Fundação do Condado de Lebanon.
1832 – Charles Darwin em sua volta pelo mundo a bordo do HMS Beagle visita os Penedos de São Pedro e São Paulo.
1839 – Fundação do Condado de Scott.
1843 – Fundação do Condado de Moultrie.
1854 – Fundação do Condado de Clay.
1856 – Fundação do Condado de Terrell.
1862 – Guerra Civil Americana: O general confederado Buckner rende-se.
1867 – Abertura da ferrovia São Paulo Railway para o tráfego. Inauguração da primeira Estação da Luz, em São Paulo.
1878 – Inauguração do Theatro da Paz, em Belém do Pará.
1881 – Constituída a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, pertencente às Testemunhas de Jeová.
1892 – Emancipação do município brasileiro de Areia Branca.
1896 – Primeira publicação da tira Yellow Kid no New York Journal, pioneiro das história em quadrinhos, obra de Richard Fenton Outcault.
1906 – São apreendidos, em Lisboa, os jornais “A Paródia”, “Novidades” e “O Liberal”, por criticas ao Governo.
1908 – O Presidente do Brasil Affonso Penna inaugura um trecho com quatro estações da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.
1918 – Primeira Guerra Mundial: A Lituânia declara a sua indepedência da Rússia e da Alemanha. O porto inglês de Dover é bombardeado por um submarino alemão. Turcos incendeiam a biblioteca de Bagdá.
1923 – A câmara funerária do Faraó Tutancâmon é descoberta no Egito.
1936 – A Frente Popular vence as eleições gerais na Espanha, e Manuel Azaña torna-se primeiro-ministro, restaurando a constituição de 1931.
1956 – Abolida a pena de morte no Reino Unido.
1958 – Uma expedição antártica soviética estabelece a estação Sovetskaya no Pólo Sul. O Papa Pio XII eleva a Diocese do Espírito Santo à categoria de arquidiocese, passando a denominar-se Arquidiocese de Vitória.
1959 – Fidel Castro torna-se primeiro-ministro de Cuba depois da queda do regime de Fulgencio Batista a 1 de Janeiro.
1965 – A sonda espacial Venera chega ao planeta Vénus.
1968 – O serviço de emergência dos Estados Unidos, o 911, é inaugurado em Haleyville, Alabama.
1977 – A Comissão Internacional de Juristas Católicos denuncia torturas no Brasil.
1978 – Surgimento do primeiro serviço de BBS, em Chicago, Estados Unidos.
1984 – Manifestações para as eleições diretas para a Presidência da República reúnem 60 mil pessoas em cinco capitais brasileiras.
1986 – Mario Soares é o primeiro civil eleito presidente de Portugal.
1994 – Um terremoto mata 134 pessoas na Indonésia.
1997 – A Espanha entra em alerta por causa de um surto de meningite.
2002 – O laboratório Merck & Co anuncia que suas vacinas contra hepatite A não são potentes o suficiente. Mais de 60 mil brasileiros terão que refazer suas vacinas. O ex-presidente do Senado Jader Barbalho é preso e solto no mesmo dia diante de um habeas-corpus.
2003 – Alpinistas encontram destroços de um avião equatoriano desaparecido em 1976 no Vulcão Chimborazo. Incêndio na indústria de produtos químicos Genco, em Guarulhos (SP).
2005 – O Protocolo de Quioto entra em vigor nos países que o assinaram.

NASCERAM NESTE DIA:

1222 – Nitiren Daishonin, monge budista japonês (m. 1282).
1519 – Gaspar II de Coligny, almirante francês (m. 1572).
1776 – Abraham Raimbach, gravurista britânico (m. 1843).
1786 – Maria Pavlovna da Rússia (m. 1859).
1802 – Phineas Parkhurst Quimby, líder religioso norte-americano (m. 1866).
1812 – Henry Wilson, político norte-americano (m. 1875).
1838 – Henry Brooks Adams, historiador estadunidense (m. 1918).
1848 – Hugo de Vries, biólogo neerlandês (m. 1935). Octave Mirbeau, escritor e jornalista francês (m. 1917).
1852 – Charles Taze Russell, religioso estadunidense (m. 1916).
1884 – Robert Flaherty, produtor de filmes norte-americano (m. 1951).
1888 – Adelmar Tavares, jurista, magistrado e poeta brasileiro (m. 1963).
1904 – George F. Kennan, historiador, político e diplomata norte-americano (m. 2005).
1906 – Vera Menchik, enxadrista tcheco-britânica (m. 1944).
1909 – Hugh Beaumont, ator norte-americano (m. 1982).
1921 – Jean Behra, automobilista francês (m. 1959). Vera-Ellen, atriz e dançarina norte-americana (m. 1981).
1925 – Carlos Paredes, guitarrista e compositor português (m. 2004).
1928 – Pedro Casaldáliga, religioso hispano-brasileiro.
1929 – Gerhard Hanappi, futebolista austríaco (m. 1980).
1935 – Sonny Bono, cantor e produtor musical estadunidense (m. 1998). Íris Bruzzi, atriz brasileira.
1937 – João Ferreira-Rosa, fadista português.
1941 – Kim Jong-il, político norte-coreano (m. 2011).
1944 – António Mascarenhas Monteiro, político cabo-verdiano. Regine Heitzer, ex-patinadora artística austríaca.
1947 – Franz West, escultor austríaco.
1948 – Ellen Gracie Northfleet, jurista brasileira.
1951 – Juan Carlos Oblitas, ex-futebolista peruano.
1952 – James Ingram, cantor e compositor norte-americano.
1953 – Roberta Williams, designer de jogos de computador.
1954 – Iain M. Banks, escritor britânico (m. 2013).
1956 – Rina Messinger, ex-modelo israelense.
1957 – LeVar Burton, ator alemão.
1958 – Ice-T, ator e cantor norte-americano. Oscar Schmidt, ex-jogador de basquete brasileiro.
1959 – Chico Díaz, ator brasileiro. John McEnroe, ex-tenista estadunidense.
1961 – Andy Taylor, músico britânico.
1963 – Ines Geissler, ex-nadadora alemã.
1964 – Christopher Eccleston, ator britânico. Bebeto, ex-futebolista brasileiro.
1965 – Dave Lombardo, ex-baterista cubano-estadunidense.
1966 – Vítor Paneira, ex-futebolista português.
1968 – Warren Ellis, escritor britânico.
1969 – Dimas Teixeira, ex-futebolista português.
1970 – Angelo Peruzzi, ex-futebolista italiano.
1972 – Jerome Bettis, jogador profissional de futebol americano estadunidense. Sarah Clarke, atriz norte-americana.
1973 – Cathy Freeman, ex-atleta olímpica australiana. Rebecca Lord, atriz norte-americana.
1974 – Fanis Katergiannakis, ex-futebolista grego. Dominguez, ex-futebolista português.
1975 – Nanase Aikawa, cantora japonesa.
1979 – Valentino Rossi, motociclista italiano. Stéphane Dalmat, ex-futebolista francês.
1980 – Serhiy Nazarenko, futebolista ucraniano.
1981 – Jay Howard, automobilista inglês. Olivier Deschacht, futebolista belga. Rodrigo Pontes, futebolista brasileiro.
1983 – Ustaritz, futebolista espanhol.
1984 – Miloš Dimitrijević, futebolista sérvio. Sofia Arvidsson, tenista sueca. Lisandra Parede, atriz brasileira.
1985 – Ron Vlaar, futebolista holandês.
1986 – Diego Godín, futebolista uruguaio.
1987 – Willy Aubameyang, futebolista franco-gabonês. Luc Bourdon, jogador de hóquei canadense (m. 2008).
1988 – Denílson, futebolista brasileiro. Diego Capel, futebolista espanhol. Anderson Salles, futebolista brasileiro. Andrea Ranocchia, futebolista italiano.
1989 – Mu Kanazaki, futebolista japonês.
1991 – Alexandra de Luxemburgo. Sergio Canales, futebolista espanhol. Darwin Torres, futebolista uruguaio. Martín Tejera, futebolista uruguaio.
1993 – Mike Weinberg, ator norte-americano.
1994 – Matthew Knight, ator canadense.

FALECERAM NESTE DIA:

1279 – Afonso III de Portugal (n. 1210).
1391 – João V Paleólogo, imperador bizantino (n. 1332).
1837 – Gottfried Reinhold Treviranus, biólogo alemão (n. 1776).
1879 – Émile Prisse d’Avennes, orientalista francês (n. 1807).
1900 – Julius Schrader, pintor alemão (n. 1815).
1907 – Giosuè Carducci, escritor italiano (n. 1835).
1917 – Octave Mirbeau, jornalista e novelista francês (n. 1848).
1931 – Wilhelm von Gloeden, fotógrafo alemão (n. 1856).
1932 – Ferdinand Édouard Buisson, estadista francês (n. 1841).
1946 – Edgar Syers, patinador artístico britânico (n. 1863).
1958 – Benedito Lacerda, saxofonista, compositor e regente brasileiro (n. 1903).
1970 – Francis Rous, patologista estadunidense (n. 1879).
1990 – Keith Haring, pintor estadunidense (n. 1958).
1992 – Jânio Quadros, político brasileiro (n. 1917).
1999 – Fritzi Burger, patinadora artística austríaca (n. 1910).
2000 – Nádia Maria, comediante brasileira (n. 1931).
2002 – Walter Winterbottom, futebolista e treinador inglês (n. 1913).
2007 – Herminio Iglesias, político argentino (n. 1929).
2009 – Stephen Kim Sou-hwan, arcebispo católico sul-coreano (n. 1922).
2010 – Arnaud Rodrigues, humorista brasileiro (n. 1942). Rolando Toro Araneda, psicólogo, antropólogo, poeta e pintor chileno (n. 1924).

 

Link original: https://radioregional.pt/efemerides-16-fevereiro/

Para muitas pessoas, data não tem significado especial


Rafaela Gonçalves
rafaela.goncalves@jcruzeiro.com.br

Luciene Santos:

Luciene Santos: “Como qualquer outro dia” – ÉRICK PINHEIRO

No calendário cristão, hoje é comemorado o 2014º aniversário de Jesus Cristo. Para celebrar a data, milhares de famílias do mundo inteiro se reúnem, participam de ceias e trocam presentes para simbolizar a data. Mas nem todos são adeptos à esta crença. Diversas pessoas seguem outras religiões e / ou têm outros tipos de convicções e, por isso, não comemoram o Natal.

Para a dona de casa Luciene Santos, seguidora da doutrina Testemunha de Jeová, 25 de dezembro é um dia normal. “Nós não celebramos o Natal porque não tem nada disso na bíblia. Não tem como provar que Jesus nasceu nesta data. Para nós, essa data foi adaptada, porque dia 25 é o nascimento do Deus Sol. E outra, na bíblia diz que, quando Jesus nasceu, os pastores estavam no campo. Mas nós sabemos que em Jerusalém, nesta época, é muito frio. Então, não há nenhuma prova conclusiva que Jesus nasceu nesta data”, explicou. “Por isso, para mim, o dia 25 é um dia normal, no qual eu faço minhas atividades normais, como em qualquer outro dia”, complementou.

Agnóstico (aquele que considera os fenômenos sobrenaturais inacessíveis à compreensão humana, podendo ser teísta ou ateísta), André Trindade também não celebra o nascimento do Cristo. “O Natal é uma festa cristã e como eu não sou cristão, não vejo sentido em comemorar. Além disso, o Natal se tornou uma data comercial. Por isso, eu trabalho no dia 24 e no dia 25 normalmente. E na hora da ceia, eu normalmente assisto um filme, algo assim”, contou.

A analista de sistemas Jeanette Weiss diz que judeus também não acreditam na data do Natal, mas que respeitam e, muitas vezes, até compartilham da celebração. “Nós acreditamos que o nosso Messias, que é o Jesus dos católicos, ainda não chegou. Então, não temos porque celebrar o nascimento. Além disso, o nosso calendário é diferente do cristão”, disse. “Mas como convivemos em uma sociedade cristã, nós acabamos pegando algo da cultura. Como eu tenho filhos, eu sempre deixo eles participarem das coisas, como das ações que envolvem Papai Noel”, disse.

Mãe de Jeanette, a aposentada Judite Weiss reforça as palavras da filha. “Depois que passou o período da guerra (segunda guerra mundial), muitas vezes nós participamos das celebrações, mas como uma reunião, já que ninguém trabalha neste dia e acaba sendo uma boa data para reunir a família. Além do mais, não há muitos judeus em São Paulo, a nossa família é pequena e alguns novos membros da família também não são judeus”, justificou.

Apesar de ter crença, o advogado Italo Rosende, que é comunista, não comemora o Natal. “Não tem sentido algum. É uma alegoria. É uma data do comércio. Se pregasse o amor ao próximo, eu não teria nada contra. Mas virou algo de caráter econômico, que não promove mais o exercício filosófico, mas, sim, o individualismo. As pessoas se fecham em suas famílias, não se abrem para os outros. Enfim, eu não gosto. Normalmente, eu passo o natal fazendo outra coisa, jogando vídeo-game”, explicou.

Link original: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/586891/para-muitas-pessoas-data-nao-tem-significado-especial

Paraibanos de diferentes religiões contam como vivem o dia do Natal


Para os Cristãos, o Natal celebra o nascimento de Jesus Cristo.
Pessoas com outros credos têm diferentes sentidos para este dia.

 

Por Felipe Ramos

No dia 25 de dezembro os seguidores do cristianismo celebram uma das maiores festividades da religião, o dia do Natal. Mas, para seguidores e praticantes de outras religiões esta data é celebrada diferente. Em algumas é mantida a importância solene, a celebração da vida, a importância da união, as divindades. Por outro lado, há aquelas em que o dia é apenas mais um no calendário, sem rituais ou tradições, mas apenas um feriado. Em João Pessoa, na capital da Paraíba, alguns moradores que professam diferentes credos explicam como vivenciam  o dia de Natal.

Cristianismo

Pastor Marcio Meira celebra cultos especiais no dia 25 para lembrar a importância da festa de Natal (Foto: Felipe Velez / Arquivo Pessoal)

Pastor Marcio Meira celebra cultos especiais no dia
25 para lembrar a importância da festa de Natal
(Foto: Felipe Velez / Arquivo Pessoal)

O sentido desta data para os católicos foi definido pelo Padre Marcelo Monte, da Arquidiocese da Paraíba, como a celebração do amor de Deus pelos homens. “Nossa fé acredita que no natal, Deus entra na história da humanidade e não só entra, mas a modifica para levar o homem criado à sua imagem e semelhança a um caminho de felicidade plena, conversão e santidade”, explicou ele.

Segundo o Pastor da Igreja Anglicana, Marcio Meira, este é o grande dia do nascimento do salvador. Na igreja em que ele é responsável, há um tempo de preparação para que os fieis melhor vivenciarem esta época. Com a chegada do dia 25, ela conta que há na sua Igreja muita alegria e festas, com cultos especiais, apresentações artísticas e uma programação que recorda aos fieis a importância do nascimento do menino Jesus.

Batizado na Igreja Católica desde quando criança, Daniel Bezerra, de 15 anos, vai vivenciar pela primeira vez um Natal como recomenda a fé do catolicismo. Apesar da pouca idade, Daniel contou que professou outras religiões, como o protestantismo e teve uma breve passagem pelo satanismo. Segundo ele, a data não fazia o menor sentido para ser celebrada e acabou tornando-se apenas um dia para dormir um pouco mais.

Padre Marcelo acredita que que através da festa de Natal, Deus entra na história da humanidade (Foto: Nilda Vaz / Arquivo Pessoal)

Padre Marcelo acredita que que através da festa de
Natal, Deus entra na história da humanidade
(Foto: Nilda Vaz / Arquivo Pessoal)

No entanto, em 2014 o adolescente, que voltou a praticar a fé católica, disse que espera com ansiedade pelo seu primeiro Natal. “Este ano será diferente, me preparei no advento, que são as semanas que antecedem o nascimento do Filho de Deus. Desta vez, quero celebrar bem nas missas e celebrações. Creio de verdade que o menino Jesus irá nascer”, contou Daniel.

Este mesmo sentido é vivenciado por Martina Cavalcanti, de 20 anos, que diferente de Daniel, foi batizada na Igreja Católica, mas decidiu seguir como protestante na Igreja Sara Nossa Terra. Ela relatou que com o passar dos dias que antecedem o Natal seu coração se enche de expectativa, porque tem a certeza que virá um tempo de alegria, festas e momentos de reflexão.

Na igreja em que ela frequenta, no bairro do Bessa, em João Pessoa, há um culto especial. Depois desta celebração, Martina segue para reuniões familiares, onde participa de ceias em casas de amigos e conhecidos. “Eu fico muito intrigada com as pessoas que usam do natal pra remeter ao papai noel e esquecem o verdadeiro motivo do Natal”, desabafou Martina.

Testemunhas de Jeová
Há também quem nunca na vida tenha celebrado o Natal. Este é o caso de Rosimere Machado, de 26 anos, que é seguidora dos ensinamentos dos Testemunhas de Jeová. “Não sei bem quando será o Natal, mas para mim é apenas um feriado, um dia livre para aproveitar. Não desejo para os amigos feliz natal, mas sim, bom feriado!”,  contou ela.

Rosimeire é Testemunha de Jeová desde que nasceu e não considera que o dia 25 seja o nascimento de Jesus por não haver evidências bibílicas. Ela também considera a época como um oportunidade de aquecimento das vendas no comércio. “Não minha casa não tem festas, ficamos em casa, como um outro dia qualquer, não temos o costume de dormir tarde em dias normais, então como este não é diferente vamos dormir no mesmo horário. Na Igreja mesmo no dia 24 e 25 não terá nenhuma reunião”, explicou Rosimere.

Judaísmo
Mesmo com um nome sugestivo para a data, para Emanuel (um dos nomes bíblicos de Jesus) Pessoa, de 27 anos, que é Judeu, o nascimento de Jesus Cristo como acreditam os Cristão também não é celebrado, pois não é compatível com a sua fé. Emanuel explicou que não existe um ‘Natal’ no Judaísmo, o que existe próximo a este período é o ‘Hanukkah’, que significa ‘dedicação’ ou ‘inauguração’,  mas que pode ser traduzido como Festa das Luzes.

“Esta festa é comemorada em 25 de Kislêv, no nono dos doze meses do calendário judaico. No calendário gregoriano essas datas são móveis, neste ano foi do dia 16 a 23 de dezembro. Na festividade são utilizados enfeites de luzes na casa. Outra tradição é a troca de presentes durante os oito dias. Normalmente esta é uma festividade familiar, cada um realiza em sua casa, é costume judaico comemorar em comunidade o primeiro e último dia da festividade. Há amigos praticantes de outros estados que se reúnem conosco, geralmente em casa, ou algum local privado, nada aberto ao público”, relatou Emanuel.

Segundo Emanuel, esta é uma tradição bíblica dos Judeus e na mesma data e horário, todos os judeus ao redor do mundo realizam a festividade do mesmo modo.

Candomblé
Para Mãe Tuca, presidente da Casa de Cultura Ilé Asé d’Osoguiã – IAO, o dia 25 não significa o nascimento de Jesus Cristo, pois não há nenhum orixá que remeta ao Natal. Na sua crença, no terreito não ocorre nenhum ritual especial ou celebrativo por causa do significado, que é cristão.

“Nós do candomblé não temos nenhum vínculo com o Natal. Existem apenas as confraternizações, por conta do sincretismo, mas nada que remeta à religiosidade. Eu particularmente participo nesses dias das reuniões com a minha família de sangue, que são bem tradicionais e religiosos. Porém, acolhem com muito respeito a diferença religiosa”, explicou Mãe Tuca.

Ateísmo

Camila Rique, de chapéu de Papai Noel, celebra o Natal entre amigos estimular a união (Foto: Camila Rique / Arquivo Pessoal)

Camila Rique, de chapéu de Papai Noel, celebra o
Natal entre amigos estimular a união
(Foto: Camila Rique / Arquivo Pessoal)

‘Embora não rezemos, nem acreditemos em nada, o Natal é uma época de reunir as pessoas. Dá pra se usar ao menos pelo motivo de união e amizade também”, diz Camila Rique sobre o Natal. Ela é uma jovem ateísta, de 24 anos, que diz não acreditar em nenhuma religião, ou algo ligado à fé, embora respeite todas as expressões espirituais.

Apesar de sua descrença, Camila disse que considera o Natal uma época bem de família, o que se torna uma ótima oportunidade para reunir pessoas difíceis de encontrar durante o ano, incluindo os amigos.

Entretanto, ao mesmo tempo, fez questão de ressaltar que acredita que esta é também uma época de falsidades, onde se preza a união e amizade e dá pra se perceber que as pessoas que falam mal umas das outras, vivem de abraços e beijos.

Ela ainda contou que sua família é bastante religiosa e na noite do Natal fazem orações, das quais ela nunca participa, mas seus parentes a respeitam.

Mórmons
Membro há mais de 25 anos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Dona Iraêrcia Arcanjo, de 69 anos, diz que tem muitos motivos para celebrar neste final de ano. “Não existe data mais importante no ano do que o Natal, apesar de que nós temos a consciência de que Jesus não nasceu neste dia, mas aproximadamente no mês de Abril. Nas casas podem ter até árvores de Natal. Lá na igreja celebramos o dia 25 com reuniões, confraternizações e muito louvor. Afinal, acreditamos que o filho de Deus irá nascer”, disse  Iraêrcia.

Este anos ela ainda vai aproveitar a ocasião para comemorar a sua formatura no curso de Letras, na Universidade Federal da Paraíba, durante um jantar, onde disse fazer questão da presença dos familiares.

Link original: http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2014/12/paraibanos-de-diferentes-religioes-contam-como-vivem-o-dia-do-natal.html

Mesmo sem comemorar, religiões falam do respeito pelo Natal


Os muçulmanos não comemoram o Natal, mas enfatizam o respeito pela data: Mohamad Taha diz que não há mudanças no cardápio

Os muçulmanos não comemoram o Natal, mas enfatizam o respeito pela data: Mohamad Taha diz que não há mudanças no cardápio

O Natal – que para os cristãos simboliza o nascimento de Jesus Cristo – embora seja um momento especial na vida de milhares de pessoas, não é comum para diversos povos. Para culturas como islamismo, budismo, judaísmo, hinduísmo, taoísmo e xintoísmo, o nascimento de Jesus Cristo tem um significado diferente daquele pregado pelos cristãos. Apesar disso, respeitam quem festeja a data.

O sheik Ahmad Amin El Orra, do Departamento Religioso do Centro Islâmico de Jundiaí, comenta que apesar de os muçulmanos não celebrarem o Natal, respeitam e honram a personalidade em cujo nome esta festividade é observada: Jesus Cristo. “Nós acreditamos que Jesus, filho de Maria, foi um grande profeta de Deus. Cada muçulmano o honra, o respeita e o ama, até porque Deus disse no Alcorão Sagrado: ‘Dizei: cremos em Deus, no que nos tem sido revelado, no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacó e as tribos. No que foi concedido a Moisés e a Jesus e no que foi dado aos profetas por seu Senhor’. Assim não fazemos distinção alguma entre eles, e nos submetemos a Deus”, explica.

Mohamad Taha, que também participa das atividades da Mesquita, reforça que a data é tida como um dia como qualquer outro e que os muçulmanos possuem apenas duas festividades: a festa do Desjejum, ao fim do mês do Ramadan, e a Festa do Sacrifício, que assinala o fim da peregrinação de milhões de pessoas à Meca e lembra o sacrifício do profeta Abraão. “A festa está na essência de lembrar os ensinamentos dos profetas e não apenas nos comes e bebes. Nossa felicidade vem acompanhada do cumprimento da adoração de Deus. Nesta época de dezembro, mas especificamente no dia do nascimento de Jesus, não há alteração em nossa alimentação, tampouco na questão dos enfeites e compras por motivo do Natal.”

As Testemunhas de Jeová, inclusive em seu site oficial, explicam que os seguidores comemoram apenas a morte e não o nascimento de Jesus Cristo. Como explicam, os apóstolos e os primeiros discípulos de Jesus não comemoravam o Natal. Para eles não há provas de que Jesus tenha nascido em 25 de dezembro, já que a data de seu nascimento não foi registrada na Bíblia. Acreditam que o Natal não é aprovado por Deus porque se origina de costumes e rituais pagãos.

Alegria sempre – Seguindo a tradição Kadampa, a monja Kelsang Chime (leia-se Time), do Centro Budista Kadampa, em Jundiaí, explica que os seguidores deste estilo de vida, ‘comemoram a comemoração’ das pessoas e das famílias e por isso acreditam que a alegria é a melhor parte que ocorre no Natal. Mas ela enfatiza que esta satisfação e este espírito deveriam persistir o ano todo. “Jesus é considerado um Buda, um ser iluminado e por isso toda essa alegria é bem-vinda, principalmente a união entre as pessoas. Podemos, sim, enfeitar nossas casas, participar de uma ceia de Natal, mas não temos um alimento preferido porque aceitamos o que nos é oferecido, pois temos a prática de contentamento.”

Os locais que adotam o budismo como religião – entre eles Vietnã, China, Tibet, Camboja, Coreia do Sul, Butão, Burma, Hong Kong, Japão, Mongólia, Cingapura, Sri Lanka, Tailândia – não se envolvem com a característica particular do nascimento de Jesus Cristo. Eles admiram e respeitam a tradição, mas Jesus para a crença é considerado um ‘bodhisattva‘, ou seja, um ser de sabedoria elevada, que segue uma prática espiritual que visa remover obstáculos e beneficiar todos os demais seres.

Link original: http://www.jj.com.br/noticias-9853-mesmo-sem-comemorar-religioes-falam-do-respeito-pelo-natal

No Natal, mais paz e boa vontade (Inglês)


É dezembro e Natal é todo … todo o lado – na televisão, no rádio, na escola, no escritório, nos shoppings e nas ruas.

Enquanto a maioria das pessoas em Trinidad e Tobago celebrar o Natal, independentemente de suas afiliações religiosas, algumas, como as Testemunhas de Jeová, não. Isso significa que não paranging, sem funções de Natal, presentes, decorações, ou almoço de Natal.

Apesar de sermos cristãos, o site oficial da religião, jw.org, afirma Testemunhas de Jeová não comemoram o evento por várias razões: Em Lucas 22:19, 20, Jesus ordenou que seu povo comemorar a sua morte, não de seu nascimento. Não há nenhuma prova de que Jesus nasceu no dia 25 de dezembro como sua data de nascimento não é registrada na Bíblia. A enciclopédia católica Nova afirma “a festa da natividade foi instituído o mais tardar, 243 [CE],” mais de um século após o último dos apóstolos morreu, então primeiros discípulos de Jesus não comemorar o Natal. Por último e mais importante, as Testemunhas de Jeová acreditam que Deus não aprova de Natal porque está enraizada em costumes pagãos e ritos.

Como é para as Testemunhas de Jeová para ser cercado por espírito de Natal, e ainda assim não participar?

Uma jovem testemunha admitiu que, como um pré-adolescente, ele estava com ciúmes quando seus amigos receberam presentes no Natal, quando ele não o fez. No entanto, ele disse que entendia por que ele não foi comemorado em sua casa e ele “finalmente tenho sobre ele.”

Receber presentes foi a única parte do Natal invejava no entanto, como ele disse alimentos tradicionais do Natal do presunto, pastelles e azeda estavam “em todos os lugares” e alguém sempre compartilhar com ele em algum momento durante a temporada.

Outras testemunhas disseram que não foram afetados em tudo, principalmente porque a maioria de seus amigos e família foram também testemunhas que não celebram o Natal.

“Durante o Natal estávamos de férias da escola, então eu não fui bombardeado com ele. Gostaria de cal com outras Testemunhas por isso não me incomoda e eu não queria estar envolvido nele. Eu acreditava que os meus pais me ensinaram como uma criança e por isso eu não sinto como se eu estivesse perdendo nada. Foi um feriado normal para mim, e tendo crescido não celebrá-la, como um adulto eu estou acostumado com isso “, disse um homem Witness.

Uma jovem disse que ela gostava de Natal para os filmes iriam mostrar na televisão, como Home Alone, Dia da Marmota, e Um Conto de Natal; bem como algumas das canções locais. Caso contrário, ela disse, ela nunca teve, ou queria ter o espírito de Natal.

Ela disse que, crescendo, sua casa foi sempre bem guardado por isso não havia necessidade de uma extensa limpeza na época do Natal. Cortinas foram alteradas quando sua mãe se sentiu como ele, e pintura foi feita, se necessário, ou se os pais dela me senti como uma mudança. Ela admitiu que ela iria admirar as luzes e decorações de Natal em outras casas, mas estava feliz que ela, pessoalmente, não tem que fazer o trabalho de colocá-los e levá-los para baixo. “Além disso, eu gostava que eu tinha uma desculpa para não ter que encontrar o dinheiro para comprar as pessoas presentes. Eles sabiam que membros da minha família eram Testemunhas e por isso eles não esperava nada “, ela riu.

Relembrando sua juventude, uma outra mulher testemunha foi inflexível que ela não se sentir deixado de fora como uma criança. Ela disse que recebeu presentes durante todo o ano, viajou para o exterior durante as férias escolares, e, geralmente, fez mais do que outras crianças de sua idade. Portanto, ela não se sentia inveja dos outros ou queria se envolver em atividades de Natal. Ela acrescentou que, em sua casa, presunto e peru foram comidos sempre que a família sentiu como ter que, para as suas refeições. Seus pais costumavam plantar azeda em seu quintal por isso, embora eles teriam a bebida em torno do Natal, quando a planta foi na época, eles, às vezes, congelá-lo por isso houve azeda para beber durante todo o ano.

“Meus pais fizeram com que eu entendesse o por que de não comemorar o Natal, e eles foram generosos ao longo de todo o ano”, disse ela. Ela também disse que reuniões de família e congregação eram freqüentes, edificante e agradável, e “paz e boa vontade para com os homens” era uma parte todos os dias de suas vidas, não reservados apenas para o Natal.

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Saiba como é o Natal dos mais de 4 milhões de brasileiros que não comemoram a data


Luciana Alvarez
Do UOL, em São Paulo

No mês de dezembro, as luzes, árvores de Natal e papais noéis parecem estar em toda a parte, mas para milhões de brasileiros o dia 25 não significa nada de especial. Mais precisamente, 4,2 milhões de brasileiros declaram pertencer a religiões que não comemoram a data, segundo dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Liat Ventura, de 13 anos, é uma delas. Judia e filha de rabino, a menina nunca ganhou um presente de Natal, mas diz não se importar com isso. “Quando era bem menor, até queria ganhar alguma coisa também, pedia para meus pais. Mas eles me explicavam e eu acabava entendendo que aquela era uma festa para algumas pesssoas, mas não para nós”, conta.

Ainda que não comemore, já participou de uma ceia de Natal na casa de amigos da família, uma experiência que classifica como “maravilhosa”. “Tenho amigos cristãos, amigos judeus, e não existe nenhum constrangimento por causa do Natal. Mas é claro que meus amigos não ficam falando ‘ganhei isso’, ‘ganhei aquilo’”, afirma.

O pai de Liat, o rabino More Ventura, diz que mesmo os judeus não conseguem ficar completamente alheios ao Natal no Brasil. “Minha família está no país há cem anos, estamos rodeados de amigos que estão em festa, então também ficamos felizes”, afirma. Por isso, participa de bom grado de confraternizações, amigos secretos, ajuda em caixinhas para funcionários e gosta de ver corais e enfeites de Natal pelas ruas. “Por mais que a gente não comemore, a gente se sensibiliza.”

Além disso, para os judeus, o mês de dezembro também é um mês de festivo. Nesta época eles celebram o Hanukkah, ou festa das luzes. A comemoração dura oito noites e lembra uma vitória dos judeus contra uma província grega que tentava impor o politeísmo, há 2.200 anos. Também teria havido um milagre: o óleo para acender as velas do templo, que seria suficiente para apenas um dia, durou oito. “A gente junta a família, canta, come, acende o candelabro e conta a história da data”, conta o rabino sobre como a festa é celebrada. “Muito interessante que em alguns prédios em Higienópolis (bairro com alta concentração de judeus em São Paulo), enfeita-se a entrada com uma árvore de Natal e um candelabro, lado a lado.”

As irmãs Taynara e Tasnim Mustafa, de 10 e 4 anos, são muçulmanas como os pais e, por isso, também não comemoram o Natal. Como Liath, nunca acreditaram em Papai Noel, mas ainda assim, é comum ganharem algum presente dos parentes da mãe, que são cristãos. Mesmo quando não recebe nada, Taynara garante que não se incomoda: “Sei que são coisas que não preciso. Se eles me derem, pego por respeito”.

“Quando alguém dá presentes às milhas filhas, eu as faço aceitar e agradecer, mas depois explico que aquele presente é como qualquer outro. Para nós, Jesus é um profeta e não salvador ou semelhante a Deus”, relata a mãe delas, Hanan. “Nós não damos presentes e falamos que não comemoramos, mas respeitamos as diferenças”, completa.

Hanan Mustafa e as filhas são muçulmanas, mas gostam de ver a cidade enfeitada

As filhas parecem ter aprendido a lição. Questionada se já contou para algum colega que Papai Noel não existe, Taynara garante que nunca fez isso. “Cada um pensa o que gosta. Eu acredito que não existe, mas tem criança que acredita”, diz.

Mesmo que elas não estejam celebrando, as meninas gostam de ver a cidade enfeitada por causa da festa cristã. “Não temos problemas em levá-las para ver árvore de Natal ou Papai Noel no shopping, pois não podemos esconder. E, vamos combinar, são lindas de se ver as decorações”, diz Hanan.

Cristãos sem Natal

Ironicamente, entre as religiões que não comemoram o Natal, as duas que têm maior número de adeptos no Brasil são cristãs: Congregação Cristã no Brasil e Testemunhas de Jeová. Os integrantes dessas religiões afirmam que Jesus não nasceu nesse período do ano, que a Biblía não orienta a comemorar seu nascimento e que a festa de Natal é puramente comercial.

Mãe de duas meninas pequenas, de 7 e 2 anos, e membro da Congregação Cristã no Brasil desde que nasceu, Tatiane Gonçalves afirma que as crianças não sentem falta do Natal se tudo for bem explicado. “Minha mãe dizia isso para mim quando eu era pequena, e é o que digo a elas: amar, estar com a família, trocar presentes com quem a gente gosta são coisas que devem ser feitas o ano inteiro, não em um dia só. O Natal é comércio”, diz.

Como a muçulmana Hanan, embora não dê presentes, Tatiane tampouco proíbe que outras pessoas presenteiem suas filhas. “A Giovana (a filha mais velha) faz aniversário em dezembro e tem uma tia que sempre dá dois presentes, dizendo: um pelo aniversário, outro pelo Natal. Ela abre e brinca com os dois sem questionar”, conta.

Para a mãe, a questão do Natal só fica um pouco mais complicada de explicar para as filhas quando se trata dos enfeites. “Claro que uma árvore enfeitada é bonita, mas para a gente é como uma idolatria. Esse é um ponto é difícil de as crianças pequenas entenderem. Então, quando vamos a um shopping, deixo elas verem, se divertirem, mas logo chamo atenção para outra coisa e elas esquecem”, conta.

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http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/12/24/saiba-como-e-o-natal-das-familias-que-nao-comemoram-a-data.htm