Archive for the ‘Feriado religioso’ Category

[ITU] Cemitério Municipal de Itu terá horário estendido no Dia das Mães


Na ocasião serão realizadas duas missas.

Cemitério de Itu terá horário especial de funcionamento para o Dia das Mães - Crédito: Renata Guarnieri/Prefeitura Itu

Cemitério de Itu terá horário especial de funcionamento para o Dia das Mães – Crédito: Renata Guarnieri/Prefeitura Itu

No dia 13 de maio (domingo), Dia das Mães, o Cemitério Municipal de Itu terá horário estendido de funcionamento, das 6h às 18h. Na ocasião serão realizadas duas missas, uma às 8h e outra às 15h, ambas pelo Padre Antonio Ferreira da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, momentos em que serão abençoadas velas, flores e demais objetos. Na primeira missa do dia, também serão entregues rosas em homenagem às mães.

Durante o sábado e no domingo, das 8h às 18h, Testemunhas de Jeová estarão expondo livros e revistas de conteúdo religioso e distribuindo as publicações a quem interessar.

Acompanhe abaixo a programação:

Dias 11 e 12/05
09h às 17h – coleta de intenção de missas na capela do Cemitério

Dias 12/05
6h às 18h – Barracas com vendas de flores

Dia 13/05
6h às 18h – Barracas com vendas de flores
A partir das 7h – coleta de intenção de missas na capela do Cemitério
8h – Missa com distribuição de rosas abençoadas e bênçãos de objetos
15h – Missa com bênção de objetos

Link original: http://www.itu.com.br/cotidiano/noticia/cemiterio-municipal-de-itu-tera-horario-estendido-no-dia-das-maes-20180504

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[M de Mulher] Entenda o significado da Páscoa e como as religiões a celebram


Não são apenas os cristãos que comemoram a Páscoa: outras doutrinas também têm suas formas de lembrar a data

Por Raquel Drehmer

Entenda o significado da Páscoa e como as religiões a celebram

 (murika/Thinkstock)

Quem segue alguma das muitas religiões de origem cristã está em plena Semana Santa, a semana que antecede a Páscoa. Este é um ótimo momento para entendermos de que exatamente se trata a data. Qual é o significado deste feriado em que as famílias se reúnem para almoçar (tradicionalmente, algum prato com peixe) e trocar ovos de chocolate?

A origem religiosa da Páscoa cristã

Em resumo, a Páscoa cristã é a celebração da ressurreição de Jesus Cristo. A palavra Páscoa significa “passagem” e simboliza a esperança de uma vida nova.

A Semana Santa começou ontem, no Domingo de Ramos, por ser a data em que Cristo entrou em Jerusalém para comemorar a Páscoa judaica. Isso foi antes de ele ser traído por Judas Iscariotes, julgado e condenado à crucificação. De acordo com o relato bíblico, naquela ocasião a população festejou sua chegada e o recebeu cobrindo a entrada da cidade com folhas de palmeira.

Ao longo da semana, Cristo foi entregue aos guardas do templo ao ser beijado por Judas – este era o sinal combinado para indicar quem era o líder que eles estavam procurando. O julgamento ficou por conta do governador Pôncio Pilatos, dos líderes judeus e do tetrarca da região, Herodes. Depois de muita indecisão, decidiu-se que ele era um criminoso, por indiretamente alegar que era o Filho de Deus, e seria crucificado entre dois ladrões.

A Sexta-Feira Santa, que é feriado nacional no Brasil e em vários países de maioria cristã, é justamente o dia em que Jesus foi crucificado e, depois de seis horas, morreu.

E finalmente chega o Domingo de Páscoa, o dia em que o cristianismo celebra a Ressurreição de Cristo e sua primeira aparição aos discípulos.

Os símbolos da celebração da Páscoa cristã

Dentro do cristianismo, a celebração da Páscoa tem algumas variações. Por exemplo: enquanto os católicos não comem carne vermelha durante toda a quaresma (os 40 dias que antecedem a Páscoa), os protestantes não têm essa restrição alimentar.

Alguns símbolos, porém, são comuns nas diferentes vertentes cristãs. Os ovos de Páscoa são os mais tradicionais, e simbolizam a vida nova. Eles vêm lá da antiguidade, de quando os egípcios e persas tingiam ovos para presentear amigos na entrada da primavera, marcando a nova vida da estação. Os cristãos adaptaram o hábito para simbolizar a ressurreição de Cristo e a oportunidade de uma nova vida que ela trouxe.

O coelho da Páscoa nasceu como tradição entre os cristãos da Alemanha do século 18. Ele é o símbolo egípcio da fertilidade, do nascimento e da vida, e por isso foi colocado também no contexto cristão da Páscoa.

 (Wavebreakmedia Ltd/Thinkstock)

O pão e o vinho remetem à escolha de Cristo para demonstrar seu amor aos apóstolos e discípulos, representando seu corpo e seu sangue e celebrando a vida eterna. O cordeiro, por sua vez, é o símbolo do próprio Cristo, o cordeiro de Deus, que se sacrificou para poupar toda a humanidade, em uma alusão aos cordeiros do Pessach (logo abaixo, quando ler sobre a Páscoa judaica, você entenderá melhor).

E a cruz, por fim, é o símbolo máximo do sofrimento e da ressurreição de Cristo, para que os cristãos não esqueçam de tudo que ocorreu.

A Páscoa judaica

Ali em cima falamos sobre a comemoração da Páscoa judaica, da qual o próprio Cristo participava. Ela tem um significado totalmente diferente da Páscoa cristã, naturalmente. O nome também é diferente: é Pessach.

A Páscoa judaica marca a conquista da liberdade dos hebreus (o povo judeu), liderados por Moisés, depois de 400 anos de escravidão no Egito. Na festa de Pessach, os judeus comem cordeiro, simbolizando os cordeiros sacrificados pelas famílias ainda no Egito para indicar ao anjo da morte quais eram as casas de judeus pelas quais ele deveria passar reto, e o matza, um pão sem fermento que lembra que na fuga do Egito não sobrou tempo para fermentar os alimentos.

A história toda no segundo livro da Torá (judaica) e no livro Êxodo do Antigo Testamento da Bíblia (cristã) e já foi retratada em vários filmes.

A Páscoa para outras religiões

Há religiões que não celebram a Páscoa de nenhuma maneira, pois não é um acontecimento relacionado a elas. Estão aí o budismo, o islamismo e o espiritismo.

As Testemunhas de Jeová fazem uma leitura bíblica diferente da Páscoa e, por isso, não a comemoram. Para seus seguidores, a Páscoa atual não é baseada na Bíblia, mas sim em ritos de fertilidade pagãos, o que a torna inaceitável.

Na umbanda e no candomblé, a celebração da Páscoa é semelhante à católica, segundo a Fucesp (Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo), pois a maior parte das crenças vem do catolicismo. Pela tradição, na Sexta-Feira Santa os terreiros não abrem, no sábado se reverencia Ogum e no domingo é comemorada a Páscoa, com almoço de família e amigos e troca de ovos.

Link original: https://mdemulher.abril.com.br/estilo-de-vida/significado-da-pascoa-como-as-religioes-celebram/

[Blog do Anderson] Dia de Finados em Vitória da Conquista: conquistenses prestam homenagens aos amigos e familiares


O Dia de Finados, feriado em todo o Brasil, é um dia de muitas homenagens em Vitória da Conquista. Logo pela manhã o BLOG DO ANDERSON passou pelo Cemitério da Saudade onde milhares de visitantes realizaram suas orações aos entes queridos.

Do lado de fora dezenas de bancas foram instaladas para vendas de velas e flores. Às 9 horas o arcebispo metropolitano Dom Frei Luiz Gonzaga da Silva Pepeu proferiu a missa acompanhado de dezenas de fiéis católicos.

As Testemunhas de Jeová e a Igreja Universal do Reino de Deus também levaram suas mensagens. Veja algumas fotos registradas pelo BLOG DO ANDERSON neste momento também de alegria no Cemitério da Saudade.

[Bem Paraná] Cemitérios Municipais têm programação especial no Dia de Finados. Confira


Cemitério Municipal São Francisco de Paula (foto: Luis Costa/SMCS)

 

Mais de 100 mil pessoas deverão participar das missas, solenidades religiosas e manifestações ecumênicas durante o feriado de Dia de Finados, na próxima quinta-feira (2/11). A expectativa é da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que está concluindo nessa segunda-feira (30/10) as últimas manutenções os cincos cemitérios municipais da cidade.

No feriado, haverá programação nos cemitérios municipais São Francisco de Paula (no bairro São Francisco), Água Verde, Boqueirão e Santa Cândida, que terá horários especiais para visitação. Os portões principais dos cemitérios permanecerão abertos das 7h às 18h e os laterais, das 7h às 17h45h. Este será o mesmo hoário na véspera do feriado (01/11), quando também há um um aumento na movimentação de pessoas.

Servidores do Departamento de Serviços Especiais, responsável pelos cemitérios, estarão à disposição para o atendimento aos visitantes, que em sua maioria busca a localização de túmulos. A Prefeitura avisa que os serviços de velórios e sepultamentos permanecem normais.

Confira a programação*:

Cemitério Municipal São Francisco de Paula

10h – Santa Missa presidida pelo Bispo Auxiliar Dom Francisco Cota

15h – Santa Missa presidida pelo Bispo Auxiliar Dom Amilton Manuel, do Centro Pastoral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais – Arquidiocese de Curitiba.

15h – Cerimônia de oração pelas famílias enlutadas, conduzida integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus.

Cemitério Municipal Água Verde

09h – Adoração ao Santíssimo Sacramento.

10h – Santa Missa, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo.

Período da manhã – Prece ecumênica da Igreja Ecumênica da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo.

15h – Cerimônia de oração pelas famílias enlutadas, pelos integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus.

Cemitério Municipal Boqueirão

09h – Santa Missa celebrada pelo Padre da Paróquia Nossa Senhora das Vitórias.

12h – Santa Missa celebrada pelo Padre da Paróquia Nossa Senhora da Paz

15h – Santa Missa celebrada pelo Padre do Santuário Nossa Senhora do Carmo.

Período da manhã – Prece ecumênica da Igreja Ecumênica da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo.

15h – Cerimônia de oração pelas famílias enlutadas, pelos integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus.

9h às 12h – Distribuição de panfletos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja Mórmon).

Cemitério Municipal Santa Cândida

9h às 16h – Teatro e música com integrantes da 1ª Igreja do Evangelho Quadrangular.

15h – Cerimônia de oração pelas famílias enlutadas, pelos integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus.

8h às 18h – Carrinhos com publicações bíblicas e distribuição de revistas dos Testemunhas de Jeová.

*Horários informados são de responsabilidade dos organizadores, pode haver alterações sem aviso prévio.

Link original: http://www.bemparana.com.br/noticia/534619/cemiterios-municipais-tem-programacao-especial-no-dia-de-finados.-confira

[Sputnik] Testemunhas de Jeová recorrem da proibição de sua atividade na Rússia


O “Centro de Direção das Testemunhas de Jeová” recorrerá da decisão do Tribunal Supremo de proibir sua atividade no território da Rússia, segundo os dados da organização.

 © AFP 2017/ Martin Bureau

© AFP 2017/ Martin Bureau

“O Tribunal Supremo decidiu desmantelar a organização religiosa centralizada dos Testemunhas de Jeová na Rússia, assim como todas as 395 organizações religiosas locais desta religião […] os crentes estão preparando a apelação que deve ser examinada em um mês”, diz a nota publicada no site da entidade.

O Tribunal Supremo da Rússia considerou a atividade do “Centro de Direção das Testemunhas de Jeová na Rússia” como extremista e a proibiu no país.

O “Centro de Direção das Testemunhas de Jeová” pode recorrer da sentença do Supremo e, neste caso, a disposição relativa à proibição não terá efeito enquanto o juiz analisa o recurso. Enquanto isso, o Ministério da Justiça, que entrou com a ação para proibir as Testemunhas de Jeová na Rússia, já suspendeu o trabalho do “Centro” até que o Supremo dite a decisão final.

O “Centro de Direção das Testemunhas de Jeová na Rússia” é a organização principal que controla as filiais dos Testemunhas de Jeová na Rússia.

O “Centro” tem sempre problemas com a lei, que vão desde as proibições da sua atividade e encerramento das filiais até às multas por divulgação de materiais extremistas.

Link original: https://br.sputniknews.com/sociedade/201704218212289-testemunhas-jeova-voltam-russia/

Para muitas pessoas, data não tem significado especial


Rafaela Gonçalves
rafaela.goncalves@jcruzeiro.com.br

Luciene Santos:

Luciene Santos: “Como qualquer outro dia” – ÉRICK PINHEIRO

No calendário cristão, hoje é comemorado o 2014º aniversário de Jesus Cristo. Para celebrar a data, milhares de famílias do mundo inteiro se reúnem, participam de ceias e trocam presentes para simbolizar a data. Mas nem todos são adeptos à esta crença. Diversas pessoas seguem outras religiões e / ou têm outros tipos de convicções e, por isso, não comemoram o Natal.

Para a dona de casa Luciene Santos, seguidora da doutrina Testemunha de Jeová, 25 de dezembro é um dia normal. “Nós não celebramos o Natal porque não tem nada disso na bíblia. Não tem como provar que Jesus nasceu nesta data. Para nós, essa data foi adaptada, porque dia 25 é o nascimento do Deus Sol. E outra, na bíblia diz que, quando Jesus nasceu, os pastores estavam no campo. Mas nós sabemos que em Jerusalém, nesta época, é muito frio. Então, não há nenhuma prova conclusiva que Jesus nasceu nesta data”, explicou. “Por isso, para mim, o dia 25 é um dia normal, no qual eu faço minhas atividades normais, como em qualquer outro dia”, complementou.

Agnóstico (aquele que considera os fenômenos sobrenaturais inacessíveis à compreensão humana, podendo ser teísta ou ateísta), André Trindade também não celebra o nascimento do Cristo. “O Natal é uma festa cristã e como eu não sou cristão, não vejo sentido em comemorar. Além disso, o Natal se tornou uma data comercial. Por isso, eu trabalho no dia 24 e no dia 25 normalmente. E na hora da ceia, eu normalmente assisto um filme, algo assim”, contou.

A analista de sistemas Jeanette Weiss diz que judeus também não acreditam na data do Natal, mas que respeitam e, muitas vezes, até compartilham da celebração. “Nós acreditamos que o nosso Messias, que é o Jesus dos católicos, ainda não chegou. Então, não temos porque celebrar o nascimento. Além disso, o nosso calendário é diferente do cristão”, disse. “Mas como convivemos em uma sociedade cristã, nós acabamos pegando algo da cultura. Como eu tenho filhos, eu sempre deixo eles participarem das coisas, como das ações que envolvem Papai Noel”, disse.

Mãe de Jeanette, a aposentada Judite Weiss reforça as palavras da filha. “Depois que passou o período da guerra (segunda guerra mundial), muitas vezes nós participamos das celebrações, mas como uma reunião, já que ninguém trabalha neste dia e acaba sendo uma boa data para reunir a família. Além do mais, não há muitos judeus em São Paulo, a nossa família é pequena e alguns novos membros da família também não são judeus”, justificou.

Apesar de ter crença, o advogado Italo Rosende, que é comunista, não comemora o Natal. “Não tem sentido algum. É uma alegoria. É uma data do comércio. Se pregasse o amor ao próximo, eu não teria nada contra. Mas virou algo de caráter econômico, que não promove mais o exercício filosófico, mas, sim, o individualismo. As pessoas se fecham em suas famílias, não se abrem para os outros. Enfim, eu não gosto. Normalmente, eu passo o natal fazendo outra coisa, jogando vídeo-game”, explicou.

Link original: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/586891/para-muitas-pessoas-data-nao-tem-significado-especial

Paraibanos de diferentes religiões contam como vivem o dia do Natal


Para os Cristãos, o Natal celebra o nascimento de Jesus Cristo.
Pessoas com outros credos têm diferentes sentidos para este dia.

 

Por Felipe Ramos

No dia 25 de dezembro os seguidores do cristianismo celebram uma das maiores festividades da religião, o dia do Natal. Mas, para seguidores e praticantes de outras religiões esta data é celebrada diferente. Em algumas é mantida a importância solene, a celebração da vida, a importância da união, as divindades. Por outro lado, há aquelas em que o dia é apenas mais um no calendário, sem rituais ou tradições, mas apenas um feriado. Em João Pessoa, na capital da Paraíba, alguns moradores que professam diferentes credos explicam como vivenciam  o dia de Natal.

Cristianismo

Pastor Marcio Meira celebra cultos especiais no dia 25 para lembrar a importância da festa de Natal (Foto: Felipe Velez / Arquivo Pessoal)

Pastor Marcio Meira celebra cultos especiais no dia
25 para lembrar a importância da festa de Natal
(Foto: Felipe Velez / Arquivo Pessoal)

O sentido desta data para os católicos foi definido pelo Padre Marcelo Monte, da Arquidiocese da Paraíba, como a celebração do amor de Deus pelos homens. “Nossa fé acredita que no natal, Deus entra na história da humanidade e não só entra, mas a modifica para levar o homem criado à sua imagem e semelhança a um caminho de felicidade plena, conversão e santidade”, explicou ele.

Segundo o Pastor da Igreja Anglicana, Marcio Meira, este é o grande dia do nascimento do salvador. Na igreja em que ele é responsável, há um tempo de preparação para que os fieis melhor vivenciarem esta época. Com a chegada do dia 25, ela conta que há na sua Igreja muita alegria e festas, com cultos especiais, apresentações artísticas e uma programação que recorda aos fieis a importância do nascimento do menino Jesus.

Batizado na Igreja Católica desde quando criança, Daniel Bezerra, de 15 anos, vai vivenciar pela primeira vez um Natal como recomenda a fé do catolicismo. Apesar da pouca idade, Daniel contou que professou outras religiões, como o protestantismo e teve uma breve passagem pelo satanismo. Segundo ele, a data não fazia o menor sentido para ser celebrada e acabou tornando-se apenas um dia para dormir um pouco mais.

Padre Marcelo acredita que que através da festa de Natal, Deus entra na história da humanidade (Foto: Nilda Vaz / Arquivo Pessoal)

Padre Marcelo acredita que que através da festa de
Natal, Deus entra na história da humanidade
(Foto: Nilda Vaz / Arquivo Pessoal)

No entanto, em 2014 o adolescente, que voltou a praticar a fé católica, disse que espera com ansiedade pelo seu primeiro Natal. “Este ano será diferente, me preparei no advento, que são as semanas que antecedem o nascimento do Filho de Deus. Desta vez, quero celebrar bem nas missas e celebrações. Creio de verdade que o menino Jesus irá nascer”, contou Daniel.

Este mesmo sentido é vivenciado por Martina Cavalcanti, de 20 anos, que diferente de Daniel, foi batizada na Igreja Católica, mas decidiu seguir como protestante na Igreja Sara Nossa Terra. Ela relatou que com o passar dos dias que antecedem o Natal seu coração se enche de expectativa, porque tem a certeza que virá um tempo de alegria, festas e momentos de reflexão.

Na igreja em que ela frequenta, no bairro do Bessa, em João Pessoa, há um culto especial. Depois desta celebração, Martina segue para reuniões familiares, onde participa de ceias em casas de amigos e conhecidos. “Eu fico muito intrigada com as pessoas que usam do natal pra remeter ao papai noel e esquecem o verdadeiro motivo do Natal”, desabafou Martina.

Testemunhas de Jeová
Há também quem nunca na vida tenha celebrado o Natal. Este é o caso de Rosimere Machado, de 26 anos, que é seguidora dos ensinamentos dos Testemunhas de Jeová. “Não sei bem quando será o Natal, mas para mim é apenas um feriado, um dia livre para aproveitar. Não desejo para os amigos feliz natal, mas sim, bom feriado!”,  contou ela.

Rosimeire é Testemunha de Jeová desde que nasceu e não considera que o dia 25 seja o nascimento de Jesus por não haver evidências bibílicas. Ela também considera a época como um oportunidade de aquecimento das vendas no comércio. “Não minha casa não tem festas, ficamos em casa, como um outro dia qualquer, não temos o costume de dormir tarde em dias normais, então como este não é diferente vamos dormir no mesmo horário. Na Igreja mesmo no dia 24 e 25 não terá nenhuma reunião”, explicou Rosimere.

Judaísmo
Mesmo com um nome sugestivo para a data, para Emanuel (um dos nomes bíblicos de Jesus) Pessoa, de 27 anos, que é Judeu, o nascimento de Jesus Cristo como acreditam os Cristão também não é celebrado, pois não é compatível com a sua fé. Emanuel explicou que não existe um ‘Natal’ no Judaísmo, o que existe próximo a este período é o ‘Hanukkah’, que significa ‘dedicação’ ou ‘inauguração’,  mas que pode ser traduzido como Festa das Luzes.

“Esta festa é comemorada em 25 de Kislêv, no nono dos doze meses do calendário judaico. No calendário gregoriano essas datas são móveis, neste ano foi do dia 16 a 23 de dezembro. Na festividade são utilizados enfeites de luzes na casa. Outra tradição é a troca de presentes durante os oito dias. Normalmente esta é uma festividade familiar, cada um realiza em sua casa, é costume judaico comemorar em comunidade o primeiro e último dia da festividade. Há amigos praticantes de outros estados que se reúnem conosco, geralmente em casa, ou algum local privado, nada aberto ao público”, relatou Emanuel.

Segundo Emanuel, esta é uma tradição bíblica dos Judeus e na mesma data e horário, todos os judeus ao redor do mundo realizam a festividade do mesmo modo.

Candomblé
Para Mãe Tuca, presidente da Casa de Cultura Ilé Asé d’Osoguiã – IAO, o dia 25 não significa o nascimento de Jesus Cristo, pois não há nenhum orixá que remeta ao Natal. Na sua crença, no terreito não ocorre nenhum ritual especial ou celebrativo por causa do significado, que é cristão.

“Nós do candomblé não temos nenhum vínculo com o Natal. Existem apenas as confraternizações, por conta do sincretismo, mas nada que remeta à religiosidade. Eu particularmente participo nesses dias das reuniões com a minha família de sangue, que são bem tradicionais e religiosos. Porém, acolhem com muito respeito a diferença religiosa”, explicou Mãe Tuca.

Ateísmo

Camila Rique, de chapéu de Papai Noel, celebra o Natal entre amigos estimular a união (Foto: Camila Rique / Arquivo Pessoal)

Camila Rique, de chapéu de Papai Noel, celebra o
Natal entre amigos estimular a união
(Foto: Camila Rique / Arquivo Pessoal)

‘Embora não rezemos, nem acreditemos em nada, o Natal é uma época de reunir as pessoas. Dá pra se usar ao menos pelo motivo de união e amizade também”, diz Camila Rique sobre o Natal. Ela é uma jovem ateísta, de 24 anos, que diz não acreditar em nenhuma religião, ou algo ligado à fé, embora respeite todas as expressões espirituais.

Apesar de sua descrença, Camila disse que considera o Natal uma época bem de família, o que se torna uma ótima oportunidade para reunir pessoas difíceis de encontrar durante o ano, incluindo os amigos.

Entretanto, ao mesmo tempo, fez questão de ressaltar que acredita que esta é também uma época de falsidades, onde se preza a união e amizade e dá pra se perceber que as pessoas que falam mal umas das outras, vivem de abraços e beijos.

Ela ainda contou que sua família é bastante religiosa e na noite do Natal fazem orações, das quais ela nunca participa, mas seus parentes a respeitam.

Mórmons
Membro há mais de 25 anos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Dona Iraêrcia Arcanjo, de 69 anos, diz que tem muitos motivos para celebrar neste final de ano. “Não existe data mais importante no ano do que o Natal, apesar de que nós temos a consciência de que Jesus não nasceu neste dia, mas aproximadamente no mês de Abril. Nas casas podem ter até árvores de Natal. Lá na igreja celebramos o dia 25 com reuniões, confraternizações e muito louvor. Afinal, acreditamos que o filho de Deus irá nascer”, disse  Iraêrcia.

Este anos ela ainda vai aproveitar a ocasião para comemorar a sua formatura no curso de Letras, na Universidade Federal da Paraíba, durante um jantar, onde disse fazer questão da presença dos familiares.

Link original: http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2014/12/paraibanos-de-diferentes-religioes-contam-como-vivem-o-dia-do-natal.html