Archive for the ‘Feriado religioso’ Category

[Sputnik] Testemunhas de Jeová recorrem da proibição de sua atividade na Rússia


O “Centro de Direção das Testemunhas de Jeová” recorrerá da decisão do Tribunal Supremo de proibir sua atividade no território da Rússia, segundo os dados da organização.

 © AFP 2017/ Martin Bureau

© AFP 2017/ Martin Bureau

“O Tribunal Supremo decidiu desmantelar a organização religiosa centralizada dos Testemunhas de Jeová na Rússia, assim como todas as 395 organizações religiosas locais desta religião […] os crentes estão preparando a apelação que deve ser examinada em um mês”, diz a nota publicada no site da entidade.

O Tribunal Supremo da Rússia considerou a atividade do “Centro de Direção das Testemunhas de Jeová na Rússia” como extremista e a proibiu no país.

O “Centro de Direção das Testemunhas de Jeová” pode recorrer da sentença do Supremo e, neste caso, a disposição relativa à proibição não terá efeito enquanto o juiz analisa o recurso. Enquanto isso, o Ministério da Justiça, que entrou com a ação para proibir as Testemunhas de Jeová na Rússia, já suspendeu o trabalho do “Centro” até que o Supremo dite a decisão final.

O “Centro de Direção das Testemunhas de Jeová na Rússia” é a organização principal que controla as filiais dos Testemunhas de Jeová na Rússia.

O “Centro” tem sempre problemas com a lei, que vão desde as proibições da sua atividade e encerramento das filiais até às multas por divulgação de materiais extremistas.

Link original: https://br.sputniknews.com/sociedade/201704218212289-testemunhas-jeova-voltam-russia/

Para muitas pessoas, data não tem significado especial


Rafaela Gonçalves
rafaela.goncalves@jcruzeiro.com.br

Luciene Santos:

Luciene Santos: “Como qualquer outro dia” – ÉRICK PINHEIRO

No calendário cristão, hoje é comemorado o 2014º aniversário de Jesus Cristo. Para celebrar a data, milhares de famílias do mundo inteiro se reúnem, participam de ceias e trocam presentes para simbolizar a data. Mas nem todos são adeptos à esta crença. Diversas pessoas seguem outras religiões e / ou têm outros tipos de convicções e, por isso, não comemoram o Natal.

Para a dona de casa Luciene Santos, seguidora da doutrina Testemunha de Jeová, 25 de dezembro é um dia normal. “Nós não celebramos o Natal porque não tem nada disso na bíblia. Não tem como provar que Jesus nasceu nesta data. Para nós, essa data foi adaptada, porque dia 25 é o nascimento do Deus Sol. E outra, na bíblia diz que, quando Jesus nasceu, os pastores estavam no campo. Mas nós sabemos que em Jerusalém, nesta época, é muito frio. Então, não há nenhuma prova conclusiva que Jesus nasceu nesta data”, explicou. “Por isso, para mim, o dia 25 é um dia normal, no qual eu faço minhas atividades normais, como em qualquer outro dia”, complementou.

Agnóstico (aquele que considera os fenômenos sobrenaturais inacessíveis à compreensão humana, podendo ser teísta ou ateísta), André Trindade também não celebra o nascimento do Cristo. “O Natal é uma festa cristã e como eu não sou cristão, não vejo sentido em comemorar. Além disso, o Natal se tornou uma data comercial. Por isso, eu trabalho no dia 24 e no dia 25 normalmente. E na hora da ceia, eu normalmente assisto um filme, algo assim”, contou.

A analista de sistemas Jeanette Weiss diz que judeus também não acreditam na data do Natal, mas que respeitam e, muitas vezes, até compartilham da celebração. “Nós acreditamos que o nosso Messias, que é o Jesus dos católicos, ainda não chegou. Então, não temos porque celebrar o nascimento. Além disso, o nosso calendário é diferente do cristão”, disse. “Mas como convivemos em uma sociedade cristã, nós acabamos pegando algo da cultura. Como eu tenho filhos, eu sempre deixo eles participarem das coisas, como das ações que envolvem Papai Noel”, disse.

Mãe de Jeanette, a aposentada Judite Weiss reforça as palavras da filha. “Depois que passou o período da guerra (segunda guerra mundial), muitas vezes nós participamos das celebrações, mas como uma reunião, já que ninguém trabalha neste dia e acaba sendo uma boa data para reunir a família. Além do mais, não há muitos judeus em São Paulo, a nossa família é pequena e alguns novos membros da família também não são judeus”, justificou.

Apesar de ter crença, o advogado Italo Rosende, que é comunista, não comemora o Natal. “Não tem sentido algum. É uma alegoria. É uma data do comércio. Se pregasse o amor ao próximo, eu não teria nada contra. Mas virou algo de caráter econômico, que não promove mais o exercício filosófico, mas, sim, o individualismo. As pessoas se fecham em suas famílias, não se abrem para os outros. Enfim, eu não gosto. Normalmente, eu passo o natal fazendo outra coisa, jogando vídeo-game”, explicou.

Link original: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/586891/para-muitas-pessoas-data-nao-tem-significado-especial

Paraibanos de diferentes religiões contam como vivem o dia do Natal


Para os Cristãos, o Natal celebra o nascimento de Jesus Cristo.
Pessoas com outros credos têm diferentes sentidos para este dia.

 

Por Felipe Ramos

No dia 25 de dezembro os seguidores do cristianismo celebram uma das maiores festividades da religião, o dia do Natal. Mas, para seguidores e praticantes de outras religiões esta data é celebrada diferente. Em algumas é mantida a importância solene, a celebração da vida, a importância da união, as divindades. Por outro lado, há aquelas em que o dia é apenas mais um no calendário, sem rituais ou tradições, mas apenas um feriado. Em João Pessoa, na capital da Paraíba, alguns moradores que professam diferentes credos explicam como vivenciam  o dia de Natal.

Cristianismo

Pastor Marcio Meira celebra cultos especiais no dia 25 para lembrar a importância da festa de Natal (Foto: Felipe Velez / Arquivo Pessoal)

Pastor Marcio Meira celebra cultos especiais no dia
25 para lembrar a importância da festa de Natal
(Foto: Felipe Velez / Arquivo Pessoal)

O sentido desta data para os católicos foi definido pelo Padre Marcelo Monte, da Arquidiocese da Paraíba, como a celebração do amor de Deus pelos homens. “Nossa fé acredita que no natal, Deus entra na história da humanidade e não só entra, mas a modifica para levar o homem criado à sua imagem e semelhança a um caminho de felicidade plena, conversão e santidade”, explicou ele.

Segundo o Pastor da Igreja Anglicana, Marcio Meira, este é o grande dia do nascimento do salvador. Na igreja em que ele é responsável, há um tempo de preparação para que os fieis melhor vivenciarem esta época. Com a chegada do dia 25, ela conta que há na sua Igreja muita alegria e festas, com cultos especiais, apresentações artísticas e uma programação que recorda aos fieis a importância do nascimento do menino Jesus.

Batizado na Igreja Católica desde quando criança, Daniel Bezerra, de 15 anos, vai vivenciar pela primeira vez um Natal como recomenda a fé do catolicismo. Apesar da pouca idade, Daniel contou que professou outras religiões, como o protestantismo e teve uma breve passagem pelo satanismo. Segundo ele, a data não fazia o menor sentido para ser celebrada e acabou tornando-se apenas um dia para dormir um pouco mais.

Padre Marcelo acredita que que através da festa de Natal, Deus entra na história da humanidade (Foto: Nilda Vaz / Arquivo Pessoal)

Padre Marcelo acredita que que através da festa de
Natal, Deus entra na história da humanidade
(Foto: Nilda Vaz / Arquivo Pessoal)

No entanto, em 2014 o adolescente, que voltou a praticar a fé católica, disse que espera com ansiedade pelo seu primeiro Natal. “Este ano será diferente, me preparei no advento, que são as semanas que antecedem o nascimento do Filho de Deus. Desta vez, quero celebrar bem nas missas e celebrações. Creio de verdade que o menino Jesus irá nascer”, contou Daniel.

Este mesmo sentido é vivenciado por Martina Cavalcanti, de 20 anos, que diferente de Daniel, foi batizada na Igreja Católica, mas decidiu seguir como protestante na Igreja Sara Nossa Terra. Ela relatou que com o passar dos dias que antecedem o Natal seu coração se enche de expectativa, porque tem a certeza que virá um tempo de alegria, festas e momentos de reflexão.

Na igreja em que ela frequenta, no bairro do Bessa, em João Pessoa, há um culto especial. Depois desta celebração, Martina segue para reuniões familiares, onde participa de ceias em casas de amigos e conhecidos. “Eu fico muito intrigada com as pessoas que usam do natal pra remeter ao papai noel e esquecem o verdadeiro motivo do Natal”, desabafou Martina.

Testemunhas de Jeová
Há também quem nunca na vida tenha celebrado o Natal. Este é o caso de Rosimere Machado, de 26 anos, que é seguidora dos ensinamentos dos Testemunhas de Jeová. “Não sei bem quando será o Natal, mas para mim é apenas um feriado, um dia livre para aproveitar. Não desejo para os amigos feliz natal, mas sim, bom feriado!”,  contou ela.

Rosimeire é Testemunha de Jeová desde que nasceu e não considera que o dia 25 seja o nascimento de Jesus por não haver evidências bibílicas. Ela também considera a época como um oportunidade de aquecimento das vendas no comércio. “Não minha casa não tem festas, ficamos em casa, como um outro dia qualquer, não temos o costume de dormir tarde em dias normais, então como este não é diferente vamos dormir no mesmo horário. Na Igreja mesmo no dia 24 e 25 não terá nenhuma reunião”, explicou Rosimere.

Judaísmo
Mesmo com um nome sugestivo para a data, para Emanuel (um dos nomes bíblicos de Jesus) Pessoa, de 27 anos, que é Judeu, o nascimento de Jesus Cristo como acreditam os Cristão também não é celebrado, pois não é compatível com a sua fé. Emanuel explicou que não existe um ‘Natal’ no Judaísmo, o que existe próximo a este período é o ‘Hanukkah’, que significa ‘dedicação’ ou ‘inauguração’,  mas que pode ser traduzido como Festa das Luzes.

“Esta festa é comemorada em 25 de Kislêv, no nono dos doze meses do calendário judaico. No calendário gregoriano essas datas são móveis, neste ano foi do dia 16 a 23 de dezembro. Na festividade são utilizados enfeites de luzes na casa. Outra tradição é a troca de presentes durante os oito dias. Normalmente esta é uma festividade familiar, cada um realiza em sua casa, é costume judaico comemorar em comunidade o primeiro e último dia da festividade. Há amigos praticantes de outros estados que se reúnem conosco, geralmente em casa, ou algum local privado, nada aberto ao público”, relatou Emanuel.

Segundo Emanuel, esta é uma tradição bíblica dos Judeus e na mesma data e horário, todos os judeus ao redor do mundo realizam a festividade do mesmo modo.

Candomblé
Para Mãe Tuca, presidente da Casa de Cultura Ilé Asé d’Osoguiã – IAO, o dia 25 não significa o nascimento de Jesus Cristo, pois não há nenhum orixá que remeta ao Natal. Na sua crença, no terreito não ocorre nenhum ritual especial ou celebrativo por causa do significado, que é cristão.

“Nós do candomblé não temos nenhum vínculo com o Natal. Existem apenas as confraternizações, por conta do sincretismo, mas nada que remeta à religiosidade. Eu particularmente participo nesses dias das reuniões com a minha família de sangue, que são bem tradicionais e religiosos. Porém, acolhem com muito respeito a diferença religiosa”, explicou Mãe Tuca.

Ateísmo

Camila Rique, de chapéu de Papai Noel, celebra o Natal entre amigos estimular a união (Foto: Camila Rique / Arquivo Pessoal)

Camila Rique, de chapéu de Papai Noel, celebra o
Natal entre amigos estimular a união
(Foto: Camila Rique / Arquivo Pessoal)

‘Embora não rezemos, nem acreditemos em nada, o Natal é uma época de reunir as pessoas. Dá pra se usar ao menos pelo motivo de união e amizade também”, diz Camila Rique sobre o Natal. Ela é uma jovem ateísta, de 24 anos, que diz não acreditar em nenhuma religião, ou algo ligado à fé, embora respeite todas as expressões espirituais.

Apesar de sua descrença, Camila disse que considera o Natal uma época bem de família, o que se torna uma ótima oportunidade para reunir pessoas difíceis de encontrar durante o ano, incluindo os amigos.

Entretanto, ao mesmo tempo, fez questão de ressaltar que acredita que esta é também uma época de falsidades, onde se preza a união e amizade e dá pra se perceber que as pessoas que falam mal umas das outras, vivem de abraços e beijos.

Ela ainda contou que sua família é bastante religiosa e na noite do Natal fazem orações, das quais ela nunca participa, mas seus parentes a respeitam.

Mórmons
Membro há mais de 25 anos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Dona Iraêrcia Arcanjo, de 69 anos, diz que tem muitos motivos para celebrar neste final de ano. “Não existe data mais importante no ano do que o Natal, apesar de que nós temos a consciência de que Jesus não nasceu neste dia, mas aproximadamente no mês de Abril. Nas casas podem ter até árvores de Natal. Lá na igreja celebramos o dia 25 com reuniões, confraternizações e muito louvor. Afinal, acreditamos que o filho de Deus irá nascer”, disse  Iraêrcia.

Este anos ela ainda vai aproveitar a ocasião para comemorar a sua formatura no curso de Letras, na Universidade Federal da Paraíba, durante um jantar, onde disse fazer questão da presença dos familiares.

Link original: http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2014/12/paraibanos-de-diferentes-religioes-contam-como-vivem-o-dia-do-natal.html

Mesmo sem comemorar, religiões falam do respeito pelo Natal


Os muçulmanos não comemoram o Natal, mas enfatizam o respeito pela data: Mohamad Taha diz que não há mudanças no cardápio

Os muçulmanos não comemoram o Natal, mas enfatizam o respeito pela data: Mohamad Taha diz que não há mudanças no cardápio

O Natal – que para os cristãos simboliza o nascimento de Jesus Cristo – embora seja um momento especial na vida de milhares de pessoas, não é comum para diversos povos. Para culturas como islamismo, budismo, judaísmo, hinduísmo, taoísmo e xintoísmo, o nascimento de Jesus Cristo tem um significado diferente daquele pregado pelos cristãos. Apesar disso, respeitam quem festeja a data.

O sheik Ahmad Amin El Orra, do Departamento Religioso do Centro Islâmico de Jundiaí, comenta que apesar de os muçulmanos não celebrarem o Natal, respeitam e honram a personalidade em cujo nome esta festividade é observada: Jesus Cristo. “Nós acreditamos que Jesus, filho de Maria, foi um grande profeta de Deus. Cada muçulmano o honra, o respeita e o ama, até porque Deus disse no Alcorão Sagrado: ‘Dizei: cremos em Deus, no que nos tem sido revelado, no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacó e as tribos. No que foi concedido a Moisés e a Jesus e no que foi dado aos profetas por seu Senhor’. Assim não fazemos distinção alguma entre eles, e nos submetemos a Deus”, explica.

Mohamad Taha, que também participa das atividades da Mesquita, reforça que a data é tida como um dia como qualquer outro e que os muçulmanos possuem apenas duas festividades: a festa do Desjejum, ao fim do mês do Ramadan, e a Festa do Sacrifício, que assinala o fim da peregrinação de milhões de pessoas à Meca e lembra o sacrifício do profeta Abraão. “A festa está na essência de lembrar os ensinamentos dos profetas e não apenas nos comes e bebes. Nossa felicidade vem acompanhada do cumprimento da adoração de Deus. Nesta época de dezembro, mas especificamente no dia do nascimento de Jesus, não há alteração em nossa alimentação, tampouco na questão dos enfeites e compras por motivo do Natal.”

As Testemunhas de Jeová, inclusive em seu site oficial, explicam que os seguidores comemoram apenas a morte e não o nascimento de Jesus Cristo. Como explicam, os apóstolos e os primeiros discípulos de Jesus não comemoravam o Natal. Para eles não há provas de que Jesus tenha nascido em 25 de dezembro, já que a data de seu nascimento não foi registrada na Bíblia. Acreditam que o Natal não é aprovado por Deus porque se origina de costumes e rituais pagãos.

Alegria sempre – Seguindo a tradição Kadampa, a monja Kelsang Chime (leia-se Time), do Centro Budista Kadampa, em Jundiaí, explica que os seguidores deste estilo de vida, ‘comemoram a comemoração’ das pessoas e das famílias e por isso acreditam que a alegria é a melhor parte que ocorre no Natal. Mas ela enfatiza que esta satisfação e este espírito deveriam persistir o ano todo. “Jesus é considerado um Buda, um ser iluminado e por isso toda essa alegria é bem-vinda, principalmente a união entre as pessoas. Podemos, sim, enfeitar nossas casas, participar de uma ceia de Natal, mas não temos um alimento preferido porque aceitamos o que nos é oferecido, pois temos a prática de contentamento.”

Os locais que adotam o budismo como religião – entre eles Vietnã, China, Tibet, Camboja, Coreia do Sul, Butão, Burma, Hong Kong, Japão, Mongólia, Cingapura, Sri Lanka, Tailândia – não se envolvem com a característica particular do nascimento de Jesus Cristo. Eles admiram e respeitam a tradição, mas Jesus para a crença é considerado um ‘bodhisattva‘, ou seja, um ser de sabedoria elevada, que segue uma prática espiritual que visa remover obstáculos e beneficiar todos os demais seres.

Link original: http://www.jj.com.br/noticias-9853-mesmo-sem-comemorar-religioes-falam-do-respeito-pelo-natal

No Natal, mais paz e boa vontade (Inglês)


É dezembro e Natal é todo … todo o lado – na televisão, no rádio, na escola, no escritório, nos shoppings e nas ruas.

Enquanto a maioria das pessoas em Trinidad e Tobago celebrar o Natal, independentemente de suas afiliações religiosas, algumas, como as Testemunhas de Jeová, não. Isso significa que não paranging, sem funções de Natal, presentes, decorações, ou almoço de Natal.

Apesar de sermos cristãos, o site oficial da religião, jw.org, afirma Testemunhas de Jeová não comemoram o evento por várias razões: Em Lucas 22:19, 20, Jesus ordenou que seu povo comemorar a sua morte, não de seu nascimento. Não há nenhuma prova de que Jesus nasceu no dia 25 de dezembro como sua data de nascimento não é registrada na Bíblia. A enciclopédia católica Nova afirma “a festa da natividade foi instituído o mais tardar, 243 [CE],” mais de um século após o último dos apóstolos morreu, então primeiros discípulos de Jesus não comemorar o Natal. Por último e mais importante, as Testemunhas de Jeová acreditam que Deus não aprova de Natal porque está enraizada em costumes pagãos e ritos.

Como é para as Testemunhas de Jeová para ser cercado por espírito de Natal, e ainda assim não participar?

Uma jovem testemunha admitiu que, como um pré-adolescente, ele estava com ciúmes quando seus amigos receberam presentes no Natal, quando ele não o fez. No entanto, ele disse que entendia por que ele não foi comemorado em sua casa e ele “finalmente tenho sobre ele.”

Receber presentes foi a única parte do Natal invejava no entanto, como ele disse alimentos tradicionais do Natal do presunto, pastelles e azeda estavam “em todos os lugares” e alguém sempre compartilhar com ele em algum momento durante a temporada.

Outras testemunhas disseram que não foram afetados em tudo, principalmente porque a maioria de seus amigos e família foram também testemunhas que não celebram o Natal.

“Durante o Natal estávamos de férias da escola, então eu não fui bombardeado com ele. Gostaria de cal com outras Testemunhas por isso não me incomoda e eu não queria estar envolvido nele. Eu acreditava que os meus pais me ensinaram como uma criança e por isso eu não sinto como se eu estivesse perdendo nada. Foi um feriado normal para mim, e tendo crescido não celebrá-la, como um adulto eu estou acostumado com isso “, disse um homem Witness.

Uma jovem disse que ela gostava de Natal para os filmes iriam mostrar na televisão, como Home Alone, Dia da Marmota, e Um Conto de Natal; bem como algumas das canções locais. Caso contrário, ela disse, ela nunca teve, ou queria ter o espírito de Natal.

Ela disse que, crescendo, sua casa foi sempre bem guardado por isso não havia necessidade de uma extensa limpeza na época do Natal. Cortinas foram alteradas quando sua mãe se sentiu como ele, e pintura foi feita, se necessário, ou se os pais dela me senti como uma mudança. Ela admitiu que ela iria admirar as luzes e decorações de Natal em outras casas, mas estava feliz que ela, pessoalmente, não tem que fazer o trabalho de colocá-los e levá-los para baixo. “Além disso, eu gostava que eu tinha uma desculpa para não ter que encontrar o dinheiro para comprar as pessoas presentes. Eles sabiam que membros da minha família eram Testemunhas e por isso eles não esperava nada “, ela riu.

Relembrando sua juventude, uma outra mulher testemunha foi inflexível que ela não se sentir deixado de fora como uma criança. Ela disse que recebeu presentes durante todo o ano, viajou para o exterior durante as férias escolares, e, geralmente, fez mais do que outras crianças de sua idade. Portanto, ela não se sentia inveja dos outros ou queria se envolver em atividades de Natal. Ela acrescentou que, em sua casa, presunto e peru foram comidos sempre que a família sentiu como ter que, para as suas refeições. Seus pais costumavam plantar azeda em seu quintal por isso, embora eles teriam a bebida em torno do Natal, quando a planta foi na época, eles, às vezes, congelá-lo por isso houve azeda para beber durante todo o ano.

“Meus pais fizeram com que eu entendesse o por que de não comemorar o Natal, e eles foram generosos ao longo de todo o ano”, disse ela. Ela também disse que reuniões de família e congregação eram freqüentes, edificante e agradável, e “paz e boa vontade para com os homens” era uma parte todos os dias de suas vidas, não reservados apenas para o Natal.

Link original: http://www.newsday.co.tt/news/0,203932.html

Viver dezembro, como os demais meses do calendário


Crenças religiosas, novas formações familiares e filosofia de vida são argumentos para um entendimento diferente do período natalino e suas práticas comemorativas

Notícia publicada na edição de 02/12/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 002 do caderno E – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

Para a família de Fidelis Furquim Neto (à direita), o Natal em 25 de dezembro não existe - Por: Erick Pinheiro

Para a família de Fidelis Furquim Neto (à direita), o Natal em 25 de dezembro não existe – Por: Erick Pinheiro

Quando chega o mês de dezembro, um clima de alegria e fraternidade parece atingir a maioria das pessoas, por conta das comemorações de datas como o Natal e o Ano Novo. As lojas, ruas, praças, prédios e casas ficam enfeitados com motivos natalinos e muita gente se sente mais solidária nesta época e procura praticar atos que ajudem aqueles que necessitam, além de existir também aquele desejo de estar junto de todos que se ama. Para isso, as pessoas realizam as tradicionais ceias fartas, com comidas consideradas típicas natalinas, e fazem reuniões familiares, para que essas datas, tão importantes para muitas pessoas, não passem em branco.

Mas para a família do aposentado Fidelis Furquim Neto, 67 anos, o mês de dezembro não é diferente dos outros meses do ano, sendo que eles dizem não ter nada para comemorar ou celebrar. Achou estranho? Saiba que essa não é somente uma realidade de Furquim, mas também de todas as outras famílias que seguem a doutrina denominada Testemunhas de Jeová. Baseados em seus estudos do que está escrito na Bíblia, os Testemunhas de Jeová afirmam que seria impossível a data de 25 de dezembro representar o real dia de nascimento de Jesus, portanto, o Natal em 25 de dezembro para eles não existe.

O aposentado, que também é considerado ancião dentro da sua religião – por ser alguém com bastante experiência e conhecimentos da doutrina -, explica que os Testemunhas de Jeová utilizam a Bíblia como o principal meio de se definir o estilo de vida que as pessoas devem seguir, já que o livro sagrado representa todos os ensinamentos que Deus e Jesus deixaram ao mundo. Portanto, como na Bíblia não estão descritos nem o dia e nem o mês em que Jesus nasceu, eles descartam a celebração do Natal. “O motivo para a gente não acompanhar esse costume é porque o Natal não é uma festividade cristã, pois tem origem pagã. A Bíblia orienta para não acompanhar esse tipo de festividade”, declara Furquim.

Relatos bíblicos
Para poder explicar melhor esse costume dos Testemunhas de Jeová, o aposentado utiliza relatos da própria Bíblia e de outras publicações, como forma de tentar provar que Jesus realmente não nasceu no dia 25 de dezembro. De acordo com Furquim, no evangelho de Lucas, capítulo 2, existem relatos de que na época do ano em que nós conhecemos como dezembro, na Palestina – onde Jesus nasceu – fazia muito frio, inclusive com ocorrências de geadas. A Bíblia ainda informa que os pastores estavam nos campos na data de nascimento do Messias, o que seria impossível, segundo ele, se isso tivesse acontecido em dezembro, por conta da baixas temperaturas.

Fidelis ressalta que o Natal, da forma e na data em que é comemorado , tem origem pagã - Por: Erick Pinheiro

Fidelis ressalta que o Natal, da forma e na data em que é comemorado , tem origem pagã – Por: Erick Pinheiro

Com isso, o aposentado então mostra como surgiram as comemorações do Natal, atribuindo essa data ao nascimento de Jesus Cristo. Ele utilizou relatos descritos na Enciclopédia Barsa e na Nova Enciclopédia Católica, que demonstram que a celebração do nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro surgiu no ano 354, aparecendo pela primeira vez no calendário de Philocalus. Segundo explica Furquim, naquela época existia uma comemoração do nascimento do Sol no Egito, que era significada pelo solstício de inverno, ou seja, em 25 de dezembro era quando o Sol voltava a nascer naquela região, depois daqueles povos enfrentarem um rigoroso inverno. Essa data do solstício de inverno também era celebrada em Roma. “Então a ideia foi cristianizar essas festas que já existiam”, conclui Furquim.

Sem árvore e sem ceia
Seguindo todas essas informações, baseadas nos estudos dos Testemunhas de Jeová, as comemorações do Natal são deixadas de lado entre a família de Fidelis Furquim Neto. Em sua casa, na Vila Garcia, em Votorantim, não são encontrados os tradicionais enfeites natalinos, como guirlandas e árvores de Natal, ao contrário do que se vê nas ruas de Sorocaba, em lojas e nos shoppings, por exemplo. Ele conta que nenhuma comemoração é feita na véspera e no dia de Natal, nem mesmo um jantar especial em família é organizado, já que ele e sua família acreditam que isso seria uma forma de celebrar essa data, considerada pagã pelos Testemunhas de Jeová. “Será que Jesus estaria de acordo com as pessoas estarem comemorando uma data em que ele não nasceu?”, questiona a esposa do ancião, a aposentada Maria Helena Mendes Furquim, 67 anos.

Sua filha, a vendedora Cíntia Beatriz Furquim de Pontes, 36 anos, nunca comemorou o Natal, já que desde que nasceu, seus pais já eram Testemunhas de Jeová. Segundo a vendedora, por esse motivo ela nunca sentiu falta de ser presenteada nessa data, nem mesmo de celebrar com um jantar especial. “Hoje as pessoas comemoram mais por questão de comércio”, relata Cíntia. Ela tem um filho de 10 anos com o químico José Francisco de Pontes, 46 anos. O menino Matheus Germano Furquim Pontes diz encarar essa questão de não comemorar o Natal com naturalidade, mesmo que entre os seus amigos de escola, por exemplo, essa data seja lembrada pela troca de presentes. “Mesmo que eu não ganhe presentes no Natal, eu não reclamo, porque eu já ganho presentes o ano todo”, diz.

O aposentado explica que, mesmo que os Testemunhas de Jeová tenham um comportamento diferente da maioria das pessoas – pois o assunto “Natal” é abordado fortemente nessa época do ano, seja pelo comércio ou por diversos tipos de entidades, por exemplo -, quando os seus amigos de outras denominações religiosas sabem que ele e sua família não comemoram o Natal, a aceitação é respeitosa. “Muitos aceitam nossa explicação, mas para alguns outros, parece que entra por um ouvido e sai pelo outro”, revela.

Link original: http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=438135

Natal sem Cristo: “A data perdeu sua conotação verdadeira”, diz pastor


Então é natal… e as pessoas correm para comprar roupa nova, presentes, preparar uma deliciosa ceia. Então é natal… e as pessoas falam mais sobre o perdão, o amor, a união da família. No dia 25 de dezembro, os cristãos comemoram o nascimento de Jesus Cristo, que, segundo a Bíblia, nasceu em Belém de Judá para salvar a humanidade.

Para o pastor presbiteriano, Pedro Cabral, o nascimento de Jesus tem que ser comemorado todos os dias. “Para o cristão verdadeiro, aquele que realmente tem Cristo como seu Senhor e Salvador, o Natal, no sentido do nascimento de Jesus, é todos os dias, porque o Senhor, em verdade, nasce todos os dias em nossos corações”. Ele ainda faz crítica à forma como o Natal é celebrado nos dias atuais. “Na atualidade, o chamado ‘Natal’, infelizmente tem uma conotação puramente comercial. Ninguém está preocupado com o nascimento de Jesus. As lojas querem vender e fazem qualquer coisa neste sentido”.

O presidente da Federação Espírita de Alagoas, Milton Ramos, compartilha da mesma opinião do pastor e também critica a conotação comercial dada ao Natal. “O nascimento de Jesus é significativo para nós. Ele tem um poder tão grande que dividiu a história da humanidade em Antes e Depois de Cristo. O Natal muda o comportamento das pessoas, que ficam mais amigas, solidárias. Lamentamos que com a passagem do tempo, essa data atingiu outra conotação. Não conseguimos entender que haja aniversário sem a presença do aniversariante. As pessoas se ligam mais nas figuras do papai Noel e na árvore de natal do que no aniversariante”.

Para não esquecer quem deve ser lembrado neste natal, a federação lançou uma campanha nas ruas: “Neste Natal, lembre-se do aniversariante”. A frase por ser vista em outbus postos nos ônibus que fazem as linhas José Tenório/Iguatemi, Graciliano Ramos/Ponta Verde, Vergel/Mirante e Benedito Bentes/Iguatemi, e ainda estampada em camisas e adesivos.

Mas, nem todas as religiões comemoram o Natal. As Testemunhas de Jeová, por exemplo, alegam que Cristo não nasceu no dia 25 de dezembro, e que a data se trata de festa pagã. O pastor Pedro Cabral, ressalta, contudo, que não trata do nascimento de Jesus como religião. “Religião significa “religare”, ou seja, a tentativa do homem em se religar a Deus. Como evangélico, entendo que Deus é quem busca reconciliar o homem com Ele mesmo; é, portanto, Deus salvando, reconciliando, restaurando, fazendo renascer os seus eleitos”.

Ele ainda enfatiza que esta não é data mais importante para os evangélicos. “O nascimento de Jesus Cristo, sua primeira vinda, é o fundamento do cristianismo. Todavia, o dia mais importante para os evangélicos será o dia da segunda vinda do Senhor, a parusia, a volta gloriosa de Jesus Cristo, no final dos tempos, para estar presente ao juízo final”, conclui ele.

Link original: http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=maceio&cod=10682