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[Jornal Boa Vista] Como foi chegar até aqui: A Tenda Branca, o lançamento


Baseado numa história real, o livro trata de amor, superação e a busca pela felicidade, onde quer que ela esteja

Por Salus Loch

Foram cerca de dez segundos de espera pendurados por um frio na barriga.

Quando o ‘sim’ veio, agradeci, respirei fundo e passei para a próxima pergunta.

O desafio estava lançado.

Assim, em meio à entrevista com Magdalena Guitta Wein e, após o ‘sim’ recebido – autorizando que aquela conversa tomasse outras dimensões – nasceu A Tenda Branca, romance baseado na história de vida da guerreira Guitta, sobrevivente do Holocausto Nazista durante a II Guerra Mundial e que hoje, aos 89 anos, mora em Florianópolis/SC.

De lá para cá foram dois anos de pesquisas, viagens – intercalando Lima, no Peru, com o Litoral Catarinense –, incertezas, apoios sinceros, erros, acertos, escrita, escrita, escrita e aprendizados sobre a condições humana.

Não foi fácil, confesso.

Escrever não é fácil.

Mas, aqueles que escolhem tal caminho como ofício (no meu caso, o jornalismo) precisam ter coragem, e seguir.

A coragem, que perpassa a trajetória de Guitta, foi encontrada na magnitude da história que se revelou sem pressa à minha frente, nos seguidos encontros com a protagonista da obra.

E com este espírito, os obstáculos foram vencidos, um a um, até chegar aqui: o lançamento oficial de A Tenda Branca – que acontece neste sábado, 28, a partir das 15h na Livraria Bankath, no Master Sonda Shopping de Erechim, momento para o qual convido amigos e leitores deste espaço.

Busca pela felicidade, onde quer que ela esteja

A Tenda Branca, no entanto, é mais do que um passeio histórico por um dos momentos mais tristes e deprimentes da humanidade – o Holocausto, patrocinado pelo governo nazista, quando 6 milhões de judeus foram mortos, somando-se à eliminação de milhões de outras pessoas e categorias consideradas indignas de vida por Hitler e seus seguidores, nos quais destacavam-se comunistas, homossexuais, ciganos, testemunhas de Jeová, pessoas com deficiência e outras minorias.

A obra, no entanto, trata, fundamentalmente de amor, superação e a busca pela felicidade, onde quer que ela esteja.

Foi isso que fez Guitta seguir logo após ser separada para sempre de seus pais quando desembarcou em Auschwitz-Birkenau, numa manhã cinzenta do dia 6 de maio de 1944 – trecho do livro que faço questão de reproduzir aqui:

A separação
Era difícil saber quantas pessoas se aglomeravam no vagão. Cento e cinquenta. Duzentas, talvez.

Famílias inteiras se amontoavam num espaço que, aparentemente, não comportava nem metade daquela legião de homens, mulheres, crianças e idosos. Faltava espaço, sobravam incertezas.

À noite, a temperatura amena do dia abria espaço para o ar gelado que cortava as narinas e era incapaz de afastar o cheiro de urina e das fezes que, a partir do segundo dia, havia preenchido o local. Baldes faziam as vezes das latrinas. Peças de vestuário eram utilizadas para as mínimas exigências de higiene pessoal. Banho? Sem chance.

Pior do que aquele odor, só o cheiro do medo que acompanhava a todos.

Nas madrugadas, ombros, pernas e abraços substituíam as camas que as famílias haviam deixado para trás no trajeto entre o gueto e a escuridão. Não havia como escapar daquela sensação de impotência, sujeira e temor rumo ao nada.

No comboio de Guitta, um senhor de costas encurvadas e olhar cansado afirmava que eles estavam sendo transportados para uma fábrica de tijolos na Alemanha – onde a vida melhoraria. Ary, que àquela altura seguia grudado a Guitta, duvidou da informação.

– Ele não sabe o que está falando, emendou Ary. O rabino Isaac disse que estamos sendo levados para um campo nazista. Temo que ele esteja certo.

Guitta, até então, desconhecia o que seria um campo nazista.

O desembarque em Auschwitz-Birkenau, 72 horas depois, mostrou que o homem das costas curvas estava errado, e Ary certo. Infelizmente.

Às 5h54min do dia 6 de maio de 1944, Magdalena Guitta Wein chegou com a família no mais célebre e cruel campo de extermínio criado pelos nazistas durante a II Guerra Mundial, Auschwitz-Birkenau, no sul da ocupada Polônia.

Pai, mãe, os dois irmãos, quatro tios, três tias, cinco primos, os avós maternos e Ary desembarcaram com ela após a viagem que parecia não ter fim.

Enjoos. Solavancos. Angústias. Fome. Frio.

Com o trem parado no fim de uma linha precedida por luzes brancas e vermelhas ao longo de dezenas de postes que conduziam os vagões para Auschwitz-Birkenau, Guitta puxou o braço da mãe e, mais cedo do que deveria, comemorou.

A verdade é que não sabiam onde estavam nem o motivo pelo qual haviam sido levados àquela grande área descampada, com arames que cercavam o local e emprestavam ao ambiente um aspecto funesto em meio aos latidos dos cães.

Havia inúmeros barracões e alguns prédios com chaminés ao longe. Era tudo muito espaçado, bem maior do que o gueto, e trazia uma diferença peculiar. No ar, o cheiro que soprava com a brisa lembrava algo queimado. Forte. Amargo. Estranho.

Ao buscar amparo na mãe, a fim de saber o que era aquilo e onde haviam chegado, Guitta ouviu o que, desde os 13 anos, já se acostumara a escutar: é a guerra, filha. É a guerra. Ficará tudo bem. Fique de mãos dadas com seus irmãos e silêncio, por favor.

Com armas e chicotes em punho e gritos inteligíveis, soldados alemães fiscalizavam o serviço executado por prisioneiros de Auschwitz que empurravam os recém-chegados para fora do trem. À frente de Guitta um senhor que já deveria ter passado dos 80 anos caiu e se estatelou no chão ao descer. Um primo dela, Janus, foi tentar ajudá-lo. Não teve tempo. Um oficial da SS lhe desferiu uma coronhada que o fez apagar de pronto. Gotas de sangue do nariz do rapaz mancharam o vestido bege da mãe do próprio Janus, a menos de dois metros de Guitta. Aturdido, o pai do jovem pegou o filho no colo em silêncio, enquanto a mãe continha o choro. Ambos pareciam entender que manter a boca fechada era o melhor a fazer.

Ao mesmo tempo, outro oficial da SS, com uma grande cicatriz abaixo do olho direito, se dirigiu para o velho caído, o agarrou pelo braço e o fez ficar de pé.

Com o olhar, o pobre senhor parecia suplicar. Parecia pedir perdão por sua fraqueza. Por sua idade. Por atrapalhar a fila que estava sendo formada.

Foi inútil.

O tiro que atravessou o lobo frontal fez o corpo desabar sem força. Disforme. Apagado.

O estampido da bala cortou o ar e deixou ainda mais cinza aquela manhã.

Horrorizados, os grupos próximos mesclaram gritos abafados com choros, gemidos e suspiros.

Guitta passou pelo filete de sangue que se formara ao lado do corpo inerte do velho, mas não teve coragem de fitar a cena. Estremecida, segurou firme a mão do pai e do irmão mais velho. Logo atrás, ouviu a irmã soluçar e se virou no momento em que a mãe acariciava os cabelos da pequena. Ela já havia perdido Ary de vista – que fora arrastado para uma fila separada.

– Me aguarde Guitta, vou voltar para te buscar, gritou o rapaz numa última tentativa de contato, que não teve resposta.

Súbita e definitivamente, o pai e o irmão de Guitta também foram empurrados para uma fila distante. Daquele momento em diante jamais voltaria a abraçar o pai e o irmão, nem o avô, primos ou os tios que tomaram o mesmo caminho. Na fila de Guitta restaram apenas as mulheres, incluindo sua mãe, a irmã, a avó, primas e tias.

Aos empurrões, Guitta ainda tentou voltar para perto do pai, mas foi repelida por um soldado que a chamou de vadia, ou algo do tipo. Vencida pela ameaçadora postura do oficial, manteve contato visual com Sandor, e conseguiu ouvir a mãe dizendo: volte para o seu lugar, querida. Vai ficar tudo bem.

Tentando não perder o pai de vista enquanto as filas se afastavam, Guitta lembrou da festa de 70 anos da avó Patrícia, dois anos atrás, às margens do Mar Negro, no litoral romeno, com direito a banho de lama medicinal e comida farta. Aquela havia sido a última vez que estavam todos reunidos para festejar. A felicidade era genuína. E saudosa.

Depois veio o Gueto. O confinamento. Os choros. A insegurança. O trem. O frio. A fome. A coronhada no Janus. O velho morto. A iminente separação.

Parecia tudo tão rápido, e triste.

Com os olhos marejados, ela queria acreditar que as palavras da mãe fossem verdadeiras. Que ficaria tudo bem.

Acabou perdendo o pai e voltou-se para a mãe e a irmãzinha, que haviam ficado cinco passos atrás na fila. Retornou para perto delas e logo em seguida foi indicada, por ordem de um homem alto e de aparência soturna – mais tarde descobriria que o nome do médico era Josef Mengele –, para ingressar numa nova fila. Desta vez, porém, as únicas que lhe acompanharam foram as primas, Henrieta e Maria, e a tia Cinca.

Guitta buscou a mãe e a irmã com os olhos e a primeira lhe retribuiu sorrindo com lágrimas que desciam devagar num rosto ainda bonito, mas marcado por rugas que haviam se multiplicado nos últimos meses. Rosália deu um breve adeus com a mão direita. A irmã, no colo da mãe, lançou em direção à Guitta um beijo, que fez sua diminuta boca parecer um pequeno pirulito em forma de coração.

A cabeça de Guitta girava. Ela chorava. Queria voltar para perto de Eva. Abraçar a irmã e a mãe. Deu um passo na direção delas e foi violentamente impedida por mãos fortes e enluvadas que seguraram seus ombros. Então ouviu alguém, ao longe, chamar seu nome. Era Sandor, seu pai. Procurou pelo destino da voz e viu a mão dele erguida. Ela viu também o espanto escancarado nos olhos do homem que fora sempre tão forte. Mesmo aos empurrões, ele fez um meneio com a cabeça, como que encorajando a filha a continuar.

Glen, que seguia anotando tudo de cabeça baixa num misto de indignação, sofrimento e raiva, de repente, sentiu a sala silenciar.

Encarou Guitta e viu que os olhos da entrevistada estavam úmidos e a boca formava uma parábola negativa e triste.

Ao redor da mesa todos estavam emocionados. O sonho que o jornalista tivera na noite anterior era real e mais triste do que imaginava – especialmente pelo desfecho que acabara de transcrever.

Depois de uma longa pausa, e de um suspiro que mais parecia um grito de dor vindo da alma, Guitta continuou.

– Não houve despedidas naquele dia. Apenas tive tempo de abanar de volta para minha mãe e para Eva, e rezei – esperando que, de alguma forma, conseguisse cumprir a promessa de jamais me separar de Eva. Também procurei pelo papai e não o vi mais. Fiquei atordoada e desesperada. Esperava que pudesse voltar a vê-los logo.

Isso, porém, jamais aconteceria.


A entrevista
Aproveito o espaço para reproduzir, também, trechos da primeira entrevista com Guitta, em setembro de 2015 – momento no qual surgiu a ideia de escrever o livro.

Perseguição
‘O clima hostil sentido desde o início da Segunda Guerra, para nós judeus, não era novidade. Porém, as coisas foram piorando com o tempo. Não era mais questão apenas de estudar numa escola separada dos cristãos, ou vestir roupas com uma estrela amarela. Bem que pessoas ligadas aos alemães avisaram nossa família para fugirmos enquanto era tempo. Não levamos a sério. Resultado: acabamos no gueto de Satu Mare, na Romênia, logo depois do ano novo de 1942. Nossa grande casa no centro da cidade, que antes era ocupada apenas por nós cinco (Guitta, o pai, a mãe, e os dois irmãos), ficou para trás e passamos a dividir, no gueto, uma casa com outras seis famílias. O conforto se foi; o medo apareceu. Meu pai, minha mãe, meu irmão mais velho e eu fomos obrigados a fazer trabalhos forçados, e olha que eu não tinha nem 15 anos na época. Foi uma reviravolta gigante em nossas vidas. Naquele momento parecia que eu havia perdido tudo: a liberdade, a infância, o futuro. Mas o pior estava por vir: Auschwitz-Birkenau’.

Trabalhos forçados
‘Entre os diversos tipos de trabalhos forçados aos quais fui submetida durante o período da guerra, fiquei com várias marcas e lembranças. Certa vez uma fábrica, na qual trabalhávamos na reconstrução, foi bombardeada. As bombas começaram a explodir ao nosso redor. Escapei da morte por milagre. Foi um choque incrível. Porém, nem bem me recompus do pavor e tive que recolher os corpos daqueles que morreram no ataque. Éramos descartáveis, mera mão-de-obra barata nas mãos dos alemães. Eu, todavia, trabalhava direitinho porque só assim tinha uma chance de permanecer viva. Naquela época ainda tinha esperança de rever minha família. Só fiquei sabendo da morte deles quando voltei para a Romênia, no fim da guerra’.

O caminho das Américas
‘Atravessamos a Europa no fim da década de 1940 e chegamos a Lima, no Peru – onde uma prima do meu marido já estava estabelecida. Lá, comecei uma vida nova e pródiga. Abrimos, numa garagem, uma fábrica de confecções. Eu saia vender os produtos nos povoados e vilas da capital peruana. Hoje, o empreendimento é uma multinacional. Sinto orgulho disso, embora esteja, involuntariamente, afastada dos negócios. Sinto orgulho de ter construído algo grande praticamente do nada, mostrando aos nazistas que nos tratavam como animais que, com força de vontade e trabalho, se podia – e ainda se pode, claro – fazer muita coisa boa e com resultados positivos, seja no aspecto financeiro, seja no campo da realização pessoal’.

Felicidade
‘Se os negócios com a empresa iam bem, no campo afetivo algumas coisas mudaram. O tempo passou e a relação com meu marido esfriou. Acabei deixando Lima e a empresa para trás e vim residir em São Paulo com um novo amor. Um italiano que me conquistou ainda em Lima. Nossa vida no Brasil foi boa, posso dizer. E hoje, com ambos os homens da minha vida mortos, estou aqui, em São José, Santa Catarina morando perto da minha filha e de uma das minhas netas, já que a outra mora na Guatemala (no dia da entrevista, a neta ‘guatemalteca’ estava visitando a mãe e a avó, no Brasil). Elas são minha razão de viver, e é por isso que afirmo: hoje, tenho perto de mim tudo o que eu preciso. Poderia ter sido diferente? Claro que poderia, mas não foi. A Guerra deixou marcas, é óbvio, mas consegui me levantar. Você pede para que eu deixe uma mensagem para quem for ler essa nossa conversa. Escreve aí, então: temos que correr atrás dos nossos objetivos, não importa a idade ou a situação na qual possamos nos encontrar. A vida é valiosa demais para abrirmos mão de nossa liberdade e de nossos sonhos. Seja feliz, não importa onde nem com quem. Gostou?’.
Gostei.

Gratidão
É preciso agradecer, ainda, aos parceiros nesta jornada – com destaque para meus pais, Valdemar Artur e Marilene Loch; Guitta e seus familiares; além dos amigos Alcides Mandelli Stumpf (que assina o prefácio da obra) e Nilson Luiz May, proprietário da editora Scriptum Produções Culturais, de POA – que acreditou na proposta.

À autora da capa, Ananda Kuhn (minha prima), ao Varella, da Gráfica All Print, aos colegas de imprensa pela divulgação graciosa e a Marilene Rigo e diretores do Caol (entidade com a qual fiz parceria para destinar um percentual de cada livro comercializado), estendo minha gratidão. Obrigado, de coração.


O primeiro livro
Com a proposta de divulgar a história de Guitta e alertar para os riscos do pensamento reacionário/sectário, tenho realizado palestras em Erechim e região. Numa destas oportunidades, a convite do amigo Neivo Fabris, participei esta semana de bate-papo no Colégio Estadual Antônio Scussel em Getúlio Vargas. E lá algo gratificante aconteceu. Ao final dos colóquios, o jovem William, de 16 anos, chegou ao meu lado, adquiriu um exemplar da obra, e tascou: ‘depois de ouvir a história, confesso que este é o primeiro livro que tive vontade de comprar’. Emocionei-me com William; torço que seja o primeiro de muitos – de ambos.

Link original: http://jornalboavista.com.br/27102017como-foi-chegar-ate-aqui-a-tenda-branca-o-lancamento

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Extermínio de minorias na 2ª Guerra Mundial é tema de exposição em Fortaleza


“Trata-se de um alerta, para que esse tipo de acontecimento jamais volte a se repetir”, afirma o vice-presidente da Sociedade Israelita do Ceará

 Exposição Fotográfica “Do Holocausto à Libertação” acontece entre os dias 11 e 26 de março. (FOTO: Divulgação)


Exposição Fotográfica “Do Holocausto à Libertação” acontece entre os dias 11 e 26 de março. (FOTO: Divulgação)

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará receberá, desta quinta-feira (11) até o dia 26 de maio, a Exposição Fotográfica “Do Holocausto à Libertação”, que reúne 160 fotos e documentos que retratam a história de tortura e sofrimento vivida durante a Segunda Guerra Mundial. A visitação é gratuita aberta ao público.

No período, foram assassinados judeus, ciganos, testemunhas de Jeová, comunistas, homossexuais, negros, deficientes físicos e mentais e outras minorias, desde 1933, com a ascensão do nazismo na Alemanha, até 1945, com o fim da Guerra. Foi exterminado um terço dos judeus que viviam no mundo: 6 milhões de pessoas, entre elas um milhão e meio de crianças, a maioria sucumbindo nas câmaras de gás dos campos de extermínio.

“A exposição tem um caráter educacional, com o objetivo de mostrar para as gerações atuais uma triste realidade da humanidade que aconteceu há pouco mais de 80 anos e que as gerações atuais desconhecem. Trata-se de um alerta, para que esse tipo de acontecimento jamais volte a se repetir com o povo judeu ou com qualquer outro povo na face da terra”, afirma o Vice-presidente da Sociedade Israelita do Ceará, Marcus Strozberg.

O extermínio ganhou destaque na história da humanidade por seu caráter de política oficial de um Estado constituído e reconhecido pela comunidade das nações, além dos métodos “científicos” e “industriais” nela empregados.

A Exposição é realizada pela Sociedade Israelita do Ceará e exibe fotografias e documentos em ordem cronológica, como um retrato do crime contra a humanidade cometido no genocídio chefiado por Adolf Hitler.

Serviço:
Exposição Fotográfica “Do Holocausto à Libertação”
Hall da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará
De 11 a 26 de Maio de 2017
9h às 17h, de segunda a sexta

Link original: tribunadoceara.uol.com.br/noticias/cotidiano-2/exterminio-de-minorias-na-2a-guerra-mundial-e-tema-de-exposicao-em-fortaleza/#&gid=1&pid=1

Vítimas do Holocausto Relembradas (EUA)


Fotos por AE Araiza / Arizona Daily Star

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Os estudantes dividem as vagens do museu na vigésima sexta vigília anual do Holocausto na Universidade do Arizona, em Tucson, em 23 de março de 2017. As telas, muitas das quais eram recipientes de metal, reproduziram um carro de gado usado para transportar pessoas para campos de concentração, Auschwitz, e outras cenas. Durante as 24 horas de vigília, os estudantes leram cerca de 18.000 nomes dos milhões de vítimas do Holocausto, disse Michelle Blumenberg, diretora-executiva da Fundação HIllel. A.E. Araiza / Arizona Daily Star Os estudantes dividem as vagens do museu na vigésima sexta vigília anual do Holocausto na Universidade do Arizona, em Tucson, em 23 de março de 2017. As telas, muitas das quais eram recipientes de metal, reproduziram um carro de gado usado para transportar pessoas para campos de concentração, Auschwitz, e outras cenas. Durante as 24 horas de vigília, os estudantes leram cerca de 18.000 nomes dos milhões de vítimas do Holocausto, disse Michelle Blumenberg, diretora-executiva da Fundação HIllel. A.E. Araiza / Arizona Daily Star Uma palha espalhada e um balde senta-se no meio de uma vagem do museu, uma réplica de um carro do gado que esteja no indicador na vigília anual do holocausto 26 na universidade de Arizona em Tucson em 23 de março de 2017. A vara de metal battered foi usado para mostrar como as pessoas foram transportadas por trem para campos de concentração na Europa. Durante as 24 horas do evento, os alunos leram cerca de 18.000 nomes dos milhões de vítimas do Holocausto, disse Michelle Blumenberg, diretora executiva da Fundação HIllel. A.E. Araiza / Arizona Daily Star Uma palha espalhada e um balde senta-se no meio de uma vagem do museu, uma réplica de um carro do gado que esteja no indicador na vigília anual do holocausto 26 na universidade de Arizona em Tucson em 23 de março de 2017. A vara de metal battered foi usado para mostrar como as pessoas foram transportadas por trem para campos de concentração na Europa. Durante as 24 horas do evento, os alunos leram cerca de 18.000 nomes dos milhões de vítimas do Holocausto, disse Michelle Blumenberg, diretora executiva da Fundação HIllel. A.E. Araiza / Arizona Daily Star

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Um sinal, que em alemão lê

Link original: http://tucson.com/news/local/holocaust-victims-remembered/article_b144aa02-49c1-5104-88af-218336df67a9.html

EFEMÉRIDES: 16 DE FEVEREIRO


RELIGIÃO: Dia de Santa Juliana.
LITUÂNIA: Dia da Independência na Lituânia em se celebra a data em que em 1918 se separou da Rússia Imperial.
BRASIL: Dia do Repórter.

ACONTECEU NESTE DIA:

1630 – Invasão holandesa do Brasil: Tropas holandesas entram em Olinda (PE).
1773 – As distinções entre cristãos velhos e cristãos novos são abolidas em Portugal. É igualmente decretada a destruição dos registos cadastrais dos judeus.
1808 – Invasões Francesas: França invade a Espanha.
1809 – Invasões Francesas: O exército francês tenta nova travessia do Minho, em Caminha, na foz do rio.
1813 – Fundação do Condado de Lebanon.
1832 – Charles Darwin em sua volta pelo mundo a bordo do HMS Beagle visita os Penedos de São Pedro e São Paulo.
1839 – Fundação do Condado de Scott.
1843 – Fundação do Condado de Moultrie.
1854 – Fundação do Condado de Clay.
1856 – Fundação do Condado de Terrell.
1862 – Guerra Civil Americana: O general confederado Buckner rende-se.
1867 – Abertura da ferrovia São Paulo Railway para o tráfego. Inauguração da primeira Estação da Luz, em São Paulo.
1878 – Inauguração do Theatro da Paz, em Belém do Pará.
1881 – Constituída a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, pertencente às Testemunhas de Jeová.
1892 – Emancipação do município brasileiro de Areia Branca.
1896 – Primeira publicação da tira Yellow Kid no New York Journal, pioneiro das história em quadrinhos, obra de Richard Fenton Outcault.
1906 – São apreendidos, em Lisboa, os jornais “A Paródia”, “Novidades” e “O Liberal”, por criticas ao Governo.
1908 – O Presidente do Brasil Affonso Penna inaugura um trecho com quatro estações da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.
1918 – Primeira Guerra Mundial: A Lituânia declara a sua indepedência da Rússia e da Alemanha. O porto inglês de Dover é bombardeado por um submarino alemão. Turcos incendeiam a biblioteca de Bagdá.
1923 – A câmara funerária do Faraó Tutancâmon é descoberta no Egito.
1936 – A Frente Popular vence as eleições gerais na Espanha, e Manuel Azaña torna-se primeiro-ministro, restaurando a constituição de 1931.
1956 – Abolida a pena de morte no Reino Unido.
1958 – Uma expedição antártica soviética estabelece a estação Sovetskaya no Pólo Sul. O Papa Pio XII eleva a Diocese do Espírito Santo à categoria de arquidiocese, passando a denominar-se Arquidiocese de Vitória.
1959 – Fidel Castro torna-se primeiro-ministro de Cuba depois da queda do regime de Fulgencio Batista a 1 de Janeiro.
1965 – A sonda espacial Venera chega ao planeta Vénus.
1968 – O serviço de emergência dos Estados Unidos, o 911, é inaugurado em Haleyville, Alabama.
1977 – A Comissão Internacional de Juristas Católicos denuncia torturas no Brasil.
1978 – Surgimento do primeiro serviço de BBS, em Chicago, Estados Unidos.
1984 – Manifestações para as eleições diretas para a Presidência da República reúnem 60 mil pessoas em cinco capitais brasileiras.
1986 – Mario Soares é o primeiro civil eleito presidente de Portugal.
1994 – Um terremoto mata 134 pessoas na Indonésia.
1997 – A Espanha entra em alerta por causa de um surto de meningite.
2002 – O laboratório Merck & Co anuncia que suas vacinas contra hepatite A não são potentes o suficiente. Mais de 60 mil brasileiros terão que refazer suas vacinas. O ex-presidente do Senado Jader Barbalho é preso e solto no mesmo dia diante de um habeas-corpus.
2003 – Alpinistas encontram destroços de um avião equatoriano desaparecido em 1976 no Vulcão Chimborazo. Incêndio na indústria de produtos químicos Genco, em Guarulhos (SP).
2005 – O Protocolo de Quioto entra em vigor nos países que o assinaram.

NASCERAM NESTE DIA:

1222 – Nitiren Daishonin, monge budista japonês (m. 1282).
1519 – Gaspar II de Coligny, almirante francês (m. 1572).
1776 – Abraham Raimbach, gravurista britânico (m. 1843).
1786 – Maria Pavlovna da Rússia (m. 1859).
1802 – Phineas Parkhurst Quimby, líder religioso norte-americano (m. 1866).
1812 – Henry Wilson, político norte-americano (m. 1875).
1838 – Henry Brooks Adams, historiador estadunidense (m. 1918).
1848 – Hugo de Vries, biólogo neerlandês (m. 1935). Octave Mirbeau, escritor e jornalista francês (m. 1917).
1852 – Charles Taze Russell, religioso estadunidense (m. 1916).
1884 – Robert Flaherty, produtor de filmes norte-americano (m. 1951).
1888 – Adelmar Tavares, jurista, magistrado e poeta brasileiro (m. 1963).
1904 – George F. Kennan, historiador, político e diplomata norte-americano (m. 2005).
1906 – Vera Menchik, enxadrista tcheco-britânica (m. 1944).
1909 – Hugh Beaumont, ator norte-americano (m. 1982).
1921 – Jean Behra, automobilista francês (m. 1959). Vera-Ellen, atriz e dançarina norte-americana (m. 1981).
1925 – Carlos Paredes, guitarrista e compositor português (m. 2004).
1928 – Pedro Casaldáliga, religioso hispano-brasileiro.
1929 – Gerhard Hanappi, futebolista austríaco (m. 1980).
1935 – Sonny Bono, cantor e produtor musical estadunidense (m. 1998). Íris Bruzzi, atriz brasileira.
1937 – João Ferreira-Rosa, fadista português.
1941 – Kim Jong-il, político norte-coreano (m. 2011).
1944 – António Mascarenhas Monteiro, político cabo-verdiano. Regine Heitzer, ex-patinadora artística austríaca.
1947 – Franz West, escultor austríaco.
1948 – Ellen Gracie Northfleet, jurista brasileira.
1951 – Juan Carlos Oblitas, ex-futebolista peruano.
1952 – James Ingram, cantor e compositor norte-americano.
1953 – Roberta Williams, designer de jogos de computador.
1954 – Iain M. Banks, escritor britânico (m. 2013).
1956 – Rina Messinger, ex-modelo israelense.
1957 – LeVar Burton, ator alemão.
1958 – Ice-T, ator e cantor norte-americano. Oscar Schmidt, ex-jogador de basquete brasileiro.
1959 – Chico Díaz, ator brasileiro. John McEnroe, ex-tenista estadunidense.
1961 – Andy Taylor, músico britânico.
1963 – Ines Geissler, ex-nadadora alemã.
1964 – Christopher Eccleston, ator britânico. Bebeto, ex-futebolista brasileiro.
1965 – Dave Lombardo, ex-baterista cubano-estadunidense.
1966 – Vítor Paneira, ex-futebolista português.
1968 – Warren Ellis, escritor britânico.
1969 – Dimas Teixeira, ex-futebolista português.
1970 – Angelo Peruzzi, ex-futebolista italiano.
1972 – Jerome Bettis, jogador profissional de futebol americano estadunidense. Sarah Clarke, atriz norte-americana.
1973 – Cathy Freeman, ex-atleta olímpica australiana. Rebecca Lord, atriz norte-americana.
1974 – Fanis Katergiannakis, ex-futebolista grego. Dominguez, ex-futebolista português.
1975 – Nanase Aikawa, cantora japonesa.
1979 – Valentino Rossi, motociclista italiano. Stéphane Dalmat, ex-futebolista francês.
1980 – Serhiy Nazarenko, futebolista ucraniano.
1981 – Jay Howard, automobilista inglês. Olivier Deschacht, futebolista belga. Rodrigo Pontes, futebolista brasileiro.
1983 – Ustaritz, futebolista espanhol.
1984 – Miloš Dimitrijević, futebolista sérvio. Sofia Arvidsson, tenista sueca. Lisandra Parede, atriz brasileira.
1985 – Ron Vlaar, futebolista holandês.
1986 – Diego Godín, futebolista uruguaio.
1987 – Willy Aubameyang, futebolista franco-gabonês. Luc Bourdon, jogador de hóquei canadense (m. 2008).
1988 – Denílson, futebolista brasileiro. Diego Capel, futebolista espanhol. Anderson Salles, futebolista brasileiro. Andrea Ranocchia, futebolista italiano.
1989 – Mu Kanazaki, futebolista japonês.
1991 – Alexandra de Luxemburgo. Sergio Canales, futebolista espanhol. Darwin Torres, futebolista uruguaio. Martín Tejera, futebolista uruguaio.
1993 – Mike Weinberg, ator norte-americano.
1994 – Matthew Knight, ator canadense.

FALECERAM NESTE DIA:

1279 – Afonso III de Portugal (n. 1210).
1391 – João V Paleólogo, imperador bizantino (n. 1332).
1837 – Gottfried Reinhold Treviranus, biólogo alemão (n. 1776).
1879 – Émile Prisse d’Avennes, orientalista francês (n. 1807).
1900 – Julius Schrader, pintor alemão (n. 1815).
1907 – Giosuè Carducci, escritor italiano (n. 1835).
1917 – Octave Mirbeau, jornalista e novelista francês (n. 1848).
1931 – Wilhelm von Gloeden, fotógrafo alemão (n. 1856).
1932 – Ferdinand Édouard Buisson, estadista francês (n. 1841).
1946 – Edgar Syers, patinador artístico britânico (n. 1863).
1958 – Benedito Lacerda, saxofonista, compositor e regente brasileiro (n. 1903).
1970 – Francis Rous, patologista estadunidense (n. 1879).
1990 – Keith Haring, pintor estadunidense (n. 1958).
1992 – Jânio Quadros, político brasileiro (n. 1917).
1999 – Fritzi Burger, patinadora artística austríaca (n. 1910).
2000 – Nádia Maria, comediante brasileira (n. 1931).
2002 – Walter Winterbottom, futebolista e treinador inglês (n. 1913).
2007 – Herminio Iglesias, político argentino (n. 1929).
2009 – Stephen Kim Sou-hwan, arcebispo católico sul-coreano (n. 1922).
2010 – Arnaud Rodrigues, humorista brasileiro (n. 1942). Rolando Toro Araneda, psicólogo, antropólogo, poeta e pintor chileno (n. 1924).

 

Link original: https://radioregional.pt/efemerides-16-fevereiro/

Holocausto nazista, 70 anos


O extremo da arrogância humana em se considerar superior aos outros e suas consequências.

É bem documentada a íntima relação de Adolf Hitler com os mosteiros jesuítas.

Em 8 de maio de 1945, há 70 anos atrás, as tropas da União Soviética de um lado e dos Estados Unidos da América do outro lado se encontraram na cidade de Berlim, varrendo e destruindo cada milímetro da ideologia da raça pura nórdica viking “ariana” impregnada na população alemã, que alimentou o ódio racial contra ciganos, poloneses, comunistas, homossexuais, negros, prisioneiros de guerra soviéticos, deficientes físicos e mentais, Testemunhas de Jeová e principalmente contra os judeus, criando a maior máquina de triturar carne humana, um verdadeiro monstro de guerra, que governou, saqueou, pilhou e destruiu quase toda a Europa por longos 12 anos e que hoje é conhecido como 3º Reich Nazista.

A Revista The Golden Age, renomeada para Consolation e hoje conhecida como Revista Despertai, publicada pelas Testemunhas de Jeová, desde 1922 denunciava semanalmente para o mundo, por meio de fotos, depoimentos e documentos as atrocidades cometidas por Adolf Hitler, mas o mundo não quis acreditar nas denúncias dessa revista, até que as tropas soviéticas, britânicas e americanas, acompanhadas pelas suas equipes de reportagem constataram os fatos que já vinham sendo veiculados mundialmente 23 anos antes disso: o massacre covarde de pessoas indefesas e desarmadas por tropas infectadas com o racismo, o preconceito e o ódio.

Os campos de concentração do 3º Reich Nazista estavam abarrotados de prisioneiros em condições sub-humanas e até sendo vítimas de experimentos médicos macabros.

Majdanek, Chelmno, Auschwitz, Buchenwald, Bergen-Belsen, Dachau, Ravensbrück, Mauthausen, Theresienstadt, Treblinka, Sobibor e Belzec são alguns dos dezenas de campos de concentração que serviram de depósito para o armazenamento e a execução de judeus em toda a Europa.

O que poucos sabem é que o padre jesuíta Adolf Hitler era apenas um fantoche à serviço de uma ideologia poderosíssima que divide há séculos o poder mundial com os judeus e luta para a destruição dos judeus para que possa ostentar e manter sozinha todo o poderio mundial, que são os vikings, que se organizaram em “Cavaleiros Templários” na idade média e, depois de terem sofrido um imenso revés no século XIV se reformularam e ressurgiram no cenário mundial com o pomposo nome de Jesuítas.

As famosas SS (Sedes Sacrorum) nazistas são um nome abreviado para os ”Cavaleiros da Santa Sé” É uma ordem espiritual e militar Católica Romana formada em 1933 inspirada totalmente na estrutura da ordem Jesuíta mediante a assinatura do “sagrado” documento intitulado “Reich Concordata”, que está até hoje na biblioteca do Vaticano, onde, nomeadamente, através da aplicação dos artigos 1, 12, 15, 21 e 33 com a inação da cláusula (c), do “Anexo Secreto” da Concordata entre Franz von Papen (em nome da Alemanha nazista) e o Cardeal Eugenio Pacelli (Papa Pio XII) dá validade ao documento Jesuíta assinado na cidade de Turim, na Itália, em 1825 e que está em posse hoje da curadoria do Museu Britânico, em Londres, que, entre suas cláusulas diz o seguinte sobre a missão suprema dos Jesuítas:

“Guardemos no recôndito dos nossos corações o princípio de que – qualquer um que não se juntar a nós deverá ser aniquilado e estejamos prontos a fazer isso tão logo tenhamos os meios”

O termo Nazi foi publicamente usado pela primeira vez como o nome renomeado do Nacional-Socialista Alemão Partido dos Trabalhadores (NSDAP), em 1933, quando o líder católico devoto (conhecido como “Pai” ou Führer) Adolf Hitler assumiu o cargo de chanceler alemão. A SS nazista foi dada formalmente à luz ao abrigo da Concordata do Reich de 1933 com seu primeiro Superior Geral, sendo Reichführer (Superior Pai / Geral) Padre Heinrich Himmler S.J., que participou pessoalmente da cerimônia de assinatura da Concordata do Reich, em Roma (1933). Ao abrigo da Concordata do Reich, o Reichführer teve a mesma classificação como um cardeal católico romano sênior, e é superior ao Führer, o “leigo” representante dos Nazi (Cavaleiros).

Como uma ordem militar oficialmente instituída por decreto papal da Igreja Católica Romana, os Cavaleiros da Santa Sé (SS nazista) são concedidos pelas ordens jurídicas “infalíveis” do Pontífice Romano, em nome da Igreja Matriz em missão constante da Santa Inquisição contra todos os hereges, incluindo assassinato, tortura e contra-inteligência, para proteger o nome da Santa Igreja Católica Romana e representam diretamente os interesses da Santa Sé como a sua ordem primária de Cavaleiros Sagrados, as SS (Sedes Sacrorum ou Santa Sé) ou mais conhecidas como “a polícia secreta” alemã que se reportava diretamente ao Führer, Hitler.

Como a principal ordem espiritual Católica Romana encarregada de efetuar as execuções da Santa Inquisição, os Cavaleiros da Santa Sé (SS nazista) são dadas tarefas como o aprisionamento de um grande número de pessoas, privando-as dos seus direitos sobre a alegação de serem hereges e matando-as.

Como uma ordem espiritual da Igreja Católica Romana, os nazistas (como os jesuítas) foram agraciados com a extraordinária graça Católica de serem perdoados de todos seus pecados mortais (portanto, podendo ir para o céu), que “infelizmente” deve ser feito a fim de observar suas ordens temporais.

Como membros de uma Ordem Católica, segurando os poderes espirituais equivalentes de Sacerdotes, Bispos e até Cardeais, os Cavaleiros da Santa Sé, historicamente, assassinaram os hereges e se apropriaram dos seus bens. Milhares de pessoas que eram contra Hitler foram expulsos de suas residências e presos em campos de concentração para trabalho escravo. Como a ordem das SS nazistas (“Cavaleiros da Santa Sé”) foi constituída por ato formal do Papa, e ação, na forma da Concordata do Reich de 1933, a continuação da existência da Ordem Nazista “SS” depende deste documento legal restante promulgado. Dado que o governo alemão e a Santa Sé (Vaticano), continuam a honrar esse Concordata até hoje, então a SS continua legal e tecnicamente ainda promulgada.

Os judeus detêm a quase totalidade da ciência mundial, abrangendo todos os campos de atividade humana, enquanto os vikings-templários-jesuítas são os detentores e proprietários diretos ou indiretos de todas as ordens secretas e entidades de domínio social humanos, causando um “equilíbrio de poder mundial”, que já perdura por mais de mil anos.

O Sr. Adolfo Nicolás Pachón, Presbítero da Igreja Católica, Prepósito-Geral da Companhia de Jesus, residente na Cúria Generalícia em Roma é o homem mais poderoso do planeta Terra no momento, comandante e general da ordem militar Jesuíta, que controla o Papa Francisco, controla a ordem dos Illuminati da Baviera, a maçonaria, as ordens de cavaleiros leais à coroa do Vaticano, além de estar diretamente ligado às decisões do Banco Central Europeu, em Frankfürt, na Alemanha e ao Federal Reserve Bank, dos Estados Unidos.

Enfim os vikings chegaram ao topo do mundo e existe apenas um único poder nesse mundo que impede os vikings de serem soberanos: os judeus, proprietários do dinheiro depositado nos bancos dos vikings e detentores de 3/4 das patentes e invenções científicas do mundo.

Como se pode ver o holocausto nazista, o extermínio sistemático de seis milhões de judeus, não foi apenas um genocídio movido por ódio racial e inveja contra os judeus: está em jogo o poder mundial por um grupo que quer apenas trabalhar e fazer negócios (os judeus) e o outro grupo que quer o sangue e a destruição dos que discordam de suas ambições de poderio doentio e ditatorial sobre cada milímetro desse planeta, que eles mesmos denominam como “Nova Ordem Mundial” e que só precisa de uma neutralização, uma aliança política ou eliminação dos judeus e de Israel para ser bem-sucedida.

(André Luís Neto da Silva Menezes, pseudônimo: Tiranossaurus Rex, publicitário, inventor, filósofo, músico, integrante da Royal Society Group e vice-presidente da Associação Canedense de Imprensa – advertisingpropaganda@gmail.com)

Link original: http://www.dm.com.br/opiniao/2015/05/holocausto-nazista-70-anos.html#

Auschwitz, um dia de cada vez, por Ester Mucznik (Portugal)


O campo de extermínio de Auschwitz, pelo horror que simboliza, tem sido objeto de muita investigação histórica, basta recordar o importante livro de Laurence Rees que serviu de base para uma importante série da BBC, e que foi dado à estampa entre nós pelas Publicações Dom Quixote, em 2005. Mas a relação de obras é inumerável. Tem pois todo o sentido a própria Ester Mucznik se perguntar se era útil mais um livro sobre Auschwitz. Ela aceitou o desafio considerando que Auschwitz, como realidade e como conceito é inesgotável: “os seus mortos continuam a atormentar as consciências e a sua existência permanece um interminável questionamento”. E explica o âmbito do seu trabalho: “Decidi centrar-me sobre Auschwitz, que contém em si todos os principais tipos de campos do universo concentracionário alemão: campo de trabalho e concentração, campo de prisioneiros de guerra, campo de extermínio. Auschwitz que, melhor do que qualquer um espelha a política racial nazi e a sua megalómana e apocalíptica ambição de poder, simbolizada pela presença de prisioneiros de todas as línguas de Europa. Que, com os seus perto de um milhão e meio de mortos simboliza numa só palavra e num só espaço toda a criminalidade do regime nazi”.

E há que reconhecer que Auschwitz, por Ester Mucznik, A Esfera do Livros, 2015, consegue a singularidade na sua obra de divulgação graças às impressões pessoais da autora, aos depoimentos que obteve e à arquitetura da obra como narrativa de um mundo histórico dos campos de concentração que surgiram desde a ascensão de Hitler ao poder e que foram evoluindo na trepidação dos acontecimentos depois da conquista de meia Europa e o avanço galopante dentro da União Soviética que obrigou a hierarquia nazi a encontrar uma resposta para os judeus aprisionados e metidos em guetos. Daí a Solução Final para a questão judaica em campos de extermínio recorrendo ao assassinato em massa. O crescimento de Auschwitz e dos seus campos é rigorosamente comentado. Há aspetos que autora releva para nos procurar fazer entender um mundo perverso e desumano que se instituiu naquele ponto da Polónia, ilustrando o sadismo e a corrupção, o fanatismo, a organização metódica do funcionamento dos fornos crematórios, do aproveitamento dos bens das vítimas e da transformação em matérias-primas dos seus corpos, o macabro das orquestras, e a babel instaurada entre judeus, prisioneiros de guerra soviéticos, criminosos que tinham frequentemente funções de enquadramento dos outros preços, prostitutas e ciganos, homossexuais e Testemunhas de Jeová.

O crime metódico incluía a utilização nas condições mais brutais dos prisioneiros pondo-os a trabalhar como escravos. Auschwitz era campo de extermínio mas também de reserva de mão-de-obra escrava. Hoess, que foi comandante de Auschwitz escreveu nas suas confissões antes de morrer por enforcamento: “Cada prisioneiro era obrigado a servir as necessidades da guerra, a transformar-se num operário do armamento, e cada comandante tinha de explorar o seu campo nesse único objetivo”. Criou-se uma zona de quarenta quilómetros onde milhares e milhares de prisioneiros trabalhavam na construção e na indústria. As tenebrosas SS, relembra a autora, também contribuíram para o esforço de guerra dos campos de concentração com as suas próprias empresas: cimenteiras, terraplanagem, produtos alimentares ou madeiras eram algumas das áreas a que se dedicavam numa proveitosa relação com os administradores dos campos: “Os prisioneiros que trabalhavam para as SS não duravam muito tempo: eram obrigados a descarregar as batatas, a correr ou subir as ladeiras com os carrinhos de mão a abarrotar de pedras. Tinham de carregar com pesados cabos de borracha ou trabalhar em pedreiras. Os que não conseguiam manter o ritmo eram simplesmente abatidos”.

Temos aqui uma impressionante obra de divulgação sobre genocídio, extorsão, torturas de falso experimentalismo médico. A viagem prossegue sobre os modos de sobrevivência depois do fim da guerra e acompanhamos o traçado da memória para que não se esqueçam as cinzas das vítimas nos crematórios do Holocausto. A autora pretendeu contribuir para o reconhecimento da mais inconcebível tragédia do século XX, na procura de detetar os indícios da terrível continuidade histórica que levou ao Holocausto. É trabalho incompleto, como ela reconhece, ainda há muito terreno para desbravar sobre os sentimentos antijudaicos que conduziram ao crime nazi, daí o medonho silêncio que urge descodificar e compreender.

Link original: http://www.oribatejo.pt/2015/03/12/auschwitz-um-dia-de-cada-vez-por-ester-mucznik/

Ela manteve sua posição: a consciência de uma criança fez da América um lugar melhor – EUA


Em 1935, quando Lillian Gobitas Klose estava na sétima série em Minersville, Pa., ela se recusou a recitar o juramento à bandeira, porque sentia que fazê-lo seria uma violação da sua fé religiosa como uma Testemunha de Jeová. Seu irmão também se recusou a recitar o juramento, levando à expulsão dos irmãos da escola e uma batalha legal que percorreu todo o caminho até a Suprema Corte dos Estados Unidos, duas vezes.

Sra. Klose morreu em 22 de agosto aos 90, mas o impacto de sua luta corajosa para defender o direito de todos os americanos de não ser coagido a fazer o que não se acredita ainda está conosco. Por causa da vontade de uma brava garota de 12 anos de idade, ao ser condenada ao ostracismo e intimidação por suas crenças, a adesão à Primeira Emenda ganha o dia, mesmo durante períodos em que o patriotismo é o que mais oportunista.

Embora a Suprema Corte decidiu inicialmente 8-1 em 1940 que os estudantes convincentes para recitar o compromisso não foi uma violação de sua liberdade de expressão ou a liberdade religiosa, o Supremo Tribunal inverteu-se com um voto 6-3 em 1943.

Escrevendo para a maioria, o juiz Robert H. Jackson resumiu a controvérsia de forma brilhante: “Se houver qualquer estrela fixa em nossa constelação constitucional, é que nenhum funcionário, alta ou pequena, pode prescrever o que será ortodoxo em política, nacionalismo, religião ou outros assuntos de opinião, ou cidadãos de força a confessar por palavra ou ato a sua fé nele.”

Sra. Klose foi uma inteligente, Americana comum, que se recusou a aceitar a cidadania de segunda classe. Como Rosa Parks, a costureira Africano-americano que se recusou a dar seu assento em um ônibus segregado a um homem branco, Ms. Klose manteve-se firme em uma década antes.

Embora ela não era tão famoso como Rosa Parks, Ms. Klose provado por seu ato de consciência de que o verdadeiro americano é geralmente aquele que tem a coragem de insistir em ser tratado da forma como a Constituição dos Estados Unidos insiste cada cidadão ser tratado.

Link original: http://www.post-gazette.com/opinion/editorials/2014/09/13/She-stood-her-ground-A-child-s-conscience-made-America-a-better-place/stories/201409300005