Archive for the ‘Holocausto’ Category

[Jornal Boa Vista] Como foi chegar até aqui: A Tenda Branca, o lançamento


Baseado numa história real, o livro trata de amor, superação e a busca pela felicidade, onde quer que ela esteja

Por Salus Loch

Foram cerca de dez segundos de espera pendurados por um frio na barriga.

Quando o ‘sim’ veio, agradeci, respirei fundo e passei para a próxima pergunta.

O desafio estava lançado.

Assim, em meio à entrevista com Magdalena Guitta Wein e, após o ‘sim’ recebido – autorizando que aquela conversa tomasse outras dimensões – nasceu A Tenda Branca, romance baseado na história de vida da guerreira Guitta, sobrevivente do Holocausto Nazista durante a II Guerra Mundial e que hoje, aos 89 anos, mora em Florianópolis/SC.

De lá para cá foram dois anos de pesquisas, viagens – intercalando Lima, no Peru, com o Litoral Catarinense –, incertezas, apoios sinceros, erros, acertos, escrita, escrita, escrita e aprendizados sobre a condições humana.

Não foi fácil, confesso.

Escrever não é fácil.

Mas, aqueles que escolhem tal caminho como ofício (no meu caso, o jornalismo) precisam ter coragem, e seguir.

A coragem, que perpassa a trajetória de Guitta, foi encontrada na magnitude da história que se revelou sem pressa à minha frente, nos seguidos encontros com a protagonista da obra.

E com este espírito, os obstáculos foram vencidos, um a um, até chegar aqui: o lançamento oficial de A Tenda Branca – que acontece neste sábado, 28, a partir das 15h na Livraria Bankath, no Master Sonda Shopping de Erechim, momento para o qual convido amigos e leitores deste espaço.

Busca pela felicidade, onde quer que ela esteja

A Tenda Branca, no entanto, é mais do que um passeio histórico por um dos momentos mais tristes e deprimentes da humanidade – o Holocausto, patrocinado pelo governo nazista, quando 6 milhões de judeus foram mortos, somando-se à eliminação de milhões de outras pessoas e categorias consideradas indignas de vida por Hitler e seus seguidores, nos quais destacavam-se comunistas, homossexuais, ciganos, testemunhas de Jeová, pessoas com deficiência e outras minorias.

A obra, no entanto, trata, fundamentalmente de amor, superação e a busca pela felicidade, onde quer que ela esteja.

Foi isso que fez Guitta seguir logo após ser separada para sempre de seus pais quando desembarcou em Auschwitz-Birkenau, numa manhã cinzenta do dia 6 de maio de 1944 – trecho do livro que faço questão de reproduzir aqui:

A separação
Era difícil saber quantas pessoas se aglomeravam no vagão. Cento e cinquenta. Duzentas, talvez.

Famílias inteiras se amontoavam num espaço que, aparentemente, não comportava nem metade daquela legião de homens, mulheres, crianças e idosos. Faltava espaço, sobravam incertezas.

À noite, a temperatura amena do dia abria espaço para o ar gelado que cortava as narinas e era incapaz de afastar o cheiro de urina e das fezes que, a partir do segundo dia, havia preenchido o local. Baldes faziam as vezes das latrinas. Peças de vestuário eram utilizadas para as mínimas exigências de higiene pessoal. Banho? Sem chance.

Pior do que aquele odor, só o cheiro do medo que acompanhava a todos.

Nas madrugadas, ombros, pernas e abraços substituíam as camas que as famílias haviam deixado para trás no trajeto entre o gueto e a escuridão. Não havia como escapar daquela sensação de impotência, sujeira e temor rumo ao nada.

No comboio de Guitta, um senhor de costas encurvadas e olhar cansado afirmava que eles estavam sendo transportados para uma fábrica de tijolos na Alemanha – onde a vida melhoraria. Ary, que àquela altura seguia grudado a Guitta, duvidou da informação.

– Ele não sabe o que está falando, emendou Ary. O rabino Isaac disse que estamos sendo levados para um campo nazista. Temo que ele esteja certo.

Guitta, até então, desconhecia o que seria um campo nazista.

O desembarque em Auschwitz-Birkenau, 72 horas depois, mostrou que o homem das costas curvas estava errado, e Ary certo. Infelizmente.

Às 5h54min do dia 6 de maio de 1944, Magdalena Guitta Wein chegou com a família no mais célebre e cruel campo de extermínio criado pelos nazistas durante a II Guerra Mundial, Auschwitz-Birkenau, no sul da ocupada Polônia.

Pai, mãe, os dois irmãos, quatro tios, três tias, cinco primos, os avós maternos e Ary desembarcaram com ela após a viagem que parecia não ter fim.

Enjoos. Solavancos. Angústias. Fome. Frio.

Com o trem parado no fim de uma linha precedida por luzes brancas e vermelhas ao longo de dezenas de postes que conduziam os vagões para Auschwitz-Birkenau, Guitta puxou o braço da mãe e, mais cedo do que deveria, comemorou.

A verdade é que não sabiam onde estavam nem o motivo pelo qual haviam sido levados àquela grande área descampada, com arames que cercavam o local e emprestavam ao ambiente um aspecto funesto em meio aos latidos dos cães.

Havia inúmeros barracões e alguns prédios com chaminés ao longe. Era tudo muito espaçado, bem maior do que o gueto, e trazia uma diferença peculiar. No ar, o cheiro que soprava com a brisa lembrava algo queimado. Forte. Amargo. Estranho.

Ao buscar amparo na mãe, a fim de saber o que era aquilo e onde haviam chegado, Guitta ouviu o que, desde os 13 anos, já se acostumara a escutar: é a guerra, filha. É a guerra. Ficará tudo bem. Fique de mãos dadas com seus irmãos e silêncio, por favor.

Com armas e chicotes em punho e gritos inteligíveis, soldados alemães fiscalizavam o serviço executado por prisioneiros de Auschwitz que empurravam os recém-chegados para fora do trem. À frente de Guitta um senhor que já deveria ter passado dos 80 anos caiu e se estatelou no chão ao descer. Um primo dela, Janus, foi tentar ajudá-lo. Não teve tempo. Um oficial da SS lhe desferiu uma coronhada que o fez apagar de pronto. Gotas de sangue do nariz do rapaz mancharam o vestido bege da mãe do próprio Janus, a menos de dois metros de Guitta. Aturdido, o pai do jovem pegou o filho no colo em silêncio, enquanto a mãe continha o choro. Ambos pareciam entender que manter a boca fechada era o melhor a fazer.

Ao mesmo tempo, outro oficial da SS, com uma grande cicatriz abaixo do olho direito, se dirigiu para o velho caído, o agarrou pelo braço e o fez ficar de pé.

Com o olhar, o pobre senhor parecia suplicar. Parecia pedir perdão por sua fraqueza. Por sua idade. Por atrapalhar a fila que estava sendo formada.

Foi inútil.

O tiro que atravessou o lobo frontal fez o corpo desabar sem força. Disforme. Apagado.

O estampido da bala cortou o ar e deixou ainda mais cinza aquela manhã.

Horrorizados, os grupos próximos mesclaram gritos abafados com choros, gemidos e suspiros.

Guitta passou pelo filete de sangue que se formara ao lado do corpo inerte do velho, mas não teve coragem de fitar a cena. Estremecida, segurou firme a mão do pai e do irmão mais velho. Logo atrás, ouviu a irmã soluçar e se virou no momento em que a mãe acariciava os cabelos da pequena. Ela já havia perdido Ary de vista – que fora arrastado para uma fila separada.

– Me aguarde Guitta, vou voltar para te buscar, gritou o rapaz numa última tentativa de contato, que não teve resposta.

Súbita e definitivamente, o pai e o irmão de Guitta também foram empurrados para uma fila distante. Daquele momento em diante jamais voltaria a abraçar o pai e o irmão, nem o avô, primos ou os tios que tomaram o mesmo caminho. Na fila de Guitta restaram apenas as mulheres, incluindo sua mãe, a irmã, a avó, primas e tias.

Aos empurrões, Guitta ainda tentou voltar para perto do pai, mas foi repelida por um soldado que a chamou de vadia, ou algo do tipo. Vencida pela ameaçadora postura do oficial, manteve contato visual com Sandor, e conseguiu ouvir a mãe dizendo: volte para o seu lugar, querida. Vai ficar tudo bem.

Tentando não perder o pai de vista enquanto as filas se afastavam, Guitta lembrou da festa de 70 anos da avó Patrícia, dois anos atrás, às margens do Mar Negro, no litoral romeno, com direito a banho de lama medicinal e comida farta. Aquela havia sido a última vez que estavam todos reunidos para festejar. A felicidade era genuína. E saudosa.

Depois veio o Gueto. O confinamento. Os choros. A insegurança. O trem. O frio. A fome. A coronhada no Janus. O velho morto. A iminente separação.

Parecia tudo tão rápido, e triste.

Com os olhos marejados, ela queria acreditar que as palavras da mãe fossem verdadeiras. Que ficaria tudo bem.

Acabou perdendo o pai e voltou-se para a mãe e a irmãzinha, que haviam ficado cinco passos atrás na fila. Retornou para perto delas e logo em seguida foi indicada, por ordem de um homem alto e de aparência soturna – mais tarde descobriria que o nome do médico era Josef Mengele –, para ingressar numa nova fila. Desta vez, porém, as únicas que lhe acompanharam foram as primas, Henrieta e Maria, e a tia Cinca.

Guitta buscou a mãe e a irmã com os olhos e a primeira lhe retribuiu sorrindo com lágrimas que desciam devagar num rosto ainda bonito, mas marcado por rugas que haviam se multiplicado nos últimos meses. Rosália deu um breve adeus com a mão direita. A irmã, no colo da mãe, lançou em direção à Guitta um beijo, que fez sua diminuta boca parecer um pequeno pirulito em forma de coração.

A cabeça de Guitta girava. Ela chorava. Queria voltar para perto de Eva. Abraçar a irmã e a mãe. Deu um passo na direção delas e foi violentamente impedida por mãos fortes e enluvadas que seguraram seus ombros. Então ouviu alguém, ao longe, chamar seu nome. Era Sandor, seu pai. Procurou pelo destino da voz e viu a mão dele erguida. Ela viu também o espanto escancarado nos olhos do homem que fora sempre tão forte. Mesmo aos empurrões, ele fez um meneio com a cabeça, como que encorajando a filha a continuar.

Glen, que seguia anotando tudo de cabeça baixa num misto de indignação, sofrimento e raiva, de repente, sentiu a sala silenciar.

Encarou Guitta e viu que os olhos da entrevistada estavam úmidos e a boca formava uma parábola negativa e triste.

Ao redor da mesa todos estavam emocionados. O sonho que o jornalista tivera na noite anterior era real e mais triste do que imaginava – especialmente pelo desfecho que acabara de transcrever.

Depois de uma longa pausa, e de um suspiro que mais parecia um grito de dor vindo da alma, Guitta continuou.

– Não houve despedidas naquele dia. Apenas tive tempo de abanar de volta para minha mãe e para Eva, e rezei – esperando que, de alguma forma, conseguisse cumprir a promessa de jamais me separar de Eva. Também procurei pelo papai e não o vi mais. Fiquei atordoada e desesperada. Esperava que pudesse voltar a vê-los logo.

Isso, porém, jamais aconteceria.


A entrevista
Aproveito o espaço para reproduzir, também, trechos da primeira entrevista com Guitta, em setembro de 2015 – momento no qual surgiu a ideia de escrever o livro.

Perseguição
‘O clima hostil sentido desde o início da Segunda Guerra, para nós judeus, não era novidade. Porém, as coisas foram piorando com o tempo. Não era mais questão apenas de estudar numa escola separada dos cristãos, ou vestir roupas com uma estrela amarela. Bem que pessoas ligadas aos alemães avisaram nossa família para fugirmos enquanto era tempo. Não levamos a sério. Resultado: acabamos no gueto de Satu Mare, na Romênia, logo depois do ano novo de 1942. Nossa grande casa no centro da cidade, que antes era ocupada apenas por nós cinco (Guitta, o pai, a mãe, e os dois irmãos), ficou para trás e passamos a dividir, no gueto, uma casa com outras seis famílias. O conforto se foi; o medo apareceu. Meu pai, minha mãe, meu irmão mais velho e eu fomos obrigados a fazer trabalhos forçados, e olha que eu não tinha nem 15 anos na época. Foi uma reviravolta gigante em nossas vidas. Naquele momento parecia que eu havia perdido tudo: a liberdade, a infância, o futuro. Mas o pior estava por vir: Auschwitz-Birkenau’.

Trabalhos forçados
‘Entre os diversos tipos de trabalhos forçados aos quais fui submetida durante o período da guerra, fiquei com várias marcas e lembranças. Certa vez uma fábrica, na qual trabalhávamos na reconstrução, foi bombardeada. As bombas começaram a explodir ao nosso redor. Escapei da morte por milagre. Foi um choque incrível. Porém, nem bem me recompus do pavor e tive que recolher os corpos daqueles que morreram no ataque. Éramos descartáveis, mera mão-de-obra barata nas mãos dos alemães. Eu, todavia, trabalhava direitinho porque só assim tinha uma chance de permanecer viva. Naquela época ainda tinha esperança de rever minha família. Só fiquei sabendo da morte deles quando voltei para a Romênia, no fim da guerra’.

O caminho das Américas
‘Atravessamos a Europa no fim da década de 1940 e chegamos a Lima, no Peru – onde uma prima do meu marido já estava estabelecida. Lá, comecei uma vida nova e pródiga. Abrimos, numa garagem, uma fábrica de confecções. Eu saia vender os produtos nos povoados e vilas da capital peruana. Hoje, o empreendimento é uma multinacional. Sinto orgulho disso, embora esteja, involuntariamente, afastada dos negócios. Sinto orgulho de ter construído algo grande praticamente do nada, mostrando aos nazistas que nos tratavam como animais que, com força de vontade e trabalho, se podia – e ainda se pode, claro – fazer muita coisa boa e com resultados positivos, seja no aspecto financeiro, seja no campo da realização pessoal’.

Felicidade
‘Se os negócios com a empresa iam bem, no campo afetivo algumas coisas mudaram. O tempo passou e a relação com meu marido esfriou. Acabei deixando Lima e a empresa para trás e vim residir em São Paulo com um novo amor. Um italiano que me conquistou ainda em Lima. Nossa vida no Brasil foi boa, posso dizer. E hoje, com ambos os homens da minha vida mortos, estou aqui, em São José, Santa Catarina morando perto da minha filha e de uma das minhas netas, já que a outra mora na Guatemala (no dia da entrevista, a neta ‘guatemalteca’ estava visitando a mãe e a avó, no Brasil). Elas são minha razão de viver, e é por isso que afirmo: hoje, tenho perto de mim tudo o que eu preciso. Poderia ter sido diferente? Claro que poderia, mas não foi. A Guerra deixou marcas, é óbvio, mas consegui me levantar. Você pede para que eu deixe uma mensagem para quem for ler essa nossa conversa. Escreve aí, então: temos que correr atrás dos nossos objetivos, não importa a idade ou a situação na qual possamos nos encontrar. A vida é valiosa demais para abrirmos mão de nossa liberdade e de nossos sonhos. Seja feliz, não importa onde nem com quem. Gostou?’.
Gostei.

Gratidão
É preciso agradecer, ainda, aos parceiros nesta jornada – com destaque para meus pais, Valdemar Artur e Marilene Loch; Guitta e seus familiares; além dos amigos Alcides Mandelli Stumpf (que assina o prefácio da obra) e Nilson Luiz May, proprietário da editora Scriptum Produções Culturais, de POA – que acreditou na proposta.

À autora da capa, Ananda Kuhn (minha prima), ao Varella, da Gráfica All Print, aos colegas de imprensa pela divulgação graciosa e a Marilene Rigo e diretores do Caol (entidade com a qual fiz parceria para destinar um percentual de cada livro comercializado), estendo minha gratidão. Obrigado, de coração.


O primeiro livro
Com a proposta de divulgar a história de Guitta e alertar para os riscos do pensamento reacionário/sectário, tenho realizado palestras em Erechim e região. Numa destas oportunidades, a convite do amigo Neivo Fabris, participei esta semana de bate-papo no Colégio Estadual Antônio Scussel em Getúlio Vargas. E lá algo gratificante aconteceu. Ao final dos colóquios, o jovem William, de 16 anos, chegou ao meu lado, adquiriu um exemplar da obra, e tascou: ‘depois de ouvir a história, confesso que este é o primeiro livro que tive vontade de comprar’. Emocionei-me com William; torço que seja o primeiro de muitos – de ambos.

Link original: http://jornalboavista.com.br/27102017como-foi-chegar-ate-aqui-a-tenda-branca-o-lancamento

Anúncios

[archdaily] Monumento Nacional do Holocausto projetado pelo Studio Libeskind é inaugurado em Ottawa, Canadá


Por Patrick Lynch | Traduzido por Romullo Baratto

 © Doublespace. Courtesy of Studio Libeskind

© Doublespace. Courtesy of Studio Libeskind

O Monumento Nacional Canadense do Holocausto, projetado pelo Studio Libeskind, foi inaugurado em Ottawa, homenageando “os milhões de homens, mulheres e crianças inocentes que foram assassinados pelo regime nazista e reconhecendo os sobreviventes que conseguiram eventualmente fazer do Canadá seu novo lar”.

Localizado em um terreno de 3.200 metros quadrados em frente ao Museu da Guerra Canadense, o monumento de concreto feito in loco evoca a forma da estrela de Davi de 6 pontas, desconstruída para criar um “ambiente experiencial” rico em simbolismos.

 © Doublespace. Courtesy of Studio Libeskind

© Doublespace. Courtesy of Studio Libeskind

 © Doublespace. Courtesy of Studio Libeskind

© Doublespace. Courtesy of Studio Libeskind

© Doublespace. Courtesy of Studio Libeskind

© Doublespace. Courtesy of Studio Libeskind

“A estrela continua a ser o símbolo visual do Holocausto – um símbolo que milhões de judeus foram obrigados a usar pelos nazistas para identificá-los como judeus, excluí-los da humanidade e marcá-los para o extermínio”, explicam os arquitetos. “Os espaços triangulares são representativos dos emblemas que os nazistas e seus colaboradores usavam para rotular homossexuais, ciganos, testemunhas de Jeová e prisioneiros políticos e religiosos.”

Dois planos estabelecem caminhos simbólicos e circulatórios através da estrutura: um plano ascendente que “aponta para o futuro”, e um plano descendente que leva aos espaços interiores contemplativos. Os ambientes específicos do programa estão localizados dentro dos seis triângulos de concreto, incluindo um espaço de interpretação educacional que descreve a história do Canadá e do Holocausto, três espaços de contemplação, um espaço de encontro central e o “Voo do céu” semelhante a uma catedral que abriga a Chama da Lembrança, em eterna combustão”

Murais de Edward Burtynsky são expostos nas paredes de cada espaço triangular, transportando os visitantes para as assustadoras paisagens do Holocausto. Dialogando com os edifícios do Parlamento, a “Escada da Esperança” leva os visitantes do espaço de encontro central para a praça superior. Ao redor do monumento, uma paisagem rochosa repleta de árvores de coníferas crescerá à medida que a estrutura envelhece, representando a passagem do tempo e a contribuição dos sobreviventes para a cultura e a sociedade do Canadá moderno.

“É extremamente importante ter projetado e realizado este monumento com uma equipe incrível”, disse o arquiteto Daniel Libeskind.

“Este monumento não só cria um espaço público muito importante para a lembrança daqueles que foram assassinados no Holocausto, mas também é um constante lembrete de que o mundo de hoje está ameaçado pelo antissemitismo, pelo racismo e pelo fanatismo. O Canadá apoia os valores democráticos fundamentais das pessoas, independentemente da raça, classe ou credo, e esse monumento nacional é a expressão desses princípios e do futuro.”

O Studio Libeskind foi selecionado para o projeto através de uma concorrência internacional com outros cinco reconhecidos escritórios. Veja as demais propostas aqui.

Saiba mais sobre o Memorial aqui.

Link original: http://www.archdaily.com.br/br/881084/monumento-nacional-do-holocausto-projetado-pelo-studio-libeskind-e-inaugurado-em-ottawa-canada

[Justificando] O que senti ao visitar um extinto campo de concentração na Alemanha só para mulheres


Tamara Amoroso Gonçalves
Advogada e Pesquisadora

Em julho deste ano, eu tive uma experiência bastante particular, para dizer o mínimo. Como parte de um curso, passei 3 noites e quatro dias em um território que serviu de campo de concentração durante a segunda guerra mundial.

Diferente de outros campos na Polônia, o campo de concentração de Ravensbrück (Alemanha) inicialmente foi formado para abrigar mulheres que de alguma forma não agiam conforme o que era esperado delas: mulheres identificadas com “problemas sociais”, acusadas da prática de crimes (aborto dentre eles), envolvidas em movimentos políticos contra o regime nazista e aquelas que se recusavam a negar sua fé como testemunhas de Jeová.

As judias chegaram um pouco depois do estabelecimento do campo de concentração. Tratava-se de um campo de trabalhos forçados e não de exterminação. Algumas empresas, principalmente têxteis e relacionadas ao desenvolvimento de tecnologia, cresceram e prosperaram utilizando-se do trabalho das mulheres desse campo. Eventualmente, cerca de 20.000 homens foram trazidos para trabalhar na expansão do campo, uma vez que a produção prosperava aceleradamente.

Ravensbrück é um lugar estranhamente calmo e bonito. Há um grande lago, há plantas, pássaros. Fica a 2km de uma pequena cidade, que pode ser avistada do outro lado do lago, que aliás, foi o recipiente de cinzas humanas. Cinzas que também foram usadas para pavimentar estradas ao redor do campo. Tudo ali foi construído com o trabalho das mulheres do campo, bem como com suas cinzas.

Sempre achei que visitar um extinto campo de concentração me ajudaria a entender melhor o holocausto. Na bagagem de volta, trouxe mais dúvidas do que respostas.

O que aconteceu ali não é possível de se compreender, ainda que se durma nas casas que um dia foram das guardas responsáveis pela segurança do campo. Ainda é difícil entender como algo assim pôde acontecer.

Racionalmente, há diversas explicações e eu as compreendo. Mas emocionalmente, não consigo aceitar, não consigo entender: como é possível não ver um ser humano naquela pessoa à sua frente? Como processos de desumanização podem são tão profundos a ponto de levar a genocídios?

Ao visitar Ravensbrück também me choquei com a ostensiva segurança, por câmera e também com guardas 24 horas por dia. Isso porque o campo costuma ser alvo de ataques de grupos neonazistas, que tentam destruir as evidências do que ocorreu ali.

O guia que nos acompanhou durante os 4 dias que estivemos no campo, disse-nos muitas vezes sobre a importância de lembrar o que se passou ali. Para que aprendamos e estejamos atentos: pode sempre acontecer de novo.

Uma sociedade que se permite esquecer, está sujeita a repetir os mesmos erros. Eu voltei pensando no quanto a memória, individual e coletiva, é valiosa. E o quanto no Brasil, lembramo-nos de esquecer momentos traumáticos. Sentimo-nos desconfortáveis, preferimos “pensar que já passou e olhar pra frente”. Mas como? Como se olha pra frente sem entender o que aconteceu no passado?

Quando li esses dias que um famoso cantor negou, em entrevista, que o Brasil viveu uma ditadura militar e que pessoas morriam por ser contra o regime, me deixou de cabelos em pé. Seria desconhecimento? Ou apenas uma vontade muito grande de negar o acontecido? O fato de o Brasil anistiar inclusive torturadores e muitas vezes homenageá-los com nomes de ruas e praças talvez tenha um relevante papel nesse esforço por negar e esquecer: foi o preço que pagamos por uma transição negociada para a democracia.

Como consequência, não enfrentamos com as continuidades que ainda se manifestam na nossa sociedade. A Comissão da Verdade apontou, dentre outras coisas, que a nossa polícia ainda opera nos moldes da ditadura militar: desaparecimentos forçados e tortura ainda são rotina.

Recentemente, uma exposição de arte foi fechada por pressão de um grupo social que a considerou “imoral”. Desde 2013, grupos que clamam pela volta dos militares se avolumam nas manifestações: de rua e virtuais. Quando lembro que em 64, a ditadura foi instaurada com apoio de parte da sociedade, que clamava por mais “ordem” (Marcha da Família com Deus), penso nas sérias consequências de nosso esforço em esquecermos.

Como eu aprendi em Ravensbrück, lembrar é central para que possamos avançar.

Para lembrar, é preciso resgatar a história, coletar depoimentos, registrar, construir memoriais, estudar, discutir com a sociedade essa história. Essa é uma luta dos sobreviventes, bem como familiares de desaparecidos políticos e mortos durante a ditadura.

Não temos um holocausto na nossa história, mas temos eventos traumáticos sobre os quais precisamos nos debruçar e buscar entender. Só temos a agradecer a eles por não desistirem e nos alertar constantemente que pode acontecer de novo. Somemo-nos a eles, é o único caminho para avançarmos enquanto sociedade.

Tamara Amoroso Gonçalves é Mestra em Direitos Humanos pela USP e doutoranda em direito pela Universidade de Victoria, Canadá. Integrante do CLADEM/Brasil e do GEA. Pesquisadora associada do Instituto Simone de Beauvoir (Universidade Concordia, Canada). Autora de diversas obras sobre direitos humanos, dentre elas Direitos Humanos das Mulheres e a Comissão Inter-americana de Direitos Humanos (Saraiva, 2013).

Link original: http://justificando.cartacapital.com.br/2017/09/13/o-que-senti-ao-visitar-um-campo-de-concentracao-na-alemanha-so-para-mulheres/

[Brasil Escola] Einsatzgruppen: os grupos de extermínio nazistas


A ação do Einsatzgruppen, os grupos de extermínio nazistas, foi responsável pela morte de milhares de pessoas, sobretudo judeus, nas regiões conquistadas no Leste Europeu.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas cometeram um dos maiores genocídios da história da humanidade: o holocausto. Ele promoveu, principalmente, a perseguição de judeus na Europa. No entanto, é importante ressaltar que outras minorias foram perseguidas pelos nazistas durante as décadas de 1930 e 1940, como as testemunhas de Jeová e os ciganos.

Essa ação contra os judeus fazia parte da retórica e da ideologia promovida por Hitler desde a década de 1920 e resultou em uma perseguição gigantesca por várias partes da Europa. Os planos do líder alemão para esse povo era o extermínio total após o término da Segunda Guerra.

No entanto, Hitler foi convencido por Heinrich Himmler e Reinhard Heydrich a impor a Solução Final com a guerra em curso. A Solução Final era o termo usado pelos nazistas para definir o plano de extermínio dos judeus da Europa. A política de Himmler e Heydrich consistia em executar aqueles que não pudessem trabalhar e escravizar até a morte os que tivessem condição de trabalho.

Uma das etapas do holocausto promovido pelos nazistas foi a atuação de esquadrões da morte chamados de Einsatzgruppen, que significa “força-tarefa” em alemão. Esse grupamento havia sido criado pela Alemanha nazista em 1938 durante a anexação da Áustria (chamada de Anschluss).

A partir de 1939, o Einsatzgruppen foi colocado sob a liderança de Reinhard Heydrich. Com o início da guerra, esse grupamento tinha como missão promover a pacificação da retaguarda à medida que o exército alemão avançava territorialmente. O Einsatzgruppen era formado por membros da Gestapo, do Exército e da SS.

Atuação no Leste Europeu

Com a invasão da Polônia, o Einsatzgruppen ficou responsável por eliminar a intelligentsia polonesa – ação semelhante à da União Soviética no Massacre de Katyn. A intenção disso era de, a partir da eliminação da classe culta polonesa, tornar a sociedade local incapaz de resistir ao processo de escravização imposto pelos nazistas. O historiador Timothy Snyder afirma que, nessa missão contra a intelligentsia polonesa, o Einsatzgruppen matou cerca de 61 mil pessoas|1|.

Posteriormente, o Einsatzgruppen ficou responsável por executar a ordem definida por Hitler contra os judeus: o extermínio. Assim, na Polônia, nos países bálticos e nos territórios conquistados pela Alemanha na União Soviética, esse grupamento contribuiu para a morte de milhares de judeus.

A atuação do Einsatzgruppen consistia em invadir vilas e locais habitados por judeus. Primeiramente, eles eram despojados de todas as suas posses para, em seguida, serem executados de maneiras distintas, porém, a principal forma de execução usada era o fuzilamento.

A ordem para executar os judeus foi dada por Heinrich Himmler conforme o mandado transmitido por Adolf Hitler. Abaixo segue o relato de Timothy Snyder acerca da atuação do Einsatzgruppen a partir de 1941:

Em julho de 1941, Himmler fez uma viagem particular por todo oeste da União Soviética a fim de transmitir a última informação: mulheres e crianças judias deviam ser eliminadas junto com os homens judeus. As forças terrestres reagiram rapidamente. O Einsatzgruppe C, que acompanhava o Grupo de Exércitos do Sul na Ucrânia, tinha sido mais lento do que o Einsatzgruppe A (países bálticos) e o Einsatzgruppe B (Vilnius e Bielorrússia) para realizar os fuzilamentos coletivos de judeus. Mas depois, com o incentivo de Himmler, o Einsatzgruppe C eliminou cerca de 60 mil judeus em agosto e setembro. Foram fuzilamentos organizados, não pogroms|2|.

A função do Einsatzgruppen no extermínio de judeus foi fulminante. Um exemplo disso é o Massacre de Babi Yar, no qual o Einsatzgruppen C executou cerca de 33 mil judeus em aproximadamente 36 horas. A atuação desse grupamento acabou sendo progressivamente substituída pelo uso dos campos de concentração a partir de 1942. Os historiadores estimam que as ações nazistas contra os judeus (incluindo a ação do Einsatzgruppen) causaram a morte de 1 milhão de pessoas até dezembro de 1941|3|.

|1| SNYDER, Timothy. Terras de sangue: a Europa entre Hitler e Stalin. Rio de Janeiro: Record, 2012, p. 166.
|2| Idem, p. 247.
|3| Idem, p. 270.

Por Daniel Neves
Graduado em História

Link original: http://brasilescola.uol.com.br/historiag/einsatzgruppen-os-grupos-exterminio-nazistas.htm

Câmara relembra o dia da vitória e o Holocausto da 2ª Guerra Mundial


Legislativo ressaltou a campanha vitoriosa contra a Alemanha de Hitler em 1945 e fez reverência à memória das vítimas do genocídio

por redação/ Guia Taubaté

A Câmara de Taubaté realizou na última segunda-feira, 8 de maio, uma homenagem ao dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial e reverência à memória das vítimas do Holocausto. O vereador Orestes Vanone (PV) foi o orador.

Depois de seis anos, em 8 de maio de 1945, a Segunda Guerra Mundial chegava ao fim, com a derrota dos nazistas que dominavam grande parte do continente europeu na época. A data conhecida como dia da Vitória, remetendo ao fim da Segunda Guerra Mundial.

O vereador lembrou a participação do Brasil na Guerra. Getúlio Vargas, que era o presidente da época, negociou a entrada do Brasil, que só seria possível se fosse instalada no país a Companhia Siderúrgica Nacional, hoje localizada em Volta Redonda (RJ). Foram 25 mil homens e mulheres brasileiros para defender os interesses do mundo na Itália.

O Holocausto, lembrado na sessão, foi uma prática de perseguição política, étnica, religiosa e sexual estabelecida durante os anos de governo nazista de Adolf Hitler que resultou no assassinato em massa de cerca de 11 milhões de pessoas pelo regime durante a Segunda Guerra Mundial.

Segundo a ideologia nazista, o povo legitimamente alemão era descendente dos arianos, um antigo povo que tinha pele branca e originou a civilização europeia. Os maiores culpados pelos nazistas de impedirem esse processo de eugenia eram os ciganos e principalmente, os judeus. Sendo assim, para que a supremacia racial ariana fosse conquistada pelo povo alemão, o governo de Hitler passou a pregar o ódio contra esse povo.

No início da Segunda Guerra, o governo nazista criou campos de concentração onde os judeus e ciganos eram forçados a viver e trabalhar em condições insalubres, com péssima alimentação, sofrendo torturas e eram utilizados como cobaias em experimentos científicos. Os homossexuais, opositores políticos de Hitler, doentes mentais, pacifistas, eslavos e grupos religiosos, tais como Testemunhas de Jeová, também sofreram com os horrores do Holocausto.

Link original: http://guiataubate.com.br/noticias/2017/05/camara-relembra-o-dia-da-vitoria-e-o-holocausto-da-2-guerra-mundial

Extermínio de minorias na 2ª Guerra Mundial é tema de exposição em Fortaleza


“Trata-se de um alerta, para que esse tipo de acontecimento jamais volte a se repetir”, afirma o vice-presidente da Sociedade Israelita do Ceará

 Exposição Fotográfica “Do Holocausto à Libertação” acontece entre os dias 11 e 26 de março. (FOTO: Divulgação)


Exposição Fotográfica “Do Holocausto à Libertação” acontece entre os dias 11 e 26 de março. (FOTO: Divulgação)

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará receberá, desta quinta-feira (11) até o dia 26 de maio, a Exposição Fotográfica “Do Holocausto à Libertação”, que reúne 160 fotos e documentos que retratam a história de tortura e sofrimento vivida durante a Segunda Guerra Mundial. A visitação é gratuita aberta ao público.

No período, foram assassinados judeus, ciganos, testemunhas de Jeová, comunistas, homossexuais, negros, deficientes físicos e mentais e outras minorias, desde 1933, com a ascensão do nazismo na Alemanha, até 1945, com o fim da Guerra. Foi exterminado um terço dos judeus que viviam no mundo: 6 milhões de pessoas, entre elas um milhão e meio de crianças, a maioria sucumbindo nas câmaras de gás dos campos de extermínio.

“A exposição tem um caráter educacional, com o objetivo de mostrar para as gerações atuais uma triste realidade da humanidade que aconteceu há pouco mais de 80 anos e que as gerações atuais desconhecem. Trata-se de um alerta, para que esse tipo de acontecimento jamais volte a se repetir com o povo judeu ou com qualquer outro povo na face da terra”, afirma o Vice-presidente da Sociedade Israelita do Ceará, Marcus Strozberg.

O extermínio ganhou destaque na história da humanidade por seu caráter de política oficial de um Estado constituído e reconhecido pela comunidade das nações, além dos métodos “científicos” e “industriais” nela empregados.

A Exposição é realizada pela Sociedade Israelita do Ceará e exibe fotografias e documentos em ordem cronológica, como um retrato do crime contra a humanidade cometido no genocídio chefiado por Adolf Hitler.

Serviço:
Exposição Fotográfica “Do Holocausto à Libertação”
Hall da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará
De 11 a 26 de Maio de 2017
9h às 17h, de segunda a sexta

Link original: tribunadoceara.uol.com.br/noticias/cotidiano-2/exterminio-de-minorias-na-2a-guerra-mundial-e-tema-de-exposicao-em-fortaleza/#&gid=1&pid=1

Rússia tenta proibir as Testemunhas de Jeová, como a Alemanha nazista fez antes da Segunda Guerra Mundial (Inglês)


O Ministério da Justiça da Rússia diz que as Testemunhas de Jeová são “terroristas”;
Tribunal Supremo da Rússia para decidir se a proscrição da religião – mais uma vez

 A Alemanha nazista perseguiu as Testemunhas de Jeová, como a Rússia está começando a fazê-lo - mais uma vez. Foto: Getty Images-gettyimages.com, usado com permissão.


A Alemanha nazista perseguiu as Testemunhas de Jeová, como a Rússia está começando a fazê-lo – mais uma vez. Foto: Getty Images-gettyimages.com, usado com permissão.

O site do Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos , de Washington, DC, expressa profunda preocupação com o tratamento dado pelo governo russo às Testemunhas de Jeová . Em andamento desde 5 de abril, o #Ministry of Justice da Rússia está pedindo ao seu Supremo Tribunal que proíba as Testemunhas de Jeová, permitindo sua prisão e prisão eo confisco de sua propriedade usada na adoração. A diretora do Museu do Holocausto, Sara Bloomfield, não compara os crimes da Rússia contra a humanidade com a nazista alemã , mas estabelece um claro paralelo: O que acabou como o vergonhosamente assassino de pelo menos 1.400 Testemunhas de Jeová em prisões e campos de concentração começou quando o nazista Declarou as Testemunhas de Jeová uma ameaça à segurança da Alemanha e os perseguiu viciosamente. É o que a Rússia está fazendo hoje.

História pesada
O Dr. Mark Elliott, editor fundador do “East-West Church and Ministry Report” da Kentucky’s Asbury University, diz que em 1951-52 a União Soviética exilou cerca de 7.000 Testemunhas de Jeová para a Ásia Central e Sibéria . Imagine a cena: Você está em casa, dormindo, e de repente acordar com uma sacudida. É 2:00 da manhã Alguém está batendo em sua porta. Bem desperto, toda a sua família vê os oficiais armados empurrar o seu caminho para a sua casa e ordená-lo a empacotar – você tem duas horas. Você joga alguns pertences e roupas em uma mala e é escoltado para um trem de espera, que o transporta a milhares de quilômetros de casa.

Estado pede desculpas e, em seguida, ataca
Décadas depois, você e sua família podem voltar para sua cidade natal. Na década de 1990, você é exonerado como vítimas inocentes da repressão e recebe um certificado como um pedido de desculpas. Agora, 20 anos depois, oficiais armados invadem e revistam sua casa, assustando você e seus filhos. Encontrando um livro de histórias da Bíblia para crianças que você esqueceu de descartar, os funcionários latem que você está na posse de literatura extremista e levá-lo para a sede da polícia. Polícia duramente interrogá-lo, acusá-lo de extremismo, criminalmente reservar você e até mesmo levá-lo à prisão. O governo havia acrescentado esse livro em 2009 a uma lista de publicações “extremistas” proibidas. Um livro de histórias da Bíblia para crianças com conteúdo extremista!
Legislação anti-extremista mal aplicada
Você agora vê quão frágil esses certificados de exoneração são. Você é novamente caluniado como um perigo para a nação e seus cidadãos. Desta vez, você e sua família são extremistas, até terroristas . A legislação anti-extremista da Rússia -desenhada vagamente e imprecisamente há vários anos- está sendo mal aplicada à adoração de Deus à sua família, que agora é supostamente um ato criminoso.

Invasões da igreja
O YouTube tem muitos vídeos de câmeras de segurança que capturam as autoridades russas em flagrante , no ato de entrar em Salões do Reino (lugares de culto das Testemunhas de Jeová) no fundo da noite, mantendo publicações “proibidas” como aquele livro de histórias bíblicas. Eles planta-los nas instalações e sair. No dia seguinte, oficiais armados e mascarados invadem seu Salão do Reino, interrompem serviços religiosos, maltratam e ameaçam vocês e outros membros da congregação, e buscam as instalações. Veja e veja! Eles descobrem publicações “ilegais” – livros ou folhetos baseados na Bíblia sobre como viver uma vida limpa e respeitável – que supostamente violam a legislação destinada a prevenir o terrorismo . Eles não acham kits de fabricação de bombas, nem explosivos, nem armas, nem planos secretos de ataque … No entanto, os funcionários confiscam o prédio, e na próxima semana seu local de culto é agora um estacionamento de propriedade do governo.

O site diz a todos
O site oficial das Testemunhas de Jeová (jw.org) contém muitas provas de vídeo, depoimentos em vídeo de adoradores abusados, até mesmo entrevistas com especialistas não-testemunhas como o Dr. Elliott, que criticam o que o governo da Rússia está fazendo a esse grupo religioso – enganando ninguém. O processo criminal de Moscou contra as Testemunhas de Jeová retoma o dia 12 de abril.

Link original: http://us.blastingnews.com/world/2017/04/russia-tries-to-ban-jehovahs-witnesses-like-nazi-germany-did-before-wwii-001618271.html