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Olga Benario serviu à SS como blockova no campo de concentração nazista de Ravensbrück


Por Euler de França Belém

Mesmo tendo trabalhado para os nazistas, a mulher de Luiz Carlos Prestes não agia de modo cruel com as prisioneiras. A comunista procurava protegê-las

Olga Benario foi entregue pelo governo de Getúlio Vargas aos nazistas, em 1936, e morreu, possivelmente gaseada, em 1942, no manicômio de Bernburg, na Alemanha. Ela deixou uma filha, a doutora em história Anita Leocádia Prestes

Olga Benario foi entregue pelo governo de Getúlio Vargas aos nazistas, em 1936, e morreu, possivelmente gaseada, em 1942, no manicômio de Bernburg, na Alemanha. Ela deixou uma filha, a doutora em história Anita Leocádia Prestes

A alemã Olga Benario Prestes (1908-1942), agente de Ióssif Stálin, acompanhou o capitão Luiz Carlos Prestes ao Brasil para or­ganizar a revolução comunista nos trópicos. Entretanto, o Partido Comu­nis­ta havia dado informações falsas aos líderes da União Soviética, pois não havia a mínima estrutura organizacional para derrubar o presidente Getúlio Vargas e tomar o poder, nos moldes da Revolução de 1917 na Rússia. O golpe manqué de 1935, conhecido como Intentona Comu­nista, resultou na prisão de vários comunistas, inclusive de Luiz Carlos Prestes e Olga Benario. Nesse período, Getúlio Vargas e alguns de seus aliados, como Filinto Müller, Góes Monteiro e Eurico Gaspar Dutra, mesmerizados pelo führer da Alemanha, Adolf Hitler, entregaram a judia e comunista Olga Benario aos nazistas. A história está contada em dois livros, “Olga” (Companhia das Letras, 328 páginas), do brasileiro Fernando Morais, e “Olga Benario — A História de uma Mulher Corajosa” (Alfa-Omega, 304 páginas, tradução de Reinaldo Mestrinel), da alemã Ruth Werner.

Olga Benario foi levada para Ravensbrück, o campo de concentração exclusivo para mulheres (“a capital dos crimes contra as mulheres”; por lá passaram cerca de 130 mil pessoas do sexo feminino), situado na Alemanha, e lá teve sua filha, Anita Leocádia Prestes — nascida em novembro de 1936; mais tarde, historiadora radicada no Rio de Janeiro, autora de vários livros —, e, em seguida, foi assassinada pela SS. O livro “Ravensbrück — A História do Campo de Concentração Nazistas Para Mulheres” (Record, 922 páginas, tradução de Cristina Ca­valcanti), da jornalista e escritora inglesa Sarah Helm, apresenta novas informações sobre a vida da comunista no campo e a respeito de sua morte.

Filha da classe média, Olga Benario rebelou-se aos 14 anos e fugiu de casa, tornando-se marxista e integrante de uma célula comunista. Ativa e corajosa, liderou um movimento para libertar um comunista, em 1928, livrando-o da morte certa. No ano seguinte, os comunistas alemães levaram-na para Moscou, para treiná-la como agente bolchevique de elite. Da União Soviética, foi enviada pelo Comintern (a organização comunista internacional) para o Brasil, ao lado de Luiz Carlos Prestes, para organizar a revolução que, do país, se espalharia pela América Latina, como um rastilho de pólvora. Eram precursores do argentino Che Guevara.
O governo de Getúlio Vargas, com informações da Inteligência inglesa, desbaratou o golpe comunista e prendeu Olga Benario e Luiz Carlos Pres­tes. Sarah Helm sustenta que Elise Ewert e Olga Benario foram enviadas a Hitler “como presente”. Em Sou­tham­pton, comunistas tentaram resgatá-la, mas a Inteligência britânica impediu.

Do porto de Hamburgo, Olga Be­na­rio foi encaminhada para a prisão de Barnimstrasse, em Berlim. Nesta penitenciária, deu a luz Anita Leocádia Pres­tes. A esquerda desencadeou um mo­vimento transnacional para libertá-la. “O caso atraiu ampla atenção, principalmente porque o pai da bebê era o famoso Luiz Carlos Prestes. A coragem de Olga e sua beleza morena e graciosa contribuíram para a comoção que a história provocou”, relata Sarah Helm.
A cúpula da Gestapo tentou entregar Anita Leocádia para sua avó materna, Eugenia Benario, que não quis cuidar da bebê. “Himmler então permitiu que a mãe de Prestes, Leocádia, levasse Anita, e em novembro de 1937 a avó brasileira foi buscar a bebê na prisão de Barnimstrasse.” Olga Benario, que ficou na cadeia, escreveu para a mãe de Luiz Carlos Prestes: “Perdoe-me pelo estado das coisas de Anita. Você recebeu a minha descrição da sua rotina e da sua tabela de peso? Fiz a tabela o me­lhor que pude. Os seus órgãos in­ternos estão bem? E os ossos — as suas perninhas? Talvez, no primeiro ano de vida, ela sofra devido às circunstâncias extraordinárias da minha gravidez”.

Durante a construção de Ra­vensbrück, várias mulheres foram trancafiadas em Lichtenburg. Entre elas, levada pela Gestapo, estava Olga Benario, vista como uma participante, já lendária “dos dias gloriosos da resistência comunista”. Tida como uma guerreira fria e determinada, estava alquebrada pela separação da filha. As camaradas comunistas tentaram confortá-la dando-lhe pequenos presentes. O poderoso chefão de Lichtenburg, Max Koegel, espancava as mulheres com frequência. As testemunhas de Jeová, resistentes às ordens nazistas, eram as mais agredidas pelos guardas. “No outono de 1939, elas eram mais da metade das mulheres no campo.”

Anita Leocádia Pretes, filha de Olga Benario, com o pai, Luiz Carlos Prestes, aos 9 anos de idade

Anita Leocádia Pretes, filha de Olga Benario, com o pai, Luiz Carlos Prestes, aos 9 anos de idade

Ravensbrück era uma aldeia, no subúrbio de Fürstenberg, a 80 quilômetros de Berlim, com acesso fácil por ferrovia e rio. A construção do campo na região foi uma decisão de Heinrich Himmler, que considerou até a beleza do lugar. Enquanto os nazistas edificavam-no, Olga Benario ainda tinha esperança de que pudesse ser liberada. A mãe, Leocádia, e a irmã, Lygia, de Luiz Carlos Prestes organizaram uma cruzada mundial por sua libertação.
Numa carta para Luiz Carlos Prestes, Olga Benario diz: “A primavera por fim chegou e as pontas verdes-claras das árvores observam inquisitivamente por cima do pátio da prisão. Mais do que nunca desejo um pouco de sol, beleza e sorte. Algum dia estaremos reunidos com Anita-Leocádia, felizes os três? Perdoe-me por pensar assim, sei que preciso ser paciente”.

As primeiras prisioneiras chegaram a Ravensbrück em 15 de maio de 1939. Eram 867 mulheres. Os nazistas registravam-nas como prostitutas, mendigas, delinquentes, lésbicas, criminosas contumazes, prisioneiras políticas, testemunhas de Jeová, judias, ciganas. O tratamento no campo era brutal. As judias, sobretudo as comunistas, que eram mais rebeldes e articuladas, sofriam com frequência na solitária. Ilse Gostynski viu Olga Benario no campo, depois que ela deixou a solitária, e contou que era “uma jovem muito bela, muito inteligente. Em Ravensbrück foi maltratada, não tinha quase nada para comer”. Solidária, Hanna Sturm deu-lhe biscoitos e pão que arrecadou com outras presas.

Logo depois, Ilse Gostynski foi solta pelos nazistas e sobreviveu. Sarah Helm informa que “talvez o aspecto ‘normal’ mais surpreendente do campo fosse que, mesmo com o aumento da brutalidade, as prisioneiras eram soltas regularmente”. Em julho de 1939, as prisioneiras deram pela falta de Olga Benario. “Ela provavelmente deixou o campo em julho de 1939 não para ser interrogada, mas porque a Gestapo tinha concordado em libertá-la. A prova de que estava a ponto de ser solta provém em parte de um informe da Gestapo sobre as circunstâncias da sua saída de Ravensbrück”, anota a autora do livro. A comunista estava bem vestida, com roupas civis, o que era um prenúncio de que seria libertada.

Leocádia e Lygia Prestes continuaram a batalha internacional pela libertação de Olga Benario. Depois de enviar várias cartas ao governo alemão, as brasileiras recebem uma mensagem do escritório de emigração judeu-alemão, que informava que “a Gestapo es­tava disposta a libertar Olga ‘com a condição de que ela emigre imediatamente para ultramar’”. Elas foram in­formadas de que deveriam solicitar “um visto para Olga ‘ao México o mais rápido possível”. Leocádia conseguiu um visto mexicano e o enviou para a Alemanha. O governo alemão não acusava o recebimento do visto, que havia sido enviado via Estados Unidos.

À espera da “salvação”, Olga Benario recomenda que Leocádia Prestes vista Anita Leocádia Prestes com roupas comuns. “Ela não deve pensar que é especial”, ordena a comunista ortodoxa.

Em agosto de 1939, antes do início da Segunda Guerra Mundial, Olga Benario, presa em Berlim, espera pelo visto de emigração. Ao ler num jornal alemão que a batalha era iminente, quedou-se desanimada. “Não se zangue comigo, mas estou profundamente pessimista”, escreveu para Leocádia Prestes, em 15 de agosto. Em Ra­vensbrück, Hanna Sturm foi espancada e torturada porque, com suas camaradas, recitou trechos das obras do russo Liev Tolstói, autor dos romances “Guerra e Paz” e “Anna Kariênina”.

Com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1º de setembro de 1939, Olga Benario retorna para Ra­vensbrück, em 8 de setembro. Apesar de o visto mexicano ter finalmente chegado, não havia mais como sair da Alemanha. “Considerada menos ame­açadora (por motivos não explicados), as condições do seu confinamento passaram a ser menos severas do que antes; Olga tinha água e comida regularmente e podia receber correspondência”, regista Sarah Helm. Hanna Sturm passava fome na solitária e foi alimentada pela solidária Olga Benario.

Olga, a blockova
Prisioneiras eram recrutadas, em Ravensbrück, para ajudar na administração do campo. Presas eram escaladas como blockovas, chefe de bloco, e stubovas, chefe de alojamento, para “ajudar a SS” a controlar as demais presas. Margot Kaiser era lagerälteste, ou prisioneira chefe, e matou “ao menos dez mulheres a pancadas”. Detentas chegaram a disputar os cargos porque recebiam “roupas melhores, mais comida e uma cama própria”.
Como o bloco das judias era caótico — eram 10% do total de mulheres, mas estavam entre as mais maltratadas —, a nazista Johanna Langefeld procurou recrutar uma blockova ativa e durona.

Johanna Langefeld detestava os judeus, mas Olga Benario, “uma figura bela e atraente até mesmo de uniforme listrado”, agradou-a. “Tirou-a da fila, ordenou que ficasse atentamente na posição de sentido e anunciou que ela seria a nova blockova do bloco das judias. Até então, a nenhuma prisioneira política — judia ou não judia — tinha sido ofertado o cálice envenenado do comando das companheiras presas.” A companheira de Luiz Carlos Prestes era a exceção.

Por que Olga Benario, uma judia co­munista, foi escolhida para ser uma agente da SS, uma blockova, em outubro de 1939? Sarah Helm assinala que não se sabe, porque “a SS queimou todos os documentos sobre a indicação de kapos e outras informações sobre prisioneiras que trabalharam” como auxiliares dos nazistas na administração de Ra­vensbrück. Os relatos das prisioneiras, avalia a pesquisadora, são insuficientes.

O fato é que, como blockova, Olga Benario esteve a serviço da SS no campo de Ravensbrück. Sarah Helm sublinha que sua função era “pôr em prática as ordens da SS”. A informação, incômoda para a esquerda, tem sido relativizada pelos historiadores comunistas. “Para ‘dourar a pílula’ da indicação de Olga”, historiadores de esquerda “omitiram que o trabalho vinha com privilégios e inventaram que assumi-lo não indicava colaboração, e sim que a SS não já não tinha como dobrá-la”, escreve Sarah Helm.

Olga Benario, relata Sarah Helm, estava alquebrada, desesperançada. Suas camaradas comunistas, como Hanna Sturm e Joska Jaburkova, estavam devastadas. “E a fé em Stálin havia sido abalada com a notícia do pacto com Hitler. Olga também tinha uma dor particular. Há anos ela havia rejeitado a condição de judia, mas agora tudo o que lhe acontecia derivava dessa condição.”

O livro da jornalista Sarah Helm, com quase mil páginas, é um poderoso resgaste da história do campo de concentração de Ravensbrück, “a capital dos crimes contra as mulheres”. Olga Benario, casada com o brasileiro Luiz Carlos Prestes, esteve na unidade nazista

O livro da jornalista Sarah Helm, com quase mil páginas, é um poderoso resgaste da história do campo de concentração de Ravensbrück, “a capital dos crimes contra as mulheres”. Olga Benario, casada com o brasileiro Luiz Carlos Prestes, esteve na unidade nazista

Ao contrário dos historiadores de esquerda, Sa­hah Helm sugere que “Ol­ga poderia ter recusado o trabalho de blockova; ela de­monstrara ser capaz de de­safios semelhantes no passado”. A pesquisadora res­salva: “Mas aquilo tinha sido antes de se tornar mãe. Caso recusasse, poderia ser fuzilada ou trancafiada em um bunker sem re­ceber correspondência, sem notícias de Anita. Se hou­vesse outra chance de emigrar, ela ficaria sem saber”.

Como blockova, Olga Benario podia ler jornal “e circular e ver as amigas”. Ela escreveu para Luiz Carlos Prestes: “As poucas semanas em Berlim me fizeram recordar que o mais difícil é estar só. Aqui tenho camaradas que
se preocupam com o que como. Você caminha [ele estava numa solitária] — faz exercícios? Fico deprimida ao pensar que você está só. Sonho sempre com você e a pequena [Anita], mas pela manhã o despertar é amargo”.

Como blockova, Olga Benario acordava as detentas, sacodindo as que não queriam se levantar, informando-as que, se não o fizesse, apanhariam das guardas. Ela grita: “Para fora, para fora”. É o sinal para as prisioneiras saírem para trabalhar. Entre suas funções estava a de servir a sopa e contar as mulheres. As exaustas caem e são espancadas. “Olga fica de pé e assiste à cena em que a guarda Fraede as espanca.” Sarah Helm não apresenta evidências de que Olga Benario, a serviço da SS em Ravensbrück, agisse com brutalidade com as prisioneiras; pelo contrário, procurava ajudá-las, orientando-as a escapar da violência das guardas. “Circulando pelos blocos, Olga chega a conhecer melhor as mulheres e elas passam a conhecê-la e a esperar suas visitas; até as ‘burguesas’ vienenses param de chamá-la de vermelha e vaca bolchevique porque ela as ajuda, ensina-as a comer devagar para matar a fome e a se despiolharam entre si. ‘Não desistam’, diz. ‘Juntem-se para ficar aquecidas’.”

Como blockova, Olga Benario tem direito a papel e, a partir de informações colhidas no jornal nazista “Völkischer Beobachter”, “desenha mapas em miniatura para as mulheres acompanharem o avanço da guerra”. Sarah Helm revela que desenhava “muito bem e as mulheres do bloco” admiravam seu talento.

Protesto e morte
Em novembro de 1939, as prisioneiras judias foram isoladas. “As portas foram travadas e as janelas tapadas com tábuas.” Por isso as cartas de Olga Benario cessaram. A guarda Emma Zimmer castigava as presas de maneira impiedosa. “Quase enlouquecemos de terror”, relatou a sobrevivente Ida Hirschkron. “O pesadelo se estendeu por três semanas, e certamente teria durado mais se Olga não tivesse agido. ‘Então a nossa blockova Olga Benario-Prestes ousou pedir a Zimmer que pusesse fim àquela situação insuportável’. Aquilo foi de um atrevimento sem precedentes. Até então, nenhuma prisioneira, e certamente nenhuma blockova, tinha ousado confrontar uma guarda e, segundo Ida, o protesto de Olga enfureceu Zimmer”, anota Sahan Helm. A guarda ameaçou mas Koegel impediu que as judias fossem fuziladas. Em seguida, as prisioneiras foram “buscar ferramentas e, depois, cavoucar areia”. As guardas colocavam cachorros para atacar as prisioneiras, que ficavam muito feridas.

O motivo do isolamento e espancamento das judias tinha a ver com o fato de que o marceneiro Georg Elser havia tentado matar Hitler. “Em vingança, os judeus nos campos de concentração foram punidos.” O protesto de Olga Benario, cobrando o fim do confinamento, foi co­rajoso. “Como resultado do seu protesto, a punição foi suspensa e as portas foram abertas.”

Quase no final de dezembro de 1939, Olga Benario volta a escrever para Leocádia e Lygia Prestes. A comunista continuava como blockova, sinal de que era eficiente e disciplinadora (o que não significa que fosse cruel). Certa feita, permitiu que uma menina cigana, de 3 anos, dormisse um pouco mais, porque estava doente. Johann Kantschuster, da SS, “agarrou a criança pelos cabelos, levou-a para o lago e a afogou”.

Quando Margarete Buber-Neumann chegou a Ra­vens­brück e contou as barbaridades do Gulag de Stálin, as comunistas, chocadas e irritadas, decidiram boicotá-la. “Olga Benario propôs que Grete levasse bola preta e o comitê comunista concordou.” Mesmo num campo de concentração, o stalinismo vigorava. Ressalve-se que Judith Buber Agassi, filha de Margarete Buber-Neumann, não acredita que a bola preta tenha sido articulada por Olga Benario. “Minha mãe sempre expressou admiração por Olga.” Mas Judith Buber Agassi confirma que as comunistas a trataram mal.

Em 1940, entre julho e novembro, por ter participado da encenação de uma peça de teatro, Olga Benario foi levada para o bunker e, depois, perdeu o posto de blockova. Passou a descarregar tijolos e, como as outras mulheres, ficou com as mãos feridas. Ao contrário das outras, as judias não podiam ser atendidas. “O médico chefe, Walter Sonntag, se recusava a tratar judeus.” Mas certa vez deixou Olga Benario usar luvas. Porém, quando a comunista carregou nos braços uma mulher doente e magérrima, levando-a ao hospital, Sonntag começou a gritar: “Porca judia” e “puta judia”. “Ele chutou Olga e a derrubou junto com a mulher que carregava. Ol­ga foi duramente espancada” e ficou várias semanas na solitária do bunker.

Em dezembro de 1940, Leocádia Prestes enviou uma fotografia de Anita Prestes para Ravensbrück. Olga Benario continuava lendo jornais, de maneira clandestina, “e começou a escrever um minijornal do campo em pedaços minúsculos de papel”.

Em maio de 1941, voltou a escrever a Luiz Carlos Prestes: “Do outono à primavera a gente sobrevive com base na esperança, depois olha para adiante novamente, para o próximo inverno. Por quanto tempo mais? Essa é a única pergunta urgente”. Em setembro, parou de escrever. “É quase certo que Olga tenha passado aquele verão na solitária escura do bunker, incapaz de escrever ou receber cartas, e muito só”, frisa Sarah Helm.

Passaporte de Luiz Carlos Prestes e Olga Benario, agente de Stálin, quando vieram para o Brasil com o objetivo de organizar uma revolução comunista

Passaporte de Luiz Carlos Prestes e Olga Benario, agente de Stálin, quando vieram para o Brasil com o objetivo de organizar uma revolução comunista

A SS estava satisfeita com o apoio das prisioneiras para gerir o campo. As presas políticas eram auxiliares eficientes. Mas a SS começou a matar algumas detentas. Em dezembro, Olga Benario escreveu a Luiz Carlos Prestes: “Só espero ter a força mental e as condições físicas necessárias para ser capaz de aguentar o inverno que se aproxima. A questão é só se este será o meu último”.

Hitler ordenara, em outubro de 1941, “a deportação de todos os judeus alemães”. Famílias inteiras estavam desaparecendo. Em Ravensbrück, mulheres estavam sendo selecionadas para os campos de extermínio na Polônia, como Auschwitz.

Em fevereiro de 1942, quando disseram que estavam reunindo as prisioneiras na casa de banho, Olga Benario disse às companheiras: “Isto é o fim. (…) É um transporte de extermínio”. “Maria Wiedmaier lembrou: ‘Olga disse que, se aquilo ‘fosse a morte certa’, ela tentaria escapar”. E, de fato, chegou a ordem: “Prepare as mulheres para o transporte”.

Sarah Helm revela que “as primeiras a deixar os blocos foram as judias, mas nem todas foram chamadas. Dentre as que ficaram estava Olga Benario”. As mulheres foram levadas em caminhões. As doentes foram as primeiras a serem transportadas. Judias que estavam sãs também foram levadas. Mas muitas, como a mulher de Luiz Carlos Prestes, ainda ficaram.
Olga Benario foi levada pela SS provavelmente depois de 19 de fevereiro de 1942. “Neste dia, ela escreveu carta para Lygia e Leocádia, colocando dentro do envelope uma para Luiz Carlos.” Desesperada, pede que continuem lutando por sua emigração.
Quando os nazistas a levaram, Olga Benario disse para Bertha Teege: “Se chegar ao ponto de que nos queiram matar, eu vou lutar”. É praticamente certo que a judia comunista tenha sido assassinada no centro de gaseamento do manicômio de Bernburg (cidade alemã ao sul de Berlim). Ela tinha 34 anos. A mãe de Olga, Eugenia, e o irmão, Ernst, “foram gaseados em Auschwitz”. ­ l

Carta de Olga Benario para Luiz Carlos Prestes

Meu querido Karli,

Acabei de receber sua carta de 12 de outubro. Admiro como você está progredindo no alemão e fico realmente sensibilizada com seus esforços. Recentemente, nossa correspondência ficou de novo prejudicada, e também não tive a possibilidade de escrever. Mas ambos sabemos que nossa relação não se abate com dificuldades externas.

No momento, tenho prazer pelo fato de os dias serem mais longos, esperando que o inverno termine logo. Você pode ter certeza de que jamais janeiro e fevereiro foram tão compridos como os atuais. Deve estar um calor de rachar onde você se encontra agora. Você está muito magro? E quanto aos cabelos grisalhos? O que você está lendo? As cartas são os únicos momentos felizes para mim, só que elas têm chegado cada vez menos nos últimos meses. Leio e releio a descrição do terceiro aniversário de Anita [em 27 de novembro]. Estranho, no entanto, que em meus sonhos ela teima em aparecer como o bebê que conheci, e não como a garotona que está crescendo no México. Tínhamos tanta coisa a debater sobre o modo de a criarmos… Como sempre, abraço-o com todo o meu amor, com todo o meu coração.

Sua Olga

Nota da redação: Na nota 8 (página 859), a respeito do capítulo Bernburg, Sarah Helm escreve: “Na biografia ‘Olga’, Fernando Morais cita uma última carta, na qual Olga teria dito ‘adeus’ e teria falado de ‘se preparar para a morte’. Porém, nos arquivos não há resquícios dessa carta e sua autenticidade é duvidosa”. Uma das principais fontes da escritora e jornalista britânica é Anita Leocádia Prestes, a filha de Olga Benario e Luiz Carlos Prestes. Ela é doutora em história e fará 81 anos no fim deste ano

Link original: http://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/imprensa/olga-benario-serviu-ss-como-blockova-no-campo-de-concentracao-nazista-de-ravensbruck-91484/

RÚSSIA: Teste em livros religiosos começa (Inglês)


Por Victoria Arnold, Forum 18

Onze muçulmanos carregada ou em julgamento por reunião para estudar teólogo turco Disse obras de Nursi enfrentar até seis anos de prisão se for condenado. O julgamento de três homens começaram no Daguestão, enquanto outro continua em Blagoveshchensk. Duas Testemunhas de Jeová também permanecem em julgamento criminal.

O julgamento de três muçulmanos acusados de “atividades extremistas” para a reunião para estudar as obras do teólogo turco Said Nursi começou na capital do Daguestão Makhachkala, com a primeira audiência completa em 3 de abril. O julgamento de um outro muçulmano com os mesmos fundamentos continua em Blagoveshchensk no Amur Região do Extremo Oriente. Processo penal contra outros dois devem começar no próximo mês em Krasnoyarsk.

O serviço de segurança FSB foi prorrogado até 2 de Maio, a sua investigação de mais quatro muçulmanos em Novosibirsk que lêem as obras de Nursi (veja abaixo).

Os onze agora carregada ou em julgamento por reunião para estudar as obras de Nursi enfrentar grandes multas ou até seis anos de prisão se for considerado culpado.

Duas Testemunhas de Jeová acusado de “extremismo” relacionados com “ofensas” em Moscou Região têm enfrentado atrasos repetidos ao seu julgamento criminal desde o juiz ordenou ainda mais “análise de especialistas” em novembro de 2016 (veja abaixo).

O julgamento de Stavropol ateu Viktor Krasnov terminou com a expiração do prazo de dois anos em processos criminais. Ele foi processado sob Código Penal o artigo 148, Parte 1 ( “ações públicas expressando desrespeito óbvio para a sociedade e comprometida com a intenção de insultar os sentimentos religiosos dos crentes”) (veja abaixo).

Casos Nursi

Todos os quatro procedimentos penais em curso de muçulmanos que estudam as obras de Nursi ter surgido de circunstâncias semelhantes às dos casos anteriores: as pessoas que se encontraram para ler e discutir os livros de Nursi são acusados de criar “células” da organização banida “extremista” “Nurdzhular” , que os muçulmanos na Rússia negar existe.

Os promotores então apresentar acusações sob Código Penal o artigo 282.2, quer ao abrigo da Parte 1 ( “Organização da atividade de uma associação social ou religiosa ou outra organização em relação ao qual um tribunal tenha adoptado uma decisão legalmente em vigor em liquidação ou proibir a actividade em conexão com a realização de atividades extremistas “) ou Parte 2 (” a participação na actividade de uma associação social ou religiosa ou outra organização em relação ao qual um tribunal tenha adoptado uma decisão legalmente em vigor em liquidação ou proibição da atividade em conexão com a realização de atividades extremistas “) (ver Forum 18 de ‘extremismo’ a Rússia levantamento liberdade religiosa http://www.forum18.org/ archive.php? article_id = 2,215 ).

Os 11 muçulmanos acusados estão sendo processados sob a versão de pré-julho 2016 do Código Penal o artigo 282.2. Se condenado na parte 1, eles poderiam receber multas de 300.000 a 500.000 rublos, o trabalho forçado de até cinco anos, ou penas de prisão de até seis anos. Se condenados ao abrigo da Parte 2, os tribunais poderiam entregar para baixo multas de até 300.000 rublos, o trabalho forçado de até três anos, ou penas de prisão de até quatro anos.

O chamado pacote anti-terrorismo Yarovaya introduziu penas mais severas para crimes relacionados com o extremismo em Julho de 2016. Estes incluíram um aumento na pena máxima de prisão de dez anos ao abrigo do artigo 282.2, Part 1, e seis anos ao abrigo da Parte 2 (ver 18 Fórum de “extremismo” A Rússia levantamento liberdade religiosa http://www.forum18.org/ archive.php? article_id = 2,215 ). Não há processos sob esses termos alterados são conhecidos por terem sido iniciada entre 20 de julho de 2016 e início de abril de 2017.

As sanções pecuniárias mesmo se não condenados

Funcionários colocaram ambos os réus Testemunhas de Jeová e todos os onze dos muçulmanos atualmente sendo processado na lista de “terroristas e extremistas” mantidos pelo Serviço Federal de Monitoramento Financeiro (Rosfinmonitoring). (Krasnov nunca apareceu como ele não foi acusado de um delito relacionado com o extremismo.) Os bancos são, assim, obrigados a congelar os seus bens. Em 30 de Janeiro de 2014, a lei foi relaxada para permitir que pequenas transações que não excedam 10.000 rublos por mês. (Para uma descrição detalhada desta lista negra financeira, veja Forum 18 de levantamento Rússia Extremismo http://www.forum18.org/ archive.php? Article_id = 2,215 ).

Julgamento Daguestão começa

Três muçulmanos que lêem as obras de Nursi ter ido a julgamento na o capital do Daguestão Makhachkala. Ziyavdin Badirsoltanovich Dapayev (nascido em 12 de maio de 1982) está enfrentando acusações ao abrigo do artigo 282.2, Part 1, por supostamente organizar uma “célula Nurdzhular”. Em julgamento com ele sob as mesmas acusações são os irmãos Sukhrab Abdulgamidovich Kultuyev (nascido em 13 de novembro, 1981) e Artur Abdulgamidovich Kultuyev (nascido em 15 de Junho de 1986).

Depois de uma audiência preliminar em 20 de Março, a sua primeira audiência completa ocorreu em 3 de abril perante o juiz Magomed Nasrutdinov no Tribunal Distrital de Lênin Makhachkala. O caso está sendo ouvido em audiência pública e três parentes dos réus estavam presentes, o advogado de Dapayev Murzatali Barkayev disse ao Forum 18 no dia 3 de abril. É improvável que haverá um veredicto em breve, acrescentou. A próxima audiência é devido em 12 de abril, às 14h30 Makhachkala tempo.

Dapayev ainda está sendo mantido em uma prisão investigação, Imam Ilhom Merazhov, que tem acompanhado o caso, confirmou ao Forum 18 no dia 30 de março. Ele foi detido lá desde 2016 de março, quando 14 muçulmanos foram presos em uma série de ataques em todo Daguestão (a maioria dos quais foram liberados mais tarde) (ver F18News 11 de abril de 2016 http://www.forum18.org/ archive.php? Article_id = 2,166 ). Oficiais do FSB apreendidos centenas de livros, bem como telefones e computadores, desde casas dos suspeitos. Os irmãos Kultuyev permanecer sob restrições de viagem. Todos os três homens aparecem na lista Rosfinmonitoring de terroristas e extremistas.

Endereço prisão de Dapayev é:

367012 Respublika Daguestão

Makhachkala

ulitsa Levina 45

Sledstvenny Izolyator No. 1

Rússia

Esta é a segunda vez Dapayev foi acusado de “atividades extremistas” para estudar as obras de Nursi. Em maio de 2011, ele recebeu uma pena suspensa de três anos, que foi confirmada em recurso, eo tribunal decidiu que os livros pertencentes a ele deve ser destruído (ver F18News 21 jun 2011 http://www.forum18.org/archive.php ? article_id = 1,582 ). Depois Dapayev desafiou a decisão destruição, alguns livros foram devolvidos, mas até 70 cópias de escritos de Nursi em tradução foram novamente condenada a ser destruído (ver F18News 21 de março de 2012 http://www.forum18.org/ archive.php? Article_id = 1682 ).

Ensaios Krasnoyarsk iminente

Andrei Nikolayevich Dedkov (nascido em 16 de junho de 1979) é devido a aparecer no tribunal em abril sob a acusação de organizar uma “célula” de “Nurdzhular”. Ele foi libertado da prisão preventiva em 3 de março (após quase um ano sob custódia) e colocado sob restrições de viagem, Imam Merazhov, que tem vindo a seguir o seu caso, disse ao Forum 18 no dia 5 de março.

Dedkov foi acusado pela terceira vez ao abrigo do artigo 282.2, Part 1, para organizar encontros de muçulmanos para ler as obras de Said Nursi. Os promotores apresentaram o caso ao Tribunal Distrital Soviética de Krasnoyarsk e a primeira audiência é devido em 18 de abril, um companheiro muçulmano que lê as obras de Nursi disse ao Forum 18 no dia 27 de março.

Andrei Gennadyevich Rekst (nascido em 14 de Março de 1994) foi cobrado ao mesmo tempo que Dedkov nos termos do artigo 282.2, Part 2, por “participação em” suposta célula. Ele em breve irão à julgamento em Sverdlovsk Tribunal Distrital, mas nenhuma data para a audiência ainda não foi definida. Ele está atualmente em liberdade sob fiança.

Os promotores também estão buscando ter literatura religiosa apreendido em casa do Rekst declarado “extremista”. Uma audiência preliminar foi realizada antes do juiz Natalya Bogdevich em Sverdlovsk Tribunal Distrital em 27 de março, em que a primeira audiência completa foi agendada para 25 de abril, de acordo com o site do tribunal.

Os agentes da lei confiscaram os livros durante uma busca de Rekst do apartamento em março de 2016. FSB-nomeado “especialistas”, que também examinou gravações de vigilância de conversas vários muçulmanos em Krasnoyarsk durante grande parte de 2015, determinou que Rekst possuía “alguns títulos em quantidade maior do que o necessário para uso pessoal, o que indica a possibilidade de espalhar as idéias dos ensinamentos de Said Nursi”(ver F18News 1 de fevereiro de 2017 http://www.forum18.org/ archive.php? article_id = 2,251 ).

Ambos Rekst e Dedkov aparecer na lista Rosfinmonitoring de terroristas e extremistas.

Julgamento Blagoveshchensk continua

O julgamento de Yevgeny Lvovich Kim (nascido em 5 de outubro de 1974) continua em Blagoveshchensk City Court perante o juiz Aleksei Salnikov. As próximas audiências são devidos em 18 e 19 de Abril.

As audiências mais recentes, em 28 e 30 de Março, com foco na inquirição de testemunhas de acusação, um companheiro muçulmano que lê as obras de Nursi disse ao Forum 18 de Blagoveshchensk em 4 de abril. Estas testemunhas, todos os muçulmanos a quem o FSB tinha inicialmente detidos juntamente com Kim, “recusou-se a corroborar os testemunhos tinham dado durante a investigação preliminar, explicando que não tinha dito essas coisas [e] que tinham sido interrogado algemado”.

Tanto o tribunal eo Amur Região FSB, que conduziu a investigação, têm repetidamente se recusou a responder a qualquer Fórum 18 de dúvidas sobre as razões e andamento do processo.

O FSB completado a sua investigação de Kim e apresentou-o ao Gabinete do Amur Procuradoria Regional em 14 de Novembro de 2016. O arquivo do caso, visto pelo Forum 18, corre para 135 páginas, incluindo depoimentos de testemunhas, relatórios de incursões e pesquisas, inventários de materiais apreendidos, e os resultados da análise de especialistas da literatura religiosa apreendidos.

De acordo com as acusações formais, Kim “sistematicamente organizada a realização de encontros religiosos, unidos por um tema – o estudo das obras de Said Nursi, que são a base da ideologia da organização religiosa internacional Nurdzhular, que ameaça inter-étnica e estabilidade inter-confessional na sociedade e a integridade territorial do estado”.

Kim é acusado de armazenar materiais didáticos e livros religiosos em seu apartamento “alguns dos quais são reconhecidos como extremista literatura”, e de ler e comentar de Nursi “Risale-i Nur” (Mensagens de Luz) coleção em alegados encontros, pelo qual ele supostamente assumiu um “papel de liderança”.

O arquivo do caso observa que Kim se recusou a admitir a culpa por todo o período de inquérito, não reconhece a existência de “Nurdzhular”, e não se considera um membro.

Kim também foi acusado nos termos do artigo 282, Parte 1 ( “ações voltadas para a incitação ao ódio ou inimizade, bem como humilhação de uma pessoa ou grupo”, com base no sexo, raça, nacionalidade, língua, origem, atitude à religião, ou grupo social). De acordo com os investigadores do FSB “, por meios verbais e não verbais .. ele exerceu um efeito líder, dirigindo, unificando e ativo na subconsciência, consciência, vontade e comportamento das pessoas que frequentam as reuniões, com o objetivo de formular neles um sentimento de ódio e inimizade, e também de humilhar a dignidade de uma pessoa ou grupo de pessoas em razão da religião e agrupamento social “e” inculcar a crença na superioridade social e religiosa dos seguidores dos ensinamentos de ‘Risale-i Nur ‘”.

Este custo adicional é incomum para um caso relacionado a Nursi. Forum 18 sabe de apenas duas outras pessoas que lêem os escritos de Nursi que foram levadas a tribunal por esta alegada ofensa desde que os trabalhos começaram a ser proibido em 2007 – Ilham Islamli foi condenado nos termos do artigo 282, Parte 1, sozinho em agosto de 2010; em setembro de 2011, Rashid Abdulov foi condenado nos termos do artigo 282, Parte 2 (v), bem como o artigo 282.2, Part 1 (ver F18News 14 de outubro de 2011 http://www.forum18.org/ archive.php? article_id = 1,625 ) .

Kim e vários amigos foram detidos e interrogados depois de uma unidade de FSB armados invadiram apartamento de Kim em 26 de dezembro de 2015, durante um encontro para celebrar o aniversário do profeta muçulmano Maomé (veja F18News 21 jan 2016 http://www.forum18.org/ arquivo .php? article_id = 2,141 ). Todos, mas Kim foram liberados mais tarde.

Amigo de Kim Anton Pavlovich Starodubtsev (nascido em 04 de abril de 1980) também foi acusado nos termos do artigo 282.2, Part 2, mas seu paradeiro continua desconhecido. Após sua detenção inicial, Starodubtsev reclamou do tratamento que recebeu durante tanto detenção e interrogatório, incluindo ameaças e tentativa de chantagem, e negou categoricamente qualquer envolvimento em atividades extremistas (veja F18News 11 de abril de 2016 http://www.forum18.org/ arquivo .php? article_id = 2,166 ).

Ambos Kim e Starodubtsev foram adicionados à lista Rosfinmonitoring de terroristas e extremistas.

Investigação Novosibirsk estendida

A investigação FSB de Imam Komil Olimovich Odilov (nascido em 18 de agosto de 1975) e três outros muçulmanos em Novosibirsk foi prorrogado até 02 de maio, o advogado de Odilov Yuliya Zhemchugova disse ao Forum 18 no dia 16 de março. Ela espera que o caso será então submetido ao Tribunal Distrital de outubro, a cidade.

Os quatro homens, então, ter sido sob investigação por dezessete meses, Fórum 18 notas. Durante este tempo, Odilov foi realizada em prisão preventiva durante nove meses, antes que ele foi lançado e colocado sob restrições de viagem no início de setembro de 2016. Dois de seus companheiros de réus – Uralbek Karaguzinov (nascido em 21 de julho de 1954) e Mirsultan Takhir-ogly Nasirov (nascido em 8 de Outubro de 1997) – também estão sob restrições de viagem. O paradeiro do terceiro, Timur Muzafarovich Atadzhanov (nascido em 21 de abril de 1988), permanecem desconhecidos, e ele foi adicionado à lista de procurados federal.

Os promotores acusaram Odilov sob Código Penal o artigo 282.2, Part 1 pela suposta “organização” de uma célula “Nurdzhular”. Karaguzinov, Nasirov e Atadzhanov foram acusados nos termos do artigo 282.2, Part 2, por suposta “participação” em uma célula “Nurdzhular”.

Odilov, Karaguzinov, Nasirov e Atadzhanov estavam entre nove muçulmanos originalmente detidos pelo serviço de segurança FSB em um café do Azerbaijão em Novosibirsk, na noite de 5 de Dezembro de 2015 (ver F18News 29 jun 2016 http://www.forum18.org/ archive.php ? article_id = 2,193 ). A maioria foi libertada na manhã seguinte depois de questionar, mas oficiais procurou suas casas e confiscou cópias de livros de Nursi de Odilov do plano, juntamente com o seu computador e telefone.

Todos os quatro homens aparecem na lista Rosfinmonitoring de terroristas e extremistas.

Por que a campanha contra leitores Nursi?

Nada nos escritos de Nursi aparece para defender o ódio, a violência, ou a violação de qualquer direito humano. Apesar disso, numerosos tribunais inferiores em toda a Rússia decidiram que várias traduções russas de suas obras (e de alguns outros textos islâmicos e Testemunhas de Jeová) são “extremistas”, e tê-los adicionado a Lista Federal do Ministério da Justiça de Materiais Extremistas (ver Forum 18 de “extremismo” A Rússia levantamento liberdade religiosa http://www.forum18.org/ archive.php? article_id = 2,215 ).

Os motivos para a campanha nacional permanente da Rússia contra leitores das obras de Nursi são obscuras, com bastante diferentes razões oferecidas para a proibição escritos Nursi e “Nurdzhular” em diferentes contextos. A principal causa, no entanto, parece ser oposição estado à influência espiritual e cultural “estrangeiro” (ver Forum 18 de “extremismo” A Rússia levantamento liberdade religiosa http://www.forum18.org/ archive.php? Article_id = 2,215 ).

Pouco ou nenhum raciocínio é dada nas decisões judiciais que adicionou obras de Nursi à Lista Federal, Forum 18 notas. Entre os poucos casos específicos de “extremismo” citou, por exemplo, são descrições de não-muçulmanos de Nursi como “frívola”, “filósofos” e “vazio-faladores”. A liberdade de criticar qualquer crença religiosa ou não-religiosa é, no entanto, uma parte central da liberdade de religião e de crença (ver Forum 18 de “extremismo” levantamento Rússia liberdade religiosa http://www.forum18.org/ archive.php? article_id = 2,215 ).

Julgamento Testemunha de Sergiyev Posad Jeová adiada novamente

O julgamento “extremismo” de Vyacheslav Yuryevich Stepanov (nascido em 20 de março de 1977) e Andrei Petrovich Sivak (nascido em 28 de marco, 1974) foi adiada em 22 de março pela sétima vez desde Juiz Lidiya Baranova ordenou uma análise mais aprofundada de especialistas para ser realizada em novembro de 2016. a audiência é agora devido em 10 de abril, de acordo com o website de Sergiyev Posad City Court.

Sivak e Stepanov foram indiciados sob Código Penal o artigo 282, Parte 2, com incitamento ao ódio religioso (ver F18News 26 de janeiro de 2017 http://forum18.org/ archive.php? Article_id = 2,250 ).

Os dois homens foram originalmente absolvido deste crime em 2016 de março, quando o juiz Yelena Aminova concluiu que os encontros religiosos que tinham organizado tinha “um, caráter discursivo educacional” e que “pontos de vista inerentes à religião são avaliados como verdadeiros e corretos, que é uma característica importante integrante do discurso religioso”. Em maio de 2016, no entanto, Moscou Tribunal Regional anulou decisão do Juiz Aminova a pedido do Ministério Público, e enviou o caso de volta para re-exame.

Código Penal o artigo 282, Parte 2, pune executada publicamente “ações voltadas para a incitação ao ódio ou inimizade, bem como humilhação de uma pessoa ou grupo”, com base no sexo, raça, nacionalidade, língua, origem, atitude à religião, ou grupo social, quando cometido a) com violência ou ameaça de violência; b) por uma pessoa que usa a sua posição oficial; c) por um grupo organizado (dos quais Stepanov e Sivak são acusados).

Se for considerado culpado, Stepanov e Sivak enfrentar uma multa de até 600.000 rublos, até 5 anos de trabalho forçado, ou até 6 anos de prisão. Eles já foram adicionados à lista Rosfinmonitoring de terroristas e extremistas.

O julgamento de Stavropol ateu termina

Em 15 de fevereiro, um magistrado Stavropol suspendeu o julgamento do blogger ateu Viktor Krasnov (conhecido na mídia social como Viktor Kolosov), alegando que o limite de dois anos sobre o processo criminal tinha expirado. Krasnov estava sendo julgado sob Código Penal o artigo 148, Parte 1 ( “ações públicas expressando desrespeito óbvio para a sociedade e comprometida com a intenção de insultar os sentimentos religiosos dos crentes”).

Em janeiro, ele pediu que seu julgamento deve prosseguir após o termo do prazo de prescrição. No que seria a sua audição final, no entanto, Krasnov disse que viu “nenhum ponto em outros processos judiciais, uma vez que o tribunal está a ignorar todos os argumentos da defesa” e pediu “para acabar com este circo”, de acordo com a fevereiro pós 15 em sua página VKontakte. De acordo com a decisão por escrito do tribunal, visto por Forum 18, o limite de dois anos foi alcançado em 1 de Novembro de 2016.

Os promotores acusaram Krasnov de “crimes” cometidos on-line na rede social Vkontakte, incluindo afirmando que “não há Deus” e chamando a Bíblia “uma coleção de contos de fadas judeus”. Krasnov também descrito como “lixo” um verso na primeira carta de São Paulo aos Coríntios afirmando que: “Cristo é a cabeça de todo homem, e o marido é a cabeça da mulher, e Deus é a cabeça de Cristo”. Entre outras observações, Krasnov descrito igreja participando na Páscoa e Natal como “mentalidade de rebanho”. A liberdade de criticar qualquer crença religiosa ou não-religiosa é parte da liberdade internacional da Rússia de obrigações Religião e crenças (ver F18News 03 de dezembro de 2015 http://www.forum18.org/ archive.php? Article_id = 2,128 ).

Um total de 19 audiências ocorreu antes do juiz Aleksandr Filimonov do Tribunal # 6 mais de 15 meses de Stavropol magistrado (incluindo a suspensão do processo para posterior “análise de especialistas”, a ser realizado). Durante este tempo, as “vítimas” de alegada ofensa de Krasnov repetidamente não apareceu, e de Stavropol Patriarcado de Moscou Diocese não conseguiu enviar um representante (tal como solicitado pelo advogado de Krasnov) para estabelecer exatamente quem estava sendo defendidos pelo Estado – interlocutores online ou todos de Krasnov crentes ortodoxos russos (veja F18News 01 fevereiro de 2017 http://www.forum18.org/ archive.php? article_id = 2,251 ).

Link original: http://www.forum18.org/archive.php?article_id=2270

Evento: Testemunhas de Jeová comemoram lançamento de nova edição da Bíblia Sagrada


Além de um exemplar gratuito da Bíblia, um PDF da edição impressa e uma versão eletrônica no novo aplicativo Biblioteca JW podem ser baixados de graça

Cerca de um milhão de Testemunhas de Jeová comemoram novo lançamento

Cerca de um milhão de Testemunhas de Jeová comemoram novo lançamento

As Testemunhas de Jeová em todo o país anunciaram o lançamento de uma edição revisada em português da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada. O evento oficial ocorreu nesse domingo (22), foi gerado no Salão de Assembleias das Testemunhas de Jeová em Cesário Lange, estado de São Paulo e transmitido para todo Brasil. Igrejas da região de Cajazeiras e Sousa não somente assistiram como já receberam exemplares da nova edição.

Em uma reunião especial, assistida simultaneamente por mais de 1 milhão de pessoas, David Splane, membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, lançou a edição revisada da Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada em português.

A atual Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia tentou refletir as mudanças da linguagem moderna e esclarecer certas expressões bíblicas, deixando o texto mais fácil de ler e entender. Com base em análises adicionais dos Rolos do Mar Morto e de outros manuscritos antigos, essa revisão também inclui mais seis ocorrências do nome divino: Juízes 19:18; 1 Samuel 2:25; 6:3; 10:26; 23:14; 23:16.

Além de um exemplar gratuito da Bíblia, um PDF da edição impressa e uma versão eletrônica no novo aplicativo Biblioteca JW podem ser baixados de graça no site http://www.jw.org.

 

Veja abaixo a importância da Tradução do Novo Mundo da Bíblia

A BÍBLIA – GRANDE VALOR, MELHOR ENTENDIMENTO

Nova tradução facilita leitura, estudo e pesquisa do mais importante livro de todos os tempos

A Bíblia precisa ser entendida, pois é um livro de grande valor e essencial para o crescimento espiritual.

Com o passar dos anos, os idiomas mudam ganham novas palavras e novos significados. Assim, atualizar e revisar a Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada produzida pelas Testemunhas Cristãs de Jeová se tornou necessário para que seu valor e compreensão alcancem o maior número de pessoas.

Os idiomas sofrem modificações com o passar do tempo, portanto, tornou-se necessário revisar a tradução da Bíblia para que ela continue sendo entendida. Se a Bíblia não for entendida, perde seu valor.

Por que foi preciso fazer uma revisão da “Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas”?

Desde o lançamento da edição original da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas em inglês em 1950 e em português em 1967, houve um progresso muito grande no entendimento das línguas em que a Bíblia foi originalmente escrita, o hebraico, aramaico e grego. Novos manuscritos descobertos, mais antigos do que aqueles disponíveis quando da publicação original da Tradução do Novo Mundo, trouxeram maior refinamento no texto-padrão da Bíblia.

Esses refinamentos ampliaram a utilização do nome de Deus, Jeová. Pesquisas posteriores revelaram seis lugares adicionais em que o nome divino, Jeová, deveria aparecer na Bíblia. Elas estão em Juízes 19:18 e em 1 Samuel 2:25; 6:3; 10:26; 23:14, 16. Assim, agora o nome de Deus, Jeová, aparece na Tradução do Novo Mundo 7.216 vezes, incluindo 237 vezes nas Escrituras Gregas Cristãs.

Algumas características da Tradução do Novo Mundo

1 – NOTAS DE RODAPÉ: Diversas notas foram incluídas para informar (1) traduções alternativas para expressar a mesma ideia; (2) traduções alternativas que transmitem uma ideia diferente, mas que sejam aceitáveis; (3) tradução literal de expressões hebraicas, aramaicas e gregas e (4) o significado de nomes e outras informações relevantes sobre o fundo histórico.

2 – UMA INTRODUÇÃO À PALAVRA DE DEUS: Contém textos que respondem a 20 perguntas bíblicas.

3 – APÊNDICE A: Considera princípios de tradução da Bíblia, características dessa revisão e o nome divino nas Escrituras.

4 – APÊNDICE B: Inclui mensagens bíblicas, mapas, diagramas e outras ajudas para o estudo da Bíblia.

5 – ESBOÇO DO CONTEÚDO: No início de cada livro bíblico há uma breve visão geral do livro e ajuda o leitor a localizar facilmente uma passagem bíblica.

6 – REFERÊNCIAS CRUZADAS: Cada página contém referências que direciona o leitor a um texto bíblico relacionado.

7 – ÍNDICE DE PALAVRAS BÍBLICAS: Contém uma lista de palavras e sua localização na Bíblia; contém um pequeno trecho da frase onde a palavra aparece.

8 – GLOSSÁRIO DE TERMOS BÍBLICOS: Pequeno dicionário bíblico que explica palavras e expressões de acordo com o seu uso na Bíblia.

Link original: http://www.diariodosertao.com.br/artigos/v/religiao/evento–testemunhas-de-jeova-comemoram-lancamento-de-nova-edicao-da-biblia-sagrada/20150324164738

O ANTISSEMITISMO NA PELÍCULA O MENINO DE PIJAMA LISTRADO


História e Cinema
Ailton Rodrigues Rocha Santos
Graduando em História pela Universidade Federal de Sergipe
Bolsista do Programa de Educação Tutorial PET/ História
E- mail:ailton.historia@outlook.com

O ódio aos povos de ascendência judaica não é algo atual. Por ser uma das etnias mais antigas do mundo, o povo judeu reúne ao longo de sua história vários inimigos, seja por disputas territoriais, questões religiosas, políticas ou econômicas. Entretanto, nunca se viu uma aversão tão exacerbada a esse povo como a que ocorrera por parte dos nazistas durante o período em que Adolf Hitler governou a Alemanha. Em virtude desse ódio, milhares de judeus foram mortos nos campos de concentração, nas câmaras de gás ou de outras maneiras.

Com o intuito de retratar esse antissemitismo, foi lançado em 2008 o filme O Menino do Pijama Listrado. Dirigido por Mark Herman, a obra cinematográfica têm em Bruno (Asa Butterfield), Shmuel (Jack Scanlon), Ralf, pai de Bruno (David Thewlis) e Elsa, mãe de Bruno (Vera Farmiga) os principais atores do elenco.

Em um primeiro momento o telespectador não consegue observar sinais antissemíticos no filme, mas com o decorrer das cenas esses sinais tornam-se evidentes. Tudo começa quando Ralf, um oficial do exército nazista, assume um cargo importante, tendo como área de atuação um campo de concentração e precisa mudar-se com a sua família para este local. Bruno, filho do oficial, acostumado com as amizades que possuía na antiga casa, vê-se em um lugar sem muita opção de entretenimento. Isso gera no garoto tédio e ao mesmo tempo algumas curiosidades.

Vários fatores contribuem para que tais curiosidades sejam despertadas em Bruno, entre eles: o intenso movimento de soldados do exército nazi na residência e a “fazenda” que o menino consegue avistar de sua nova casa. A “fazenda” é na realidade o campo de concentração, no qual os judeus são submetidos a trabalhos forçados e onde até mesmo as crianças judias, obviamente, são mantidas presas. Uma dessas crianças era Shmuel, com quem Bruno irá desenvolver uma intensa amizade.

Essa amizade desenvolve-se de forma natural, já que os personagens possuem a mesma idade, ainda que ambos pertençam a povos e culturas diferentes.

Percebe-se que as duas crianças, protagonistas do longa, não conseguem compreender bem tudo o que estar acontecendo. Isso fica claro quando em uma das cenas o garoto Bruno faz uma indagação sobre o porquê do seu amigo Shmuel está vestindo aquele pijama listrado, referindo-se ao uniforme que era distribuído pelos nazistas aos semitas que viviam no campo de concentração.

Considerando esse fato, O Menino de Pijama Listrado diferencia-se de outras películas que se propuseram em retratar o antissemitismo, como por exemplo, A Lista de Schindler, pois ele não retrata de forma explícita cenas de assassinatos, nem de outras atrocidades sofridas pelos judeus.

Na verdade, o que o diretor Mark Herman procurou demonstrar foi uma visão infantil e inocente deste episódio. Isso não significa que o filme retrata o genocídio judaico de maneira “adocicada”.

Dada essa consideração, é necessário ressaltar que o nazismo fez várias vítimas e que a sua lista de “inimigos” era imensa, indo dos semitas, aos negros, homossexuais, ciganos, testemunhas de Jeová, entre outros. Ou seja, eram “inimigos” dos nazistas todos aqueles que não fizessem parte da “raça” ariana, que “atrapalhavam” o projeto de uma Alemanha centralizada.

Assim sendo, a lição que O Menino do Pijama Listrado nos dá é que a tolerância e o respeito entre povos diferentes é possível, a exemplo da que foi desenvolvida pelos garotos.

Link original: http://www.infonet.com.br/getempo/ler.asp?id=164497