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[As Beiras] Opinião – A novidade em Medicina (Portugal)


Imaginemos que temos um procedimento onde as complicações foram reduzidas a quase zero e a mortalidade praticamente inexistente e sempre mais dependente da avaliação de comorbilidades que do próprio acto. Ou seja – um doente com pouca saúde tem mais risco que um jovem. Ponto! e óbvio!

Não há durante o tempo auditado registo de dano e a satisfação de clientes é 100%. A par de um factor chamado de litigância da incerteza, como podemos justificar um novo procedimento para a mesma situação se a aferição descrita é de total qualidade? Nos gestos de rotina absoluta com auditoria constante, sem reporte de acidentes ou de lesões, como mediríamos o valor do risco da novidade em relação ao status quo? Teríamos de criar um modelo de estudo para regras admissíveis que toleram a inovação num contexto onde a monotonia se traduz em conforto e satisfação. Isto vem a propósito de por exemplo: 1- cirurgia de ambulatória e ausência de pernoita. 2- Introdução da laparoscopia na operação da vesícula ou da obesidade.

Estamos a abordar a novidade sobre o satatus quo. Assim recorremos ao Necker cube e aos muitos estudos da ambivalência das perspectivas como olhamos uma figura de 6 faces representada em duas dimensões para entender a importância de ter modelos que defendam os doentes da voracidade das novidades quer químicas quer instrumentais. Há a dimensão dos custos versus o negócio. A certeza e o conforto versus a curiosidade e a possibilidade de atingir mais e melhor. O problema estará também em que por mais consentimento informado que se coloque ao doente, dificilmente se pode entregar um saber de livros, de experiências, de partilha, com muitos anos, em algum tempo de conversa. A litigância está pois no caminho da novidade.

Regras de manutenção de qualidade obrigam a monitorização constante dos gestos e contabilidade dos resultados. Assim perante um dogma temos de estudar o valor do seu grau de evidencia com estudos alargados, aumentando o valor da amostra e verificando todas as variáveis da satisfação do cliente e a efectividade do procedimento. Um exemplo disto é o fast track (ERAS nos dias de hoje) em cirurgia do colon e o desconforto que ele provoca nos cirurgiões carregados de dogmas Mas também podemos medir a aversão à mudança ou a permissividade dos clínicos ao novo e ao arrojado em inquéritos dirigidos.

Um guideline é orientador para um universo semelhante mas deve ser constantemente comparado e avaliado. Só registos eficazes permitem estudos estatísticos sérios e por essa razão tabelas, check lists, triagens padronizadas podem garantir fiabilidade na avaliação posterior. A avaliação tem de estar sempre presente e serve para evoluir e nunca deve ser colocada no terreno áspero da culpabilização. A formação nasce da partilha dos saberes.

O doente, por sua vez é um ser complexo nas suas vertentes em separado e depois na conjugação de umas com outras. Imaginem seis faces de um cubo: 1- religião, 2- social, 3- alimentação, 4- corpo, 5- psíquico, 6- económico. Por exemplo, cruzem religioso e alimentar e encontram o mundo particular da comida onde o conceito halal é um desafio. Temos Religião e Corpo e estamos com testemunhas de Jeová e recusa de sangue.

O objectivo ideal é ter recomendações aferidas para sugerir procedimentos, evitar custos desnecessários e permitir uma melhor medicina. Devemos estar sempre a mudar “para a melhoria contínua?” Acho que não! As recomendações nascem desse trabalho árduo que consiste em aferir por estudos comparativos a validade das afirmações de cada um. Assim formamos os graus de evidência dos actos obtidos e tomados por válidos e sérios.
Este raciocínio explica a necessidade de melhores lideranças, de tolerância sem excitação, de certezas com perguntas em tudo o que concerne ao confronto do status quo com a novidade.

Link original: http://www.asbeiras.pt/2018/02/opiniao-a-novidade-em-medicina/

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[DN] Parlamento recusa petição para banir Testemunhas de Jeová (Portugal)


 ANTÓNIO COTRIM/LUSA

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A lei estabelece que o parlamento impeça a admissibilidade de petições quando o seu objeto é ilegal.

O parlamento recusou hoje uma petição que propunha banir de Portugal as Testemunhas de Jeová e “libertar as pessoas que vivem oprimidas numa seita”.

A decisão foi tomada, por unanimidade, pelos deputados da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, e sem debate, face ao parecer nesse sentido dos serviços da Assembleia da República.

A lei estabelece que o parlamento impeça a admissibilidade de petições quando o seu objeto é ilegal.

A liberdade religiosa é um direito constitucional em Portugal desde a aprovação da Constituição da República, em 1976.

As petições são dirigidas por cidadãos à Assembleia da República para a “defesa de interesses pessoais, da Constituição, da lei ou do interesse geral” ou a pedir “uma iniciativa legislativa”.

Quando são assinadas por mais de mil pessoas, os peticionantes são ouvidos na comissão parlamentar, a petição é publicada no Diário da Assembleia da República e quando atingem 4.000 são debatidas no plenário.

A petição “on-line” sobre as Testemunhas de Jeová, cujo texto pode ser lido na página da Assembleia da República, e que tem como primeiro subscritor José João Felgueiras Grego, alega que esta organização religiosa é “contra a cidadania”, “contra o sangue”, tem uma “mentalidade extremista”, um “discurso de ódio”, é “uma ditadura” e “destrói os sonhos das pessoas”.

As petições são dirigidas por grupos de cidadãos são dirigidas à Assembleia da República para a “defesa de interesses pessoais, da Constituição, da lei ou do interesse geral” ou a pedir “uma iniciativa legislativa”.

Quando são assinadas por mais de mil pessoas, os peticionantes são ouvidos na comissão parlamentar, a petição publicada no Diário da Assembleia da República e quando atingem 4.000 são debatidas no plenário.

Link original: https://www.dn.pt/portugal/interior/parlamento-recusa-peticao-para-banir-testemunhas-de-jeova-9070698.html

[Postal] Congresso das Testemunhas de Jeová volta este Verão ao Portimão Arena (Portugal)


‘Não Desista’ é o tema do congresso deste ano

‘Não Desista’ é o tema do congresso deste ano

A cidade de Portimão recebe novamente o Congresso Regional das Testemunhas de Jeová, no Portimão Arena, este ano subordinado ao tema ‘Não Desista’.

O objetivo do congresso é dar resposta a três questões fundamentais: o que pode ajudar os cristãos a perseverar quando lidam com dificuldades?; como é que Deus, através da sua palavra, a Bíblia, nos pode ajudar a perseverar?; Jesus disse: “Quem perseverar até ao fim será salvo”, o que podemos fazer para ter em consideração estas palavras?.

Este ano o congresso aposta numa grande diversidade de apresentações, tais como demonstrações, entrevistas, vídeos musicais, filmes bíblicos e ainda, um discurso público sobre o tema: ‘Nunca perca a esperança’.

António Santos, um dos representante da Associação das Testemunhas de Jeová, considera que “este discurso é apropriado, tendo em conta que vivemos num mundo onde existem muitos problemas e poucas soluções”.
Testemunhas de Jeová realizam campanha de divulgação do congresso
Congresso Jeova-min
Congresso acontece entre 30 de Junho e 2 de Julho

As Testemunhas de Jeová têm vindo a realizar uma campanha porta-a-porta para a divulgação deste congresso de Verão, e o convite estende-se a todos os que queiram assistir ao congresso e “vejam como os conselhos intemporais da Bíblia são importantes para o reforço da esperança”.
– Pub –

O congresso acontece entre 30 de Junho e 2 de Julho, e o programa completo pode ser consultado através do link: https://www.jw.org/jw-tpo/publicacoes/livros/programa-congresso-2017/.

(Cátia Marcelino / Henrique Dias Freire)

Link original: http://www.postal.pt/2017/06/congresso-das-testemunhas-jeova-volta-verao-ao-portimao-arena/

[Portalegre] Portalegre: Perto de dois milhares de pessoas reúnem-se durante três dias em mais um Congresso Regional de Testemunhas de Jeová (Portugal)


(Gabriel Nunes/Carla Aguiã) – Perto de dois milhares de pessoas vão reunir-se no Estádio Municipal de Portalegre, a partir de hoje e até domingo, em mais um Congresso Regional de Testemunhas de Jeová.

Em declarações à Rádio Portalegre, o porta voz da organização, Miguel Nona, revelou que o congresso abrange 40 congregações da Beira Baixa e do Alto Alentejo.

As altas temperaturas que se fazem sentir no país, e em particular nas zonas do interior, levaram a organização a criar “espaços específicos” para receber os mais idosos e as pessoas portadoras de deficiência.

O programa de três dias do congresso inclui 49 partes que vão falar sobre o tema “lealdade”. As Testemunhas de Jeová também prepararam 35 vídeos para serem mostrados. Além disso, um filme será exibido no sábado e outro no domingo. As sessões da manhã e da tarde de cada dia começarão com um vídeo musical preparado especialmente para o congresso.

Link original: http://www.radioportalegre.pt/index.php/8-radio/7611-portalegre-perto-de-dois-milhares-de-pessoas-reunem-se-durante-tres-dias-em-mais-um-congresso-regional-de-testemunhas-de-jeova.html

[Rádio Portalegre] Portalegre: Há 17 anos que 2000 Testemunhas de Jeová reúnem no Estádio Municipal (Portugal)


Duas mil pessoas vão reunir-se em Portalegre, no congresso regional das Testemunhas de Jeová, que vai realizar-se de sexta-feira a domingo no Estádio Municipal. Há 17 anos que o Estádio de Portalegre é palco deste encontro e o número de participantes não tem sofrido grandes oscilações aproximando-se sempre dos dois milhares.

Miguel Nona, da organização, refere que este ano, tendo em conta as temperaturas elevadas, O estádio foi alvo de melhoramentos para acolher com qualidade os congressistas, nomeadamente com a criação de espaços específicos para receber os mais idosos e as pessoas com deficiência.

O programa para os três dias desenvolve-se à volta do tema “lealdade”, uma qualidade que, segundo José Nona começa a escassear.

Carla Aguiã

Link original: http://www.radioportalegre.pt/index.php/8-radio/7583-portalegre-ha-17-anos-que-2000-testemunhas-de-jeova-reunem-no-estadio-municipal.html

Católicos diminuem em Portugal, protestantes e testemunhas de Jeová aumentam (Portugal)


Conduzido pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião e pelo Centro de Estudos de Religião e Culturas da Universidade Católica Portuguesa, o trabalho que aponta para esta realidade numérica dos católicos é de 2012, mas o seu autor, o sociólogo Alfredo Teixeira, diz manter-se atual em vésperas da vinda do Papa a Fátima

O número de católicos tem vindo a diminuir em Portugal em contraponto com outras confissões religiosas, com destaque para o universo protestante, incluindo evangélicos, e para as testemunhas de Jeová, que aumentaram.

Conduzido pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião e pelo Centro de Estudos de Religião e Culturas da Universidade Católica Portuguesa, o estudo “Identidades religiosas em Portugal, representações, valores e práticas” foi patrocinado pela Conferência Episcopal Portuguesa e baseia-se num inquérito a cerca de quatro mil pessoas com pelo menos 15 anos.

O estudo que aponta para esta realidade numérica dos católicos é de 2012, mas segundo diz à Lusa o seu autor, o sociólogo Alfredo Teixeira, mantém-se atual.

Ao pretender perceber como é que os portugueses se situam perante o fenómeno religioso, este trabalho revelou que de 1999 a 2011 os católicos diminuíram 7,4% passando de 86,9% da população para 79,5%.

Ao contrário da tendência de diminuição de católicos, duplicou a percentagem de pessoas com uma religião diferente (2,7% em 1999 para 5,7% em 2011), assim como cresceu o número de pessoas sem qualquer religião (de 8,2% para 13,2%), um aumento sentido em todas as categorias: os indiferentes passaram de 1,7% para 3,2%, os agnósticos de 1,7% para 2,2% e os ateus de 2,7% para 4,1%.

O inquérito mostra um aumento de protestantes/evangélicos, que passaram de 0,3% para 2,8%, e das testemunhas de Jeová, que em 1999 representavam 1% e agora são 1,5%.

Entre os não crentes, o estudo procurou saber as razões, tendo encontrado três tópicos: autonomia, convicção e desinteresse.

A autonomia face às religiões é o traço mais saliente juntando os que sublinham como “não concordo com a doutrina de nenhuma igreja ou religião” (32,7% dos casos), “não concordo com as regras morais das igrejas e religiões” (22,2%), e “prefere ser independente face às normais e práticas de uma religião” (21,1%).

Os investigadores descobriram ainda que os não crentes e crentes são maioritariamente mais novos, enquanto os católicos estão distribuídos por todos os escalões etários, mas cada vez mais envelhecidos.

O mesmo estudo revela que a maioria das testemunhas Jeová, protestantes e não crentes vivia na zona de Lisboa e vale do Tejo.

Mais de metade (55,2%) da população não crente portuguesa vive em Lisboa e Vale do Tejo, zona ocupada por 62,2% dos protestantes (incluindo evangélicos).

No norte do país estão concentrados 43,6% dos católicos. O estudo aponta ainda que 80% dos católicos vivem em zonas rurais, 66% em zonas urbanas, enquanto as outras religiões se concentram em zonas urbanas.

Perante estes dados, a Conferência Episcopal Portuguesa reagiu, na altura, indicando que a perda de católicos “é uma desafio para a Igreja” sublinhando contudo que o essencial é a qualidade e não a quantidade.

Link original: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-04-29-Catolicos-diminuem-em-Portugal-protestantes-e-testemunhas-de-Jeova-aumentam

ENTREVISTA Papa: O capelão de S. José que não gosta de medir a vivência religiosa (Portugal)


Como capelão hospitalar, Carlos Matos conhece bem o significado da palavra sofrimento, convive diariamente com a aproximação e o afastamento à fé católica, mas perante a pergunta “há menos católicos” responde que a vivência religiosa é difícil de quantificar.

“É verdade que tem havido um decréscimo da prática religiosa católica, mas aquilo que é a vivência religiosa é difícil de quantificar”, disse à agência Lusa o capelão do Hospital de São José, um dos cerca de 90 que diariamente celebram cerimónias religiosas nas capelas e enfermarias em todo o país, visitam doentes, são procurados por pacientes e familiares e lutam contra a solidão.

Um estudo sobre confissões religiosas em Portugal revelou que o número de católicos tem vindo a diminuir em Portugal em contraponto com o universo protestante, incluindo evangélicos, e as testemunhas de Jeová que registaram um aumento.

A investigação é de 2012, mas os números continuam atuais e com a visita do papa Francisco ao santuário de Fátima nos dias 12 e 13 de maio, por ocasião do centenário das “aparições”, e onde serão esperados milhares de peregrinos, a fé católica ganhou notoriedade noticiosa.

Na verdade, defende o padre Carlos, a igreja católica tem de se convencer que “a questão da maioria já não é um fator de relação com os outros, à luz da mensagem de Cristo”.

“Os números podem não ser grandes, mas a qualidade talvez seja diferente”, disse, adiantando que Fátima é um fenómeno social e religioso interessante, um local onde ninguém faz julgamentos.

Carlos Manuel Matos, um homem da área das ciências nascido em 1971, foi ordenado padre aos 31 anos, tendo iniciado as suas funções na capelania em 2008. O seu dia-a-dia é preenchido a escutar os doentes que pedem assistência espiritual, porque muitos só querem mesmo conversar, sem nunca julgar.

“Toda a gente tem direito à assistência religiosa independentemente da sua fé, credo e filosofia, de ser ou não casado ou de ter uma orientação sexual diferente”, disse registando que por vezes é na dor, no sofrimento, na doença que surge a procura de Deus, registando assim a sua capelania um aumento.

“Tem havido um aumento? Sim tem. As pessoas procuram por uma questão religiosa mas mesmo os que não têm formação cristã procuram alguém que os escute. Há um trabalho de humanização da saúde com o contributo da assistência religiosa.

Para o padre Fernando Sampaio, coordenador das capelanias hospitalares e há 30 a fazer assistência espiritual aos doentes, é difícil perceber nos hospitais se há aumento ou diminuição da religiosidade.

O que é possível, adianta, é aferir que há encontros e desencontros com a fé em momentos de dor.

“Há pessoas que, nos hospitais, às vezes zangam-se com a religião, zangam-se com Deus e tem receio da visita do padre. Outras que não vivem a fé na sua vida mas quando chegam ao hospital lembram-se. Há uma ambivalência face ao sofrimento, mas a aproximação é muito maior do que a rejeição”, exemplificou.

Contudo, observa, é notória uma maior expressão da religiosidade no norte do país. No Sul já não é tanto assim e existem até alguns preconceitos até porque nem sempre, adianta, a fé é bem recebida nos hospitais.

Questionado sobre a vinda do papa a Portugal e se de alguma forma contribuirá para aumentar o número de católicos no país, o padre Sampaio, que também fará a sua peregrinação a Fátima responde: “É possível que toque alguns, mas não estou convencido que aumente”.

O papa Francisco visita Fátima, a 12 e 13 de maio, para canonizar os dois pastorinhos Jacinta e Francisco no centenário das “aparições” na Cova da Iria, em 1917.

Link original: http://www.dn.pt/lusa/interior/entrevista-papa-o-capelao-de-s-jose-que-nao-gosta-de-medir-a-vivencia-religiosa-6254404.html