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Católicos diminuem em Portugal, protestantes e testemunhas de Jeová aumentam (Portugal)


Conduzido pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião e pelo Centro de Estudos de Religião e Culturas da Universidade Católica Portuguesa, o trabalho que aponta para esta realidade numérica dos católicos é de 2012, mas o seu autor, o sociólogo Alfredo Teixeira, diz manter-se atual em vésperas da vinda do Papa a Fátima

O número de católicos tem vindo a diminuir em Portugal em contraponto com outras confissões religiosas, com destaque para o universo protestante, incluindo evangélicos, e para as testemunhas de Jeová, que aumentaram.

Conduzido pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião e pelo Centro de Estudos de Religião e Culturas da Universidade Católica Portuguesa, o estudo “Identidades religiosas em Portugal, representações, valores e práticas” foi patrocinado pela Conferência Episcopal Portuguesa e baseia-se num inquérito a cerca de quatro mil pessoas com pelo menos 15 anos.

O estudo que aponta para esta realidade numérica dos católicos é de 2012, mas segundo diz à Lusa o seu autor, o sociólogo Alfredo Teixeira, mantém-se atual.

Ao pretender perceber como é que os portugueses se situam perante o fenómeno religioso, este trabalho revelou que de 1999 a 2011 os católicos diminuíram 7,4% passando de 86,9% da população para 79,5%.

Ao contrário da tendência de diminuição de católicos, duplicou a percentagem de pessoas com uma religião diferente (2,7% em 1999 para 5,7% em 2011), assim como cresceu o número de pessoas sem qualquer religião (de 8,2% para 13,2%), um aumento sentido em todas as categorias: os indiferentes passaram de 1,7% para 3,2%, os agnósticos de 1,7% para 2,2% e os ateus de 2,7% para 4,1%.

O inquérito mostra um aumento de protestantes/evangélicos, que passaram de 0,3% para 2,8%, e das testemunhas de Jeová, que em 1999 representavam 1% e agora são 1,5%.

Entre os não crentes, o estudo procurou saber as razões, tendo encontrado três tópicos: autonomia, convicção e desinteresse.

A autonomia face às religiões é o traço mais saliente juntando os que sublinham como “não concordo com a doutrina de nenhuma igreja ou religião” (32,7% dos casos), “não concordo com as regras morais das igrejas e religiões” (22,2%), e “prefere ser independente face às normais e práticas de uma religião” (21,1%).

Os investigadores descobriram ainda que os não crentes e crentes são maioritariamente mais novos, enquanto os católicos estão distribuídos por todos os escalões etários, mas cada vez mais envelhecidos.

O mesmo estudo revela que a maioria das testemunhas Jeová, protestantes e não crentes vivia na zona de Lisboa e vale do Tejo.

Mais de metade (55,2%) da população não crente portuguesa vive em Lisboa e Vale do Tejo, zona ocupada por 62,2% dos protestantes (incluindo evangélicos).

No norte do país estão concentrados 43,6% dos católicos. O estudo aponta ainda que 80% dos católicos vivem em zonas rurais, 66% em zonas urbanas, enquanto as outras religiões se concentram em zonas urbanas.

Perante estes dados, a Conferência Episcopal Portuguesa reagiu, na altura, indicando que a perda de católicos “é uma desafio para a Igreja” sublinhando contudo que o essencial é a qualidade e não a quantidade.

Link original: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-04-29-Catolicos-diminuem-em-Portugal-protestantes-e-testemunhas-de-Jeova-aumentam

ENTREVISTA Papa: O capelão de S. José que não gosta de medir a vivência religiosa (Portugal)


Como capelão hospitalar, Carlos Matos conhece bem o significado da palavra sofrimento, convive diariamente com a aproximação e o afastamento à fé católica, mas perante a pergunta “há menos católicos” responde que a vivência religiosa é difícil de quantificar.

“É verdade que tem havido um decréscimo da prática religiosa católica, mas aquilo que é a vivência religiosa é difícil de quantificar”, disse à agência Lusa o capelão do Hospital de São José, um dos cerca de 90 que diariamente celebram cerimónias religiosas nas capelas e enfermarias em todo o país, visitam doentes, são procurados por pacientes e familiares e lutam contra a solidão.

Um estudo sobre confissões religiosas em Portugal revelou que o número de católicos tem vindo a diminuir em Portugal em contraponto com o universo protestante, incluindo evangélicos, e as testemunhas de Jeová que registaram um aumento.

A investigação é de 2012, mas os números continuam atuais e com a visita do papa Francisco ao santuário de Fátima nos dias 12 e 13 de maio, por ocasião do centenário das “aparições”, e onde serão esperados milhares de peregrinos, a fé católica ganhou notoriedade noticiosa.

Na verdade, defende o padre Carlos, a igreja católica tem de se convencer que “a questão da maioria já não é um fator de relação com os outros, à luz da mensagem de Cristo”.

“Os números podem não ser grandes, mas a qualidade talvez seja diferente”, disse, adiantando que Fátima é um fenómeno social e religioso interessante, um local onde ninguém faz julgamentos.

Carlos Manuel Matos, um homem da área das ciências nascido em 1971, foi ordenado padre aos 31 anos, tendo iniciado as suas funções na capelania em 2008. O seu dia-a-dia é preenchido a escutar os doentes que pedem assistência espiritual, porque muitos só querem mesmo conversar, sem nunca julgar.

“Toda a gente tem direito à assistência religiosa independentemente da sua fé, credo e filosofia, de ser ou não casado ou de ter uma orientação sexual diferente”, disse registando que por vezes é na dor, no sofrimento, na doença que surge a procura de Deus, registando assim a sua capelania um aumento.

“Tem havido um aumento? Sim tem. As pessoas procuram por uma questão religiosa mas mesmo os que não têm formação cristã procuram alguém que os escute. Há um trabalho de humanização da saúde com o contributo da assistência religiosa.

Para o padre Fernando Sampaio, coordenador das capelanias hospitalares e há 30 a fazer assistência espiritual aos doentes, é difícil perceber nos hospitais se há aumento ou diminuição da religiosidade.

O que é possível, adianta, é aferir que há encontros e desencontros com a fé em momentos de dor.

“Há pessoas que, nos hospitais, às vezes zangam-se com a religião, zangam-se com Deus e tem receio da visita do padre. Outras que não vivem a fé na sua vida mas quando chegam ao hospital lembram-se. Há uma ambivalência face ao sofrimento, mas a aproximação é muito maior do que a rejeição”, exemplificou.

Contudo, observa, é notória uma maior expressão da religiosidade no norte do país. No Sul já não é tanto assim e existem até alguns preconceitos até porque nem sempre, adianta, a fé é bem recebida nos hospitais.

Questionado sobre a vinda do papa a Portugal e se de alguma forma contribuirá para aumentar o número de católicos no país, o padre Sampaio, que também fará a sua peregrinação a Fátima responde: “É possível que toque alguns, mas não estou convencido que aumente”.

O papa Francisco visita Fátima, a 12 e 13 de maio, para canonizar os dois pastorinhos Jacinta e Francisco no centenário das “aparições” na Cova da Iria, em 1917.

Link original: http://www.dn.pt/lusa/interior/entrevista-papa-o-capelao-de-s-jose-que-nao-gosta-de-medir-a-vivencia-religiosa-6254404.html

Papa: Liberdade religiosa em Portugal contribuiu para o aumento dos Jeovás (Portugal)


O ancião e ministro religioso das testemunhas de Jeová, Pedro Candeias, considera que a liberdade religiosa em Portugal contribuiu também para o aumento de fiéis, mas garante que o número não é uma preocupação.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Candeias explicou que desde que as testemunhas de Jeová saíram da clandestinidade a que estavam votadas, até 1974, que tem vindo a crescer o número de pessoas que a professam.

“Na altura eramos cerca de dez mil testemunhas, atualmente somos cerca de 50 mil”, disse Pedro Candeias.

Um estudo de 2012 revelou que o número de católicos tem vindo a diminuir em Portugal em contraponto com outras confissões religiosas, com destaque para o universo protestante, incluindo evangélicos, e para as testemunhas de Jeová que aumentaram.

Conduzido pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião e pelo Centro de Estudos de Religião e Culturas da Universidade Católica Portuguesa, o estudo “Identidades religiosas em Portugal, representações, valores e práticas” foi patrocinado pela Conferencia Episcopal Portuguesa e baseia-se num inquérito a cerca de quatro mil pessoas com pelo menos 15 anos.

Ao contrário da tendência de diminuição de católicos, duplicou a percentagem de pessoas com uma religião diferente da católica (2,7 por cento em 1999 para 5,7%), assim como cresceu o número de pessoas sem qualquer religião (de 8,2% para 13,2%), um aumento que se sentiu em todas as categorias: os indiferentes passaram de 1,7% para 3,2%, os agnósticos de 1,7% para 2,2% e os ateus de 2,7% para 4,1%.

O inquérito mostra um aumento de protestantes/evangélicos que passaram de 0,3% para 2,8% e das testemunhas de Jeová que em 1999 representavam um por cento e agora são 1,5%.

Segundo Pedro Candeias, as testemunhas de Jeová sempre se apegaram ao ensino da bíblia e muitas pessoas “sentem-se tocadas por esse ensino”.

O número não é uma preocupação, defende, assinalando como positivo o facto de as testemunhas de Jeová portuguesas viverem num Estado onde existe liberdade religiosa, onde as pessoas têm o direito de ter ou não crença.

Com cerca de 50 mil elementos registados – embora, de acordo com dados da organização, o número de participantes nas atividades chegue aos 100 mil -, as testemunhas de Jeová surgiram pela primeira vez em Portugal a 13 de maio de 1925, mas a sua existência foi sempre proibida pelo anterior regime.

As várias tentativas de legalização (1952 e 1960) foram recusadas e só depois do 25 de abril de 1974 vieram a ser legalmente reconhecidas.

A Lei de Liberdade Religiosa, de 2001, abriu a possibilidade de registar como Pessoas Coletivas Religiosas as comunidades existentes no país, tendo as testemunhas de Jeová obtido esse estatuto em 2007.

Link original: http://www.dn.pt/lusa/interior/papa-liberdade-religiosa-em-portugal-contribuiu–para-o-aumento-dos-jeovas-6254414.html

[PÚBLICO] Opinião: Carta a Vladimir Putin (Portugal)


Por Inês Brandão
27 de Abril de 2017

Não sabemos qual será o futuro das Testemunhas de Jeová na Rússia. Na realidade, nem sabemos quais serão as consequências para as restantes espalhadas no mundo inteiro.

Dear Mr. Putin,

Escrevo-lhe esta carta aberta como consequência da minha preocupação. Ao chegar a casa no dia 20 de abril, deparei-me com a notícia que apresentava o resultado do julgamento das Testemunhas de Jeová na Rússia, julgamento este que tinha acompanhado durante as duas semanas em que as audiências se foram prolongando. Foi com grande pesar que soube da proibição, por parte da Rússia, de qualquer atividade relacionada com tal comunidade religiosa, justificando esta condenação com a acusação de que as Testemunhas de Jeová são extremistas.

Fazendo parte desta organização, entristece-me que a liberdade religiosa seja hoje nada mais do que uma simples expressão sem qualquer valor visível. A liberdade religiosa envolve, se nada mais, o respeito pelo próximo, desde que as nossas decisões não coloquem em causa a liberdade dos outros, já que “a minha liberdade termina onde começa a dos outros”. Ora, nada do que foi dito acima proíbe, antes pelo contrário, a prática das nossas crenças ou a associação entre irmãos nos salões do reino. Apelidar de extremistas pessoas que agem de acordo com as suas crenças, não colocando em causa a segurança de ninguém, parece-me sim algo extremista.

Tais proibições levam-me a questionar como podemos ser considerados um mundo desenvolvido, quando existem questões que são reprimidas e colocadas de parte. Somos acusados de extremismo, tratados como criminosos. E falo em crime porque nos colocam numa situação em que não sabemos se enfrentaremos anos na prisão mediante a divulgação de uma mensagem de paz e de esperança, por termos a indecência de achar que dispomos também do direito à liberdade de expressão e de religião.

Várias vezes nos apresentam a ideia de que invadimos a liberdade do outro quando consideramos a nossa religião como a única verdadeira, mas a realidade é que ninguém pertence a nenhum grupo, do que quer que seja, se não acreditar nele, se não achar que aquele é o lugar que o preenche e não outro. E esta ideia não envolve que o outro seja o inimigo nem que a noção de respeito deva ser descartada.

Efetivamente, não sabemos qual será o futuro das Testemunhas de Jeová na Rússia. Na realidade, nem sabemos quais serão as consequências para as restantes espalhadas no mundo inteiro. Por agora, podemos apenas esperar e aspirar a um mundo que realmente cumpra com aquilo que diz exigir.

Link original: https://www.publico.pt/2017/04/27/opiniao/noticia/carta-a-vladimir-putin-1770084

Testemunhas de Jeová pedem isenção de taxas (Portugal)



A Associação Regional do Minho das Testemunhas de Jeová pediu à Câmara Municipal da Póvoa uma isenção do pagamento de taxas de licenciamento de obras na construção de um edifício destinado ao culto religioso, em Balasar.

Os elementos do PSD e PS votaram favoravelmente à isenção, enquanto que Jorge Quintas Serrano, do CDS-PP, optou pela abstenção, explicando, no final, os motivos para tal.

“Comprar a Igreja Católica, com a sua expressão e influencia social e cultural no concelho e no país, com qualquer outra confissão religiosa é uma fantasia, mas isso não pode significar que façamos alguma distinção pelas minorias, nada disse está em causa” começou por dizer o elemento do CDS-PP, completando: “O que me levou à posição de abstenção foi o facto de no pedido não virem todos os documentos que se exige a uma qualquer outra associação, nomeadamente se os seus estatutos estão publicados, a sua declaração de não dívida à Segurança Social e Finanças, bem como o plano de atividade e orçamento. Apenas não votei contra porque se trava de pedido de isenção de taxas e não de um subsídio”.

Já Elvira Ferreira, do PS, explicou que a sua anuência ao pedido se deveu a facto de “achar que não se pode estar a fazer descriminações a uma minoria que tem todo o direito a isenções tal como outras associações e credos religiosos”.

Esta posição da vereadora socialistas é semelhante à do presidente da Câmara, Aires Pereira: “Ao abrigo da Constituição Portuguesa, e no âmbito de igual tratamento independentemente do credo religioso, decidimos atribuir a isenção de taxas, porque a associação se propõe a prestar apoio social às populações”.

Link original: https://maissemanario.pt/testemunhas-de-jeova-pedem-isencao-de-taxas/

[Religião] Testemunhas de Jeová reúnem na EPATV para “relembrar morte de Jesus Cristo”


A congregação das Testemunhas de Jeová de Vila Verde vão reunir no auditório da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), no próximo dia 11 de abril, no âmbito da “celebração da Morte de Jesus Cristo”.

“Será realizado um discurso bíblico sobre como a morte de Jesus foi importante e como pode nos beneficiar pessoalmente”, indicou fonte da congregação ao Semanário V.

Para esse efeito, a comunidade vai convidar cada vila-verdense, porta-a-porta, para estar presente na celebração.

A entrada é livre e tem início pelas 21:00 horas.

Link original: http://vilaverde.net/2017/03/22/religiao-testemunhas-de-jeova-reunem-na-epatv-para-relembrar-morte-de-jesus-cristo/

Podem parecer apenas coincidências, mas não são (Portugal)


O tom do discurso de Erdogan e dos seus ministros em relação a alguns países e povos europeus constitui uma boa ajuda para a vitória da extrema-direita das eleições na Holanda, França e Alemanha.

A aproximação de dois líderes autoritários, Vladimir Putin e Recep Tayyp Erdogan, não tem apenas como objectivo dividir a Síria em zonas de influência entre a Turquia e a Rússia, alargar a zona de influência russa no espaço pós-soviético e reforçar os laços económicos, políticos e militares entre os dois países, mas visa algo bem mais perigoso: a derrocada da União Europeia.

Cada um à sua maneira, mas ambos muito têm feito nesse sentido, principalmente após o encontro de Putin e Erdogan em Moscovo, realizado na semana passada. O principal objectivo desse encontro foi fazer propaganda eleitoral em prol do “amigo” turco de Putin, com promessas de construção de uma central atómica, um gasoduto, etc. A vitória de Erdogan no referendo irá transformá-lo numa espécie de “Putin turco”.

O tom do discurso de Erdogan e dos seus ministros em relação a alguns países e povos europeus constitui uma boa ajuda para a vitória da extrema-direita das eleições na Holanda, França e Alemanha. Um dirigente autoritário, candidato a ditador, dá-se ao luxo de utilizar adjectivos como “fascismo” e “nazismo” em relação a países democráticos.

Por outro lado, Vladimir Putin, que dirige um país que desempenhou um papel determinante na derrota do regime de Hitler na Segunda Guerra Mundial, que não se cansa de chamar fascistas aos ucranianos ou àqueles que criticam a sua política, é um dos principais financiadores da extrema-direita, não se cansa de elogiar a política dos dirigentes radicais húngaros ou de alimentar Marine Le Pen.

A hipocrisia ideológica é evidente tanto na Turquia como na Rússia, pois ambos os seus dirigentes não se cansam de falar em democracia e direitos humanos quando, na realidade, violam os mais elementares direitos dos cidadãos dos seus países como o direito à informação, mesmo ao pensamento. Em nome da luta contra o “extremismo”, as autoridades russas perseguem correntes religiosas como as “Testemunhas de Jeová” por razões semelhantes às que as levam a perseguir os extremistas do “Estado Islâmico”.

Na véspera, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto onde define a forma como destacamentos militares da Ossétia do Sul, região separatista da Geórgia ocupada pela Rússia em Agosto de 2008, poderão passar a fazer parte das Forças Armadas da Rússia. Os militares desses destacamentos abandonam-os voluntariamente e da mesma forma se alistam nas tropas russas. Este documento foi assinado em conformidade com o Tratado de União e de Integração, firmado entre a Rússia e a Ossétia do Sul em 2015.

Resumindo, trata-se de mais um passo para a anexação desse território georgiano que, de facto, já faz parte da Rússia. Recentemente o mesmo Putin ordenou reconhecer como documentos legais os passaportes emitidos pelos separatistas do Leste da Ucrânia.

Mas, nesta cruzada contra a estabilidade no Leste da Europa e na própria União Europeia, a extrema-esquerda tem também um papel fundamental, defendendo algumas medidas muito semelhantes às da extrema-direita para minar a unidade europeia. Portugal, por exemplo, não precisa de extrema-direita nesta matéria, pois tem o nacionalismo e o isolacionismo do Partido Comunista Português ou as posições anti-europeias do Bloco de Esquerda.

As posições do PCP face à política externa russa levam mesmo a pensar que este partido vê em Putin o continuador da União Soviética na “luta anti-imperialista”. Por isso não seria uma grande surpresa se Moscovo voltasse a financiar o Partido Comunista Português, tal como fazia no tempo do regime soviético. Afinal, para Vladimir Putin, é indiferente dar dinheiro à extrema-esquerda ou à extrema-direita, o principal é que essas forças contribuam para a destruição da União Europeia

Link original: http://observador.pt/opiniao/podem-parecer-apenas-coincidencias-mas-nao-sao/