Archive for the ‘Rússia’ Category

[Sputnik News] Prisão de Testemunhas de Jeová: surge mais um obstáculo entre EUA e Rússia


A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, manifestou preocupação pelas “recentes detenções” de membros das Testemunhas de Jeová na Rússia.

“Estamos preocupados com as recentes detenções de Testemunhas de Jeová na Rússia. A Rússia deve libertá-las e os outros 100 prisioneiros por suas crenças religiosas, muitos deles acusados sem fundamento de crimes de extremismo”, escreveu em seu Twitter.

Mevlut Cavusoglu © AP Photo / Andrew Harnik - EUA devem parar de apoiar 'extremistas' na Síria, diz ministro turco

Mevlut Cavusoglu © AP Photo / Andrew Harnik – EUA devem parar de apoiar ‘extremistas’ na Síria, diz ministro turco

A Embaixada da Rússia nos Estados Unidos reagiu às afirmações de que há “presos políticos” que “devem ser libertados” e destacou em 18 de junho que Moscou “rejeita qualquer tentativa de interferir” em seus assuntos internos.

“A Rússia tem respondido repetidamente e de modo inequívoco aos ‘pedidos’ propagandísticos do Ocidente para libertar estes ou outros suspeitos, acusados ou condenados de acordo com a nossa legislação de diversos crimes graves”, enfatizou a missão diplomática em seu comunicado.

“Lutar pela liberdade de consciência, religião e valores democráticos é uma excelente estratégia de propaganda de Washington quando é necessário justificar as estruturas reconhecidas em outros países como extremistas e envolvidas em negócios ilegais, que incitam ao ódio e à organização de comunidades extremistas”, disse a embaixada russa.

Em abril de 2017, o Supremo Tribunal da Rússia reconheceu as Testemunhas de Jeová como organização extremista e proibiu suas atividades no país. Concluiu-se que as Testemunhas de Jeová violam seus próprios estatutos e infringem a legislação russa de combate ao extremismo, especialmente no Capítulo III da Lei Antitеrrorismo, que define as condições da atividade missionária de grupos religiosos.

Da mesma forma, foi decidido que todos os bens da organização deveriam ser confiscados em favor do Estado russo.

Em retaliação, em maio de 2017, a Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA (USCIRF, sigla em inglês) incluiu a Rússia na lista de países que violam a liberdade religiosa.

Link original: https://br.sputniknews.com/sociedade/2018062511558069-prisao-testemunhas-jeova-obstaculo-eua-russia/

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[Gospel Prime] A Copa do Mundo mais religiosa de todos os tempos


Jogadores pedem ajuda de Deus, de Allah e até de Thor

Há uma certa ironia no fato de a Copa do Mundo de 2018 estar sendo realizada na Rússia e ser, visivelmente, a mais religiosa de todos os tempos. Afinal, o país governado por Vladimir Putin vem impondo uma série de restrições à liberdade de culto. Com a justificativa que está combatendo o terrorismo, os russos impediram a pregação nas ruas e a distribuição de literatura de cunho religioso.

Se num primeiro momento os mais afetados foram os da minoria islâmica que vivem no país, as restrições logo atingiram os Testemunhas de Jeová, que acabaram oficialmente impedidos de existir em solo russo, e também os evangélicos, que viram alguns pastores locais serem presos.

Desde o início da Copa há um relaxamento nesse tipo de legislação, que permitiu aos missionários fazerem um trabalho de evangelização nas ruas das cidades-sede da competição.

Dentro de campo, a situação também é diferente. Antes de a competição começar, veículos de mídia anunciavam que esta seria a “Copa mais muçulmana de todas”, pois além de representantes de nações islâmicas como Irã, Arábia Saudita e Egito, vários jogadores de seleções europeias também professam a fé em Maomé. Após os gols e algumas partidas, foram visíveis as manifestações a Allah, com atletas se prostrando em campo, segundo essa tradição religiosa.

Salah
Salah comemora gol do Egito contra a Arabia Saudita. (Foto: Reprodução / Globo)

Multa por manifestação

O caso mais emblemático foi dos jogadores Shaquiri e Xhaka, da Suíça, que fizeram comemorações de cunho político e religioso na vitória sobre a Sérvia por 2 a 1, pela segunda rodada da Copa do Mundo. Embora narradores do jogo disseram que o gesto simbolizava uma “pomba”, tratava-se de uma águia de duas cabeças.

Shaquiri e Xhaka
Fifa multa Shaqiri e Xhaka por comemorações políticas em gols da Suíça. (Foto: Getty Images)

Apesar da ênfase ser colocada na disputa entre sérvios e kosovares, o drama que se desenrola nos Balcãs desde a década de 1990 tem muito a ver com a religião. O Kosovo, de maioria islâmica, decretou unilateralmente sua independência da Sérvia, de maioria cristã.

Tanto Shaqiri e Xhaka são muçulmanos praticantes Shaqiri nasceu no Kosovo e tem laços com imã extremistas. Por sua vez, Xhaka tem pais kosovares.

Invocação de Thor

A Islândia, considerado azarão, mas que ganhou muitos apoiadores após ter segurado a Argentina, com direito à defesa de um pênalti de Messi, fez um apelo inusitado nas suas redes sociais.

Antes da partida contra a Croácia, nesta terça (26), invocaram a ajuda do antigo deus nórdico, que ainda possui locais de adoração no país.

“Thor, deus do trovão, do raio e das tempestades, está conosco dia e noite e nos visitou em Gelendzhik. Ele está pronto para a batalha de hoje”, tuitou a federação islandesa.

Evangélicos e católicos

Os cristãos também tiveram várias representantes expressando sua fé dentro e fora de campo. Há uma verdadeira “Seleção” de jogadores que vem falando sobre Jesus dentro e fora de campo.

Entre eles astros da Colômbia (James Rodriguez, Cuadrado e Falcao), do Uruguai (Cavani), Costa Rica (Keylor Navas) e da Nigéria (Odion Ighalo).

Mas o time que mais se fez notar nesse aspecto foi o modesto Panamá. Mesmo perdendo as partidas, no final os jogadores se ajoelharam em campo e fizeram suas orações de agradecimento.

Seleção do Panamá
Jogadores do Panamá oram juntos após o jogo da Copa do Mundo contra a Inglaterra. (Foto: Reuters)

Quem também foi visto ajoelhado orando foi o católico Romelu Lukaku, atacante do Manchester United e um dos astros da Seleção da Bélgica. Cristão, ele seguidamente é visto fazendo sinais religiosos durante as partidas.

 

Link original: https://noticias.gospelprime.com.br/copa-do-mundo-russia-religiosa/

[VEJA] É preciso encontrar alguém diante de quem se possa ajoelhar


Por Flávio Ricardo Vassoler
Diário de um Escritor
Um olhar para o cotidiano histórico e cultural da Rússia – mas muito além do futebol

Monumentos em homenagem aos mortos durante a 2ª Guerra Mundial se sucedem vertiginosamente por Moscou
Por Flávio Ricardo Vassoler

Enquanto caminho pela longa Avenida Gagárin, deparo com um monumento em homenagem aos militares mortos durante as guerras no Afeganistão, ainda sob a égide da União Soviética (1979-89), e na Tchetchênia (1994-96/1999-2000), já depois do colapso da URSS: um obelisco em cujo topo um anjo alado carrega (e sacraliza) o corpo de um soldado ceifado em combate.

Anjo alado segurando – e sacralizando – o corpo do soldado ceifado pela guerra, em Níjni Novgorod (Flávio Ricardo Vassoler/VEJA)

Anjo alado segurando – e sacralizando – o corpo do soldado ceifado pela guerra, em Níjni Novgorod (Flávio Ricardo Vassoler/VEJA)

Ao lado do obelisco, um grande painel de mármore enegrecido lista, em ordem alfabética, os nomes – ou melhor, os sobrenomes seguidos das iniciais dos nomes – dos militares que deixaram de existir.

Monumentos em homenagem aos mortos durante a Segunda Guerra Mundial – 20 milhões de soviéticos tombaram durante o conflito – se sucedem vertiginosamente: um na Avenida Gagárin, outro após as muralhas do Kremlin de Níjni Novgorod, ao centro do qual arde uma chama vigorosa e inexaurível como que a dizer: “Não nos esqueceremos de vocês”. Na sequência, novos painéis de mármore enegrecido com os (sobre)nomes dos militares que morreram pela pátria.

Noto que, raramente, as pessoas que por ali transitam se aproximam dos painéis de mármore. Vistas de longe, as listas que individualizam os mortos mais parecem uma viscosa e indiscernível sopa de letras de que a Mãe Rússia se alimenta – chego a sentir náusea ao pensar que o nacionalismo belicista dos russos drena, incestuosamente, seus filhos de volta para o útero da terra que os pariu.

Ao fim e ao cabo, a Avenida Gagárin desemboca na Praça Máximo Górki, em homenagem ao escritor de origem sumamente humilde nascido em Níjni Novgorod, em 1868. Logo me lembro do título tão singelo quanto concreto do segundo tomo da trilogia autobiográfica de Górki: Ganhando meu pão. O nomadismo da pobreza fizera de Górki vendedor de pássaros e caixeiro viajante; pintor de ícones e padeiro; ferroviário – e jornalista. Enquanto observo a estátua altiva do escritor, fico pensando em como a forja da sensibilidade literária de Górki ia extraindo lirismo de seu périplo pelos vários biscates: o chilreio e as cores dos pássaros; as histórias e estórias dos compradores pelas várias cidades; o detalhismo das gravuras religiosas; o calor do forno da padaria (verdadeiro bunker contra o inverno russo) e os nacos de pão surrupiados; o vapor malemolente das locomotivas e a cadência dos vagões pelas bitolas; as vivências sendo impressas (ganhando corpo, Ganhando meu pão) nas páginas dos jornais.

Estátua do escritor Máximo Górki, em Níjni Novgorod (Flávio Ricardo Vassoler/VEJA)

Estátua do escritor Máximo Górki, em Níjni Novgorod (Flávio Ricardo Vassoler/VEJA)

Súbito, alguém toca em meu braço.

– Me desculpe incomodar, mas você não quer que eu tire uma foto sua ao lado da estátua do Górki? É que eu te vi todo compenetrado a olhar para o escritor…

Logo fico sabendo que a simpática Ekatierina (chamemo-la assim) é uma testemunha de Jeová (isto é, uma dissidente) na Rússia cada vez mais ortodoxa sob o punho de Vladimir Putin.

Kátia me relata que já sofreu constrangimentos policiais por causa de suas tentativas de evangelização pelas ruas de Níjni Novgorod. “É por isso que estou me mudando para a Ucrânia. Em Kiev, não há nada disso, lá eu posso ser quem eu sou. Por lá, a situação econômica é bem mais difícil, mas não há na Ucrânia um movimento de unificação religiosa como está acontecendo na Rússia. Ser ortodoxo – ter uma única religião –, na cabeça de quem comanda, parece contribuir para a unidade do país. É como se, com nossas reuniões semanais para debate dos textos bíblicos, como testemunhas de Jeová, nós fôssemos agentes centrífugas, verdadeiros espiões antinacionais. É preciso estar na igreja, é preciso ser ortodoxo. Se eu não faço parte da maioria, se eu não adenso a massa de fiéis alinhados com o pendor religioso de um Estado cada vez menos laico, eu não sou bem-vinda. A massa ou o exílio – já não parece haver meio-termo. Eles escutam nossas conversas pelo celular, eles nos espreitam como se não fôssemos russos – ser russo, para eles, implica ser ortodoxo; ser russo, para eles, implica não trazer quaisquer “divisões” à sociedade. Se não estamos assistindo à formação de um consenso profundamente autoritário, eu já não sei dizer o que está acontecendo. Por favor, escreva sobre isso, mas não divulgue meu verdadeiro nome – apenas diga para as pessoas que a Rússia não se livrou do fanatismo. Não! Nós escapamos da propaganda comunista e caímos no colo da liturgia do nacionalismo e da ortodoxia. O povo parece não querer pensar por si próprio – o vácuo de ideias impostas pela cúpula do poder é perigoso: ele pode fazer lembrar que nós temos que pensar por nós mesmos. Isso é democrático – e a democracia é perigosa! A democracia é centrífuga, ela traz dissensões, e isso é perigoso, porque, segundo eles (os de cima), nós precisamos de alinhamento, nós precisamos de unidade. Vocês já não tiveram democracia após o colapso da União Soviética? – perguntam os de cima. E o que aconteceu? Perdas territoriais, o país à beira da guerra civil. Agora, prosseguem os de cima, vocês precisam de um líder (um guia, um pai, um tsar); agora vocês precisam da religião (uma única religião, uma doutrina, uma identidade), pois só assim a Rússia será una e forte novamente. E eu estou cansada de tudo isso – cansada e com medo. Por isso, estou indo embora, preciso abandonar o meu próprio país que já não sabe (e já não quer) me acolher”.

Fico pensando nas palavras de Kátia e me vem à mente, ainda uma vez, a náusea dos monumentos em homenagem aos militares mortos em defesa da pátria. Os soldados se vão; seus nomes, supostamente individualizados, se embaralham nas listas (nas lápides) de mármore negro, mas a pátria, a Mãe Rússia (o útero e o sepulcro, o princípio e o fim), a pátria permanece, a pátria se unifica, a pátria convoca à ortodoxia para, em nome da unidade nacional, arregimentar fiéis para as igrejas e soldados para os batalhões e guerras vindouros, conflitos que gerarão mais monumentos em homenagem aos militares mortos em defesa da pátria; pátria que, com as mortes heroicas, se une e se engrandece – conhecemos algum afeto mais sólido do que o ímpeto de vingança e a saudade dos entes queridos? E, para o nacionalismo e para a ortodoxia – a bem dizer, para o nacionalismo ortodoxo –, ser testemunha de Jeová ou católico, protestante, muçulmano ou ateu aponta para o caráter centrífugo do indivíduo que destoa da massa, o indivíduo que não se quer arrolado pela lista, o indivíduo que não se vê membro da família, da religião ou do Estado – o indivíduo que tenta dizer eu, eis o inimigo. É por isso que, para a ortodoxia de Estado, para a ortodoxia nacional, uma mulher não se chama Ekatierina ou Ksênia; uma mulher, antes de mais nada, deve pertencer à família e parir; parir um fiel para a Igreja (crescei e multiplicai-vos); parir um soldado para o Estado (eis a multiplicação dos pães e dos peixes). Ajoelhar-se diante do clérigo ortodoxo (amém); ajoelhar-se diante do oficial militar (sim, senhor).

“Para o homem livre, não há desespero maior do que encontrar alguém diante de quem ele possa se ajoelhar”. Com essa frase, o grande inquisidor de Dostoiévski, personagem composta pelo intelectual Ivan Karamázov em Os irmãos Karamázov (1880), pensava exprimir uma tendência (o discurso da servidão voluntária) comum aos mais diversos povos – a bem dizer, ao “homem” em qualquer tempo e em qualquer lugar. Quem me ajudou a entrever, com mais acuidade, o caráter eminentemente russo da colocação do grande inquisidor foi a estudiosa da obra de Dostoiévski Galina Boríssovna Ponomariova (1935 – ), que foi diretora do Museu-Casa Dostoiévski, em Moscou, de 1983 a 2017. Para Ponomariova, que vê em Vladimir Putin um líder forte e carismático, os russos rechaçam a democracia pelo fato de as instituições republicanas – o Executivo, o Legislativo e o Judiciário; a vontade soberana do povo por meio do voto – serem entes de poder meramente abstratos; “os russos”, prossegue Ponomariova, “querem ver o corpo e a concretude do soberano, os russos querem ouvir sua voz e ver as inflexões de seu rosto – os russos, em suma, querem tocar a aura daquele que os governa”.

O neotsar Vladimir Vladímirovitch Putin (Flávio Ricardo Vassoler/VEJA)

O neotsar Vladimir Vladímirovitch Putin (Flávio Ricardo Vassoler/VEJA)

Em Mein Kampf (Minha luta, 1925), Adolf Hitler sentenciou que, ao falar com as massas, pelas massas e para as massas, o orador não deveria lançar mão de argumentos lógicos e concatenados, mas, sim, apelar para o sentimentalismo e a emotividade, com argumentos vagos e repletos de arroubos de retórica, como se estivesse flertando com uma “mulher” – para a misoginia autoritária de Hitler, as massas eram tão suscetíveis e volúveis quanto uma “mulher”.

Não à toa, o judoca Vladimir Putin já foi veiculado pela mídia, inúmeras vezes, com o torso nu e a reboque de atividades tidas como viris, tais como caçadas e cavalgadas. Salvo engano, a última aparição seminua de Putin – aparição devidamente veiculada pela TV estatal – se deu no dia 19 de janeiro deste ano, quando o presidente mergulhou nas águas gélidas do lago Seliger, a aproximadamente 400 km ao norte de Moscou, para celebrar a Epifania ortodoxa, festividade que relembra o batismo de Jesus Cristo nas águas do rio Jordão. No momento da aparição viril e epifânica de Putin, os termômetros marcavam -5ºC.
É assim que, para arrematar o pathos político da alma russa, Galina Boríssovna Ponomariova sentencia que “os russos, a bem dizer, querem não a democracia, mas o retorno da monarquia. Os russos ainda não estão prontos para tanto, mas é o que eles querem”.

 

Sobre o autor

Flávio Ricardo Vassoler, escritor e professor, é doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela FFLCH-USP, com pós-doutorado em Literatura Russa pela Northwestern University (EUA). É autor das obras O evangelho segundo Talião (nVersos, 2013), Tiro de misericórdia (nVersos, 2014) e Dostoiévski e a dialética: Fetichismo da forma, utopia como conteúdo (Hedra, 2018), além de ter organizado o livro de ensaios Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman: O niilismo da modernidade (Intermeios, 2012) e, ao lado de Alexandre Rosa e Ieda Lebensztayn, o livro Pai contra mãe e outros contos (Hedra, 2018), de Machado de Assis. Página na internet: Portal Heráclito, http://www.portalheraclito.com.br.

Link original: https://veja.abril.com.br/blog/diario-de-um-escritor/e-preciso-encontrar-alguem-diante-de-quem-se-possa-ajoelhar/

[newsweek] [VÍDEO] Rússia diz que Estados Unidos não tem “direito moral” de exigir liberação das Testemunhas de Jeová (Inglês)


De Jason Lemon

Testemunhas de Jeová no mundo

A Rússia disse que o governo dos EUA não tem “nenhum direito moral” de exigir a libertação de prisioneiros religiosos ou políticos, como detiver as Testemunhas de Jeová.

Na segunda-feira, o Departamento de Estado dos EUA divulgou um comunicado pedindo à Rússia que liberte mais de 150 prisioneiros detidos por motivos religiosos ou políticos. O pedido de Washington veio quando Moscou estava cercando as Testemunhas de Jeová no país. Entre outros prisioneiros, os EUA pediram especificamente a libertação de Dennis Christensen , um cidadão dinamarquês que foi detido por mais de um ano devido à sua afiliação com o grupo religioso.

Jarrod Lopes, representante de comunicações da sede mundial das Testemunhas de Jeová, disse à Newsweek que 20 pessoas estão atualmente detidas na Rússia. Outros dois estão sob prisão domiciliar e 15 foram obrigados a assinar acordos para não deixar a área onde residem.

Uma foto tirada em Moscou em 6 de maio de 2016 mostra a Igreja Ortodoxa Russa Russa do Arcanjo dedicada ao Arcanjo Miguel JOEL SAGET / AFP / Getty Images

Uma foto tirada em Moscou em 6 de maio de 2016 mostra a Igreja Ortodoxa Russa Russa do Arcanjo dedicada ao Arcanjo Miguel JOEL SAGET / AFP / Getty Images

VÍDEO NO LINK ORIGINAL
Link original: http://www.newsweek.com/russia-says-us-no-moral-right-demand-jehovahs-witnesses-release-983932

[ABS-CBN] Testemunhas de Jeová clamam pelo fim da perseguição religiosa na Rússia (Inglês)


MANILA – Membros das Testemunhas de Jeová pediram ao assessor do presidente russo Vladimir Putin para intervir na suposta “campanha de terror” contra a seita após a prisão de pelo menos 17 membros.

As esposas das 17 Testemunhas de Jeová detidas, em uma carta aberta ao assessor de Putin, Mikhail Fedotov, disseram que dezenas de outros crentes foram colocados sob prisão domiciliar, enquanto outros foram demitidos de seus trabalhos.

O grupo disse que os aplicadores da lei também apreenderam passaportes, Bíblias e computadores das casas de alguns de seus 175 mil membros.

“Se o governo russo não acabar logo com essa crescente campanha de terror, o governo será confrontado com uma catástrofe nacional de direitos humanos”, dizia a carta aberta.

O Supremo Tribunal da Rússia, em abril de 2017, ordenou a apreensão do centro administrativo da JW e de outras propriedades. A decisão foi tomada depois que o Ministério da Justiça disse que encontrou sinais de atividade extremista dentro do grupo cristão.

A decisão, não proibiu a religião das Testemunhas de Jeová na Rússia e envolveu apenas entidades legais, disseram as esposas das Testemunhas de Jeová presas.

Eles também observaram que tanto o Ministério da Justiça quanto o Governo da Federação Russa declararam oficialmente que “a decisão do tribunal não resultaria em qualquer violação dos direitos dos cidadãos à liberdade de culto”.

“Não podemos deixar de acreditar em Deus. É um direito que todos os indivíduos têm desde o nascimento. A Federação Russa é um estado multi-confessional e nós, como cidadãos da Rússia, temos o direito de esperar que os nossos direitos sejam respeitados pelos cidadãos.” estado “, disse o grupo.

“Não estamos pedindo nenhum privilégio especial. Estamos pedindo apenas uma coisa – por favor, defenda nossos direitos.”

A vida religiosa na Rússia é dominada pela Igreja Ortodoxa, que exerce considerável influência política e goza do apoio de Putin. Os estudiosos ortodoxos vêem as Testemunhas de Jeová como uma “seita totalitária”.

Antes da decisão do tribunal contra as Testemunhas de Jeová, as autoridades russas colocaram várias das publicações do grupo em uma lista de literatura extremista proibida e os promotores há muito tempo a definem como uma organização que destrói famílias, fomenta o ódio e ameaça vidas.

O grupo, uma denominação cristã baseada nos Estados Unidos, conhecida por sua pregação de porta em porta e rejeição do serviço militar e das transfusões de sangue, diz que essa descrição é falsa.

Link original: http://news.abs-cbn.com/news/06/18/18/jehovahs-witnesses-cry-for-end-to-religious-persecution-in-russia

[RadioFreeEuropeRadioLiberty] Fé ‘Extremista’: as Testemunhas de Jeová Russas Relatam Ondas de Incursões Policiais, Detenções (Inglês)


Em 30 de maio, agentes do departamento regional de Magadan do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) bateram no apartamento de Tatyana e Konstantin Petrov.

“Começou por volta das 10 horas da noite e não terminou às 4 da manhã”, disse Tatyana Petrova sobre o ataque. “Eu não vi como isso começou porque eu estava na cozinha, mas ouvi meu marido ir até a porta. Ouvi uma mulher se apresentar como alguém da companhia elétrica. Ela disse que precisava ler o medidor. Meu marido abriu a porta e, em seguida, toda uma multidão de pessoas entrou no apartamento “.

“Eu estava com muito medo de sair”, continuou ela. “Eu estava simplesmente em choque e fiquei petrificado na cozinha. Ouvi barulhos altos quando meu marido foi jogado no chão. Eles começaram a perguntar-lhe: ‘Você é Petrov?’ … Então eles o levaram embora e eu não o fiz vê-lo novamente “.

Em 14 de junho, um tribunal de Magadan confirmou a detenção de Petrov sob acusação de “fomentar o ódio ou a inimizade com base em sexo, raça, nacionalidade ou religião”. Petrova disse à RFE / RL que acredita que o caso deriva de uma Testemunha de Jeová reunida em um hotel local que Petrov ajudou a organizar.

“Como de costume nessas reuniões, discutimos a Bíblia”, disse Petrova. “Esse é o crime que eles estão acusando meu marido.”

Tatyana e Konstantin Petrov em 2017

Tatyana e Konstantin Petrov em 2017

A história dos Petrovs está longe de ser única. Yaroslav Sivulsky, membro da Associação Européia de Testemunhas Cristãs de Jeová, disse à RFE / RL que histórias quase idênticas foram relatadas nas últimas semanas em cidades de Ivanovo, no oeste da Rússia, até a cidade natal de Petrovs, Magadan, no Extremo Oriente.

“Sempre acontece à noite ou à noite, quando as pessoas estão dormindo e o efeito da surpresa é mais eficaz”, disse Sivulsky à RFE / RL. “Às vezes as forças de segurança descobriram antes do tempo onde pequenas reuniões de amigos estão sendo realizadas, literalmente de três a cinco pessoas. Aparentemente, seus telefones estão sendo monitorados ou estão sendo seguidos.”

Monitores russos de direitos humanos dizem que 17 Testemunhas de Jeová foram detidas desde que o governo russo rotulou formalmente a denominação de “organização extremista” em julho de 2017.

“Sempre acontece à noite”, continuou Sivulsky, “quando as pessoas retornam do trabalho e se reúnem para ler a Bíblia. E de repente agentes de segurança pulam cercas, derrubam portas sem bater, ou entram dramaticamente em cena em alguma outra caminho.”

Defensores das Testemunhas de Jeová dizem que conseguiram uma pequena vitória em 25 de maio.

“Um tribunal de apelações em Birobidzhan ordenou a libertação de nosso co-religioso Alam Aliyev da custódia”, disse Sivulsky. “O juiz até fez vários comentários críticos às autoridades. Não sei como isso aconteceu, mas aconteceu.”

É um caso único, no entanto. Os tribunais das outras cidades aprovaram as detenções e, em alguns casos, autorizaram extensões a pedido dos promotores.

Em 7 de junho, Petrova e pelo menos nove outras esposas de Testemunhas de Jeová detidas enviaram uma carta aberta aos membros do conselho presidencial de direitos humanos que descreveram como “um grito de desespero”. A carta pede ao conselho para informar o presidente Vladimir Putin sobre os casos e “usar todas as medidas legais para restaurar os direitos dos crentes”.

“Hoje, 17 dos nossos crentes estão em prisões de prisão russa”, diz a carta. “Um deles está detido há mais de um ano. Dezenas de outros em 11 regiões da Rússia estão sob prisão domiciliar e impedidos de deixar o país. A cada dia que passa, o número deles aumenta.”

Os detidos são culpados de nada mais do que “ler os ensinamentos da Bíblia e orar a Deus”, acrescenta.

Banido pela leitura da Bíblia

Petrova disse à RFE / RL que ela sente uma mudança na visão pública dela desde que o governo rotulou a denominação de um grupo extremista.

“As pessoas dizem para nós: ‘Você deveria ter sido jogado na prisão há muito tempo'”, disse ela. “Mas para quê? De acordo com a Bíblia, Jesus Cristo disse a todo cristão para espalhar as boas novas da salvação e da vinda do paraíso na terra, quando as pessoas viverão para sempre em felicidade. Meu marido e eu acreditamos nisto e nos sentimos chamados a diga às pessoas sobre essa boa notícia. ”

A Suprema Corte da Rússia, em julho de 2017, confirmou a decisão de que as Testemunhas de Jeová deveriam ser consideradas uma organização extremista, proibindo efetivamente a denominação do país.

A decisão original, emitida em abril de 2017, foi a primeira vez que uma organização religiosa registrada inteira foi proibida pela lei russa.

Visto por muito tempo com suspeita na Rússia por suas posições no serviço militar, votação e autoridade governamental em geral, as Testemunhas de Jeová – que reivindicam cerca de 170.000 adeptos na Rússia e 8 milhões em todo o mundo – estão entre várias denominações que estão sob crescente pressão anos recentes.

A denominação começou a operar na Rússia e na antiga União Soviética no início dos anos 90.

Escrito por Robert Coalson baseado no relatório do correspondente da RFE / RL na Siberia Desk, Andrei Filimonov

Link original: https://www.rferl.org/a/russia-jehovahs-witnesses-report-wave-of-police-raids-detentions/29292501.html

[polygraph.info] Disinfo News: EUA citam Rússia em relatório de liberdade sobre perseguição de seita religiosa (Inglês)


Testemunhas de Jeová no culto dominical. Foto: Evgeny Epanchintsev (TASS)

Testemunhas de Jeová no culto dominical. Foto: Evgeny Epanchintsev (TASS)

Pela segunda vez em dois anos, o Departamento de Estado dos EUA está listando a Rússia como um “país de preocupação particular” com relação à liberdade religiosa. A designação “CPC” foi incluída no relatório anual de 2018 sobre liberdade religiosa internacional – divulgado em 29 de maio.

“Mais notavelmente, as Testemunhas de Jeová foram proibidas de imediato, assim como sua tradução da Bíblia e seus seguidores foram perseguidos em todo o país”, diz o resumo sobre a Rússia no relatório.

A constituição da Rússia declara que o país “será um estado laico” e “as associações religiosas serão separadas do Estado e serão iguais perante a lei”. No entanto, em abril de 2017, a Suprema Corte da Rússia designou as Testemunhas de Jeová como uma “organização extremista”. ”, E vários ataques e prisões se seguiram.

Mais recentemente, um funcionário de 21 anos da figura da oposição russa Alexey Navalny foi preso em Chelyabinsk por “extremismo”. Segundo a agência de notícias Interfax, policiais encontraram literatura da igreja que consideraram “extremista”, bem como um certificado mostrando o suspeito era um membro das Testemunhas de Jeová. Em abril, vários outros cidadãos russos em todo o país foram presos por supostas ligações com a igreja. Um cidadão dinamarquês foi preso em abril e atualmente enfrenta uma sentença de dez anos por seu envolvimento na igreja.

Literatura das testemunhas de Jeová em russo. Tais materiais são agora considerados

Literatura das testemunhas de Jeová em russo. Tais materiais são agora considerados “literatura extremista” pelo governo russo.

Por que a Rússia considera as Testemunhas de Jeová como “extremistas”? Em abril de 2017, o Polygraph.info investigou a justificativa da Suprema Corte da Rússia e concluiu que ela dependia de duas alegações, ambas falsas ou enganosas.

A principal reivindicação contra a igreja diz respeito à proibição doutrinária das transfusões de sangue como procedimento médico. Segundo as autoridades russas, a posição das Testemunhas de Jeová em receber transfusões de sangue é perigosa e pode levar os membros a recusar tratamento médico necessário. No entanto, esta alegação foi examinada no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e considerada infundada .

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos citou um caso desde 2000, quando a Suprema Corte da República do Tartaristão (um assunto federal dentro da Federação Russa) recusou uma tentativa do promotor de acusar uma mãe Testemunha de Jeová cujo filho teria morrido devido a sua recusa de uma transfusão de sangue. Nesse caso, o tribunal observou que a mãe consentiu com o uso de substitutos do sangue que estavam disponíveis na ocasião. Essa decisão também observou que a igreja não exige que os crentes recusem transfusões de sangue, mas permite que os membros tomem essa decisão por conta própria.

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos também notou a prática das Testemunhas de Jeová de portar um cartão médico de diretriz conhecido como “sem cartão de sangue”. O pequeno cartão dobrado informa os profissionais de saúde que o portador se recusa livremente a receber sangue mesmo em situações que possam salvar sua vida , mas que eles consentem com substitutos de sangue e procedimentos alternativos que não requerem sangue.

O site da igreja tem uma página explicando sua posição sobre as transfusões de sangue. Ele observa que muitos procedimentos podem ser realizados sem o uso de transfusões de sangue e que tais métodos alternativos são totalmente aprovados pela igreja. A comunidade médica notou os aspectos positivos da chamada “cirurgia sem sangue”.

As autoridades russas também acusaram a igreja de “propagar exclusividade” – uma alegação que a Polygraph.info abordou em sua checagem de fatos em abril de 2017 . O tribunal europeu rejeitou essa afirmação, observando que “todas as religiões pregam alguma forma de exclusividade” e afirmam ensinar a “verdade correta”.

A igreja das Testemunhas de Jeová está incluída na lista do Ministério da Justiça da Rússia de organizações extremistas proibidas, ao lado de grupos islâmicos neonazistas e radicais. As autoridades russas consideram a literatura do grupo e até sua versão da Bíblia como extremista. O relatório do Departamento de Estado pede que o governo russo altere sua lei sobre o extremismo para que esteja em conformidade com os padrões internacionais de direitos humanos, “como adicionar critérios sobre a defesa ou o uso da violência”.

Link original: https://www.polygraph.info/a/persecution-of-jehovahs-witnesses-in-russia/29259998.html