Archive for the ‘Conflito religioso’ Category

[Sputnik News] Prisão de Testemunhas de Jeová: surge mais um obstáculo entre EUA e Rússia


A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, manifestou preocupação pelas “recentes detenções” de membros das Testemunhas de Jeová na Rússia.

“Estamos preocupados com as recentes detenções de Testemunhas de Jeová na Rússia. A Rússia deve libertá-las e os outros 100 prisioneiros por suas crenças religiosas, muitos deles acusados sem fundamento de crimes de extremismo”, escreveu em seu Twitter.

Mevlut Cavusoglu © AP Photo / Andrew Harnik - EUA devem parar de apoiar 'extremistas' na Síria, diz ministro turco

Mevlut Cavusoglu © AP Photo / Andrew Harnik – EUA devem parar de apoiar ‘extremistas’ na Síria, diz ministro turco

A Embaixada da Rússia nos Estados Unidos reagiu às afirmações de que há “presos políticos” que “devem ser libertados” e destacou em 18 de junho que Moscou “rejeita qualquer tentativa de interferir” em seus assuntos internos.

“A Rússia tem respondido repetidamente e de modo inequívoco aos ‘pedidos’ propagandísticos do Ocidente para libertar estes ou outros suspeitos, acusados ou condenados de acordo com a nossa legislação de diversos crimes graves”, enfatizou a missão diplomática em seu comunicado.

“Lutar pela liberdade de consciência, religião e valores democráticos é uma excelente estratégia de propaganda de Washington quando é necessário justificar as estruturas reconhecidas em outros países como extremistas e envolvidas em negócios ilegais, que incitam ao ódio e à organização de comunidades extremistas”, disse a embaixada russa.

Em abril de 2017, o Supremo Tribunal da Rússia reconheceu as Testemunhas de Jeová como organização extremista e proibiu suas atividades no país. Concluiu-se que as Testemunhas de Jeová violam seus próprios estatutos e infringem a legislação russa de combate ao extremismo, especialmente no Capítulo III da Lei Antitеrrorismo, que define as condições da atividade missionária de grupos religiosos.

Da mesma forma, foi decidido que todos os bens da organização deveriam ser confiscados em favor do Estado russo.

Em retaliação, em maio de 2017, a Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA (USCIRF, sigla em inglês) incluiu a Rússia na lista de países que violam a liberdade religiosa.

Link original: https://br.sputniknews.com/sociedade/2018062511558069-prisao-testemunhas-jeova-obstaculo-eua-russia/

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[newsweek] [VÍDEO] Rússia diz que Estados Unidos não tem “direito moral” de exigir liberação das Testemunhas de Jeová (Inglês)


De Jason Lemon

Testemunhas de Jeová no mundo

A Rússia disse que o governo dos EUA não tem “nenhum direito moral” de exigir a libertação de prisioneiros religiosos ou políticos, como detiver as Testemunhas de Jeová.

Na segunda-feira, o Departamento de Estado dos EUA divulgou um comunicado pedindo à Rússia que liberte mais de 150 prisioneiros detidos por motivos religiosos ou políticos. O pedido de Washington veio quando Moscou estava cercando as Testemunhas de Jeová no país. Entre outros prisioneiros, os EUA pediram especificamente a libertação de Dennis Christensen , um cidadão dinamarquês que foi detido por mais de um ano devido à sua afiliação com o grupo religioso.

Jarrod Lopes, representante de comunicações da sede mundial das Testemunhas de Jeová, disse à Newsweek que 20 pessoas estão atualmente detidas na Rússia. Outros dois estão sob prisão domiciliar e 15 foram obrigados a assinar acordos para não deixar a área onde residem.

Uma foto tirada em Moscou em 6 de maio de 2016 mostra a Igreja Ortodoxa Russa Russa do Arcanjo dedicada ao Arcanjo Miguel JOEL SAGET / AFP / Getty Images

Uma foto tirada em Moscou em 6 de maio de 2016 mostra a Igreja Ortodoxa Russa Russa do Arcanjo dedicada ao Arcanjo Miguel JOEL SAGET / AFP / Getty Images

VÍDEO NO LINK ORIGINAL
Link original: http://www.newsweek.com/russia-says-us-no-moral-right-demand-jehovahs-witnesses-release-983932

[ABS-CBN] Testemunhas de Jeová clamam pelo fim da perseguição religiosa na Rússia (Inglês)


MANILA – Membros das Testemunhas de Jeová pediram ao assessor do presidente russo Vladimir Putin para intervir na suposta “campanha de terror” contra a seita após a prisão de pelo menos 17 membros.

As esposas das 17 Testemunhas de Jeová detidas, em uma carta aberta ao assessor de Putin, Mikhail Fedotov, disseram que dezenas de outros crentes foram colocados sob prisão domiciliar, enquanto outros foram demitidos de seus trabalhos.

O grupo disse que os aplicadores da lei também apreenderam passaportes, Bíblias e computadores das casas de alguns de seus 175 mil membros.

“Se o governo russo não acabar logo com essa crescente campanha de terror, o governo será confrontado com uma catástrofe nacional de direitos humanos”, dizia a carta aberta.

O Supremo Tribunal da Rússia, em abril de 2017, ordenou a apreensão do centro administrativo da JW e de outras propriedades. A decisão foi tomada depois que o Ministério da Justiça disse que encontrou sinais de atividade extremista dentro do grupo cristão.

A decisão, não proibiu a religião das Testemunhas de Jeová na Rússia e envolveu apenas entidades legais, disseram as esposas das Testemunhas de Jeová presas.

Eles também observaram que tanto o Ministério da Justiça quanto o Governo da Federação Russa declararam oficialmente que “a decisão do tribunal não resultaria em qualquer violação dos direitos dos cidadãos à liberdade de culto”.

“Não podemos deixar de acreditar em Deus. É um direito que todos os indivíduos têm desde o nascimento. A Federação Russa é um estado multi-confessional e nós, como cidadãos da Rússia, temos o direito de esperar que os nossos direitos sejam respeitados pelos cidadãos.” estado “, disse o grupo.

“Não estamos pedindo nenhum privilégio especial. Estamos pedindo apenas uma coisa – por favor, defenda nossos direitos.”

A vida religiosa na Rússia é dominada pela Igreja Ortodoxa, que exerce considerável influência política e goza do apoio de Putin. Os estudiosos ortodoxos vêem as Testemunhas de Jeová como uma “seita totalitária”.

Antes da decisão do tribunal contra as Testemunhas de Jeová, as autoridades russas colocaram várias das publicações do grupo em uma lista de literatura extremista proibida e os promotores há muito tempo a definem como uma organização que destrói famílias, fomenta o ódio e ameaça vidas.

O grupo, uma denominação cristã baseada nos Estados Unidos, conhecida por sua pregação de porta em porta e rejeição do serviço militar e das transfusões de sangue, diz que essa descrição é falsa.

Link original: http://news.abs-cbn.com/news/06/18/18/jehovahs-witnesses-cry-for-end-to-religious-persecution-in-russia

[FOLHA DE SÃO PAULO] O dinamarquês preso e acusado de ‘extremismo’ na Rússia por ser testemunha de Jeová


Julgamento de Dennis Christensen começa nessa terça; ele pode ser condenado a até 10 anos de prisão

Detido há 11 meses na Rússia, o dinamarquês Dennis Christensen pode ser condenado a até 10 anos de prisão – HRW/Testemunhas de Jeová

Mal o dinamarquês Dennis Christensen tinha começado a fazer uma pregação na casa em que se reunia com Testemunhas de Jeová quando o local foi invadido por policiais para prendê-lo.

Isso ocorreu há onze meses, no dia 25 de maio do ano passado, na cidade de Oryol, a 360 quilômetros ao sul de Moscou. A polícia e agentes do serviço secreto confiscaram uma Bíblia, livros com conteúdo religioso, laptops e discos rígidos na operação.

Christensen, 46, ainda está preso. O julgamento dele começa nesta terça. Se for declarado culpado de organizar atividades do que promotores do país veem como “organização extremista” pode ser condenado a até 10 anos de prisão.

Um mês antes de Christensen ter sido detido, a Suprema Corte russa havia proibido as atividades dos seguidores da religião Testemunhas de Jeová e ordenado o confisco de propriedades da organização no país, onde o grupo tinha 395 centros e cerca de 200 mil seguidores.

As autoridades russas consideram que o movimento religioso cristão é uma “ameaça aos direitos dos cidadãos, à ordem social e à segurança pública”.

O Ministério da Justiça afirmou na época que o movimento distribuía panfletos que incitavam o ódio a outros grupos.

Um desses panfletos citava o escritor russo Leon Tolstói descrevendo a Igreja Ortodoxa Russa como superstição e feitiçaria.

As Testemunhas de Jeová são uma organização religiosa internacional, criada nos EUA no fim do século 19, que compartilha preceitos de outras correntes do cristianismo, mas baseia suas crenças numa interpretação própria da Bíblia; seus seguidores não acreditam na poder divino de Cristo.

Seus seguidores, estimados em cerca de 8 milhões em todo o mundo, são conhecidos pela pregação de porta em porta.

Apesar da proibição, o dinamarquês Dennis Christensen, que tem permissão de residência no país desde 2000, continuou os trabalhos religiosos da organização na Rússia.

De acordo com seus advogados, as acusações contra ele estão relacionadas também a outros incidentes ligados a atividades de incentivo a publicações religiosas, a manutenção de locais para culto e ao arrebanhamento de novos fiéis.

PRESO POR LER A BÍBLIA

Organizações de defesa dos direitos humanos questionam o encarceramento de Christensen e pedem que ele seja libertado.

“As autoridades russas estão buscando castigar uma Testemunha de Jeová por exercer seu direito a praticar sua religião”, afirma Rachel Denber, diretora adjunta da organização Human Rights Watch para Europa e Ásia Central.

“Desde o princípio, os investigadores estão deformando a participação pacífica de Dennis Christensen para que a conduta dele se pareça com um delito. Ele não fez nada de mau e deveria ser liberado”, completa Denber.

Dennis Christensen vive em Oryol há dez anos e é casado com uma russa. Apesar de participar com regularidade de encontros do movimento, ele nega pertencer ao comando das Testemunhas de Jeová na Rússia.

“Nunca foi membro da entidade legal, da organização religiosa local. É apenas um dos nossos crentes em Oryol. Nada especial”, afirma Yaroslav Sivulskiy, porta-voz das Testemunhas de Jeová na Rússia à revista norte-americana Newsweek.

“Eles o prenderam simplesmente por ler a Bíblia”, salienta Sivulskiy, dizendo que agora a legislação permite acusações desse tipo. “Se copiam esse tipo de ação em outros lugares, não haverá mais lugar seguro. Podem ir a sua casa e onde for”, lamenta o porta-voz.

A operação policial do dia 25 de maio do ano passado pode ser vista no YouTube. As imagens mostram agentes de segurança mascarados entrando num local onde dezenas de pessoas estão sentadas.

Vestindo terno marrom e camisa preta, Christensen aparece dialogando com os agentes. Vários fiéis foram detidos, mas apenas o dinamarquês permaneceu preso.

COMPARADOS AO EI

Ao proibir a atuação das Testemunhas de Jeová classificando-os como “extremistas” em abril do ano passado, a Justiça russa colocou os seguidores do grupo na mesma categoria dos militantes do autodenominado Estado Islâmico.

“Fundada nos EUA no século 19, as Testemunhas de Jeová têm sede mundial em Warwick (próximo a Nova York) e, junto com todos os grupos liderados por estrangeiros fora do controle do Estado, são vistos com profunda suspeita pela versão pós-União Soviética da KGB, o FSB, serviço federal de segurança”, explica Andrew Higgings, correspondente em Moscou do jornal americano The New York Times.

Já faz alguns anos que as minorias religiosas do país começaram a sentir pressão do governo russo.
Uma lei antiextremismo aprovada em 2002 determinou que é ilegal – exceto para a Igreja ortodoxa ou outras instituições religiosas tradicionais no país – proclamar a oferta de um caminho para a salvação religiosa ou política.

Mas a Rússia, observa a ONG Human Rights Watch, é obrigada a proteger os direitos de liberdade religiosa e de associação por ser país membro do Conselho da Europa e signatário da Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

“O caso contra Christensen e as investidas contra os adeptos das Testemunhas de Jeová viola o direito à liberdade de religião, nega-lhes o direito de culto e não pode ser justificado como medida necessária ou proporcional para proteger a segurança pública ou a ordem pública”, avalia a organização de direitos humanos.

O caso de Christensen, destacou o jornal dinamarquês The Copenhagen Post, foi o primeiro de prisão de estrangeiro depois da nova lei russa. Yaroslav Sivulskiy, porta-voz das Testemunhas de Jeová no país, assegura que é a primeira vez que um seguidor da religião é preso desde o fim da União Soviética.

Muitos no país temem que não seja o último. As Testemunhas de Jeová reportam que desde que a nova legislação entrou em vigor, já contabilizaram 40 incidentes de agressão.

BBC BRASIL

Link original: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/04/o-dinamarques-preso-e-acusado-de-extremismo-na-russia-por-ser-testemunha-de-jeova.shtml

[Âmbito Jurídico] Justiça autoriza transfusão em idoso impedido de receber sangue por motivos religiosos


Um hospital do município de Serra foi autorizado pela Justiça a realizar, em caso de necessidade, transfusão de sangue em um paciente que se encontra internado, necessitando realizar uma cirurgia de amputação. Segundo a associação gestora do hospital, a família e o próprio paciente não permitiram a realização do procedimento, mesmo diante de risco de morte.

Segundo os autos, trata-se de uma ação movida pela Associação Evangélica Beneficente Espírito Santense – AEBES, gestora do Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves, na qual a mesma requer, em antecipação de tutela, que seja autorizado pela Justiça o uso de sangue/hemoderivados (transfusão de sangue) durante a cirurgia do requerido, bem como no pós-operatório, independentemente da vontade dos familiares do requerido.

De acordo com a autora da ação, o paciente é idoso e encontra-se internado em sua unidade em razão da “necessidade de amputação transtibial do membro inferior direito”, pois apresenta um ferimento na perna sem condições clínicas para tratamento ambulatorial e que precisa ser mantido internado com a consequente amputação. Informa, ainda, que como ele se encontra anêmico, provavelmente necessitará de transfusão de sangue.

Ocorre que o hospital foi surpreendido com a negativa da família de autorizar a transfusão por serem religiosos e fiéis à crença de Testemunhas de Jeová, religião que rejeita tal procedimento.

No entendimento da juíza da 4ª Vara Cível da Serra, entre o direito à vida e o direito à crença religiosa, o direito à vida se sobrepõe, cabendo ao Estado o dever positivo de agir em relação à preservação da mesma. “O direito à vida, porquanto o direito de nascer, crescer e prolongar a sua existência advém do próprio direito natural, inerente aos seres humanos, sendo este, sem sombra de dúvida, primário e antecedente a todos os demais direitos. Com fulcro na fundamentação supra, entendo por presentes os requisitos ensejadores para a concessão da tutela de urgência e AUTORIZO a requerente utilizar o uso de sangue/hemoderivados (transfusão de sangue) durante a cirurgia do requerido, bem como no pós-operatório.”, concluiu a magistrada.

Link original: http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=visualiza_noticia&id_caderno=&id_noticia=153980

[Marilyn Stowe] Testemunha de Jeová não pode levar filhos a eventos religiosos (Inglês)


 Foto de Pete via Flickr (domínio público).

Foto de Pete via Flickr (domínio público).

Uma Testemunha de Jeová foi informada pelo Tribunal da Família que ele não pode levar seu filho a convenções dirigidas por sua religião.

Os pais do menino estavam juntos por mais de uma década, quando o pai sofreu uma quebra de saúde mental e foi internado no hospital. Após sua alta, ele começou a estudar para se tornar uma Testemunha de Jeová , apesar de ele nem a mãe do menino praticar uma religião de antemão. Essa nova fé encontrou uma pressão considerável sobre o casamento dos pais quando ele se tornou “irreconhecível” para ela.

Em julho, o pai saiu da casa da família, mas sua religião continuou sendo uma fonte de conflito, já que o primeiro casal tentou decidir quanto tempo seu filho, “C”, deveria gastar com cada um deles.

Enquanto o pai estava muito atento a alguns pontos, como concordar que C deveria viver com sua mãe pela maior parte do tempo, ele queria incluir seu filho em sua vida religiosa . Isso incluiu levá-lo a serviços semanais do Reino Hall (igreja), uma convenção anual de grande escala organizada em um estádio durante julho ou agosto e duas “assembléias” de fim de semana em Londres.

A mãe de C se opôs à idéia de que seu filho estava exposto a uma religião com a qual ela não aderiu. Ela descreveu a criança como “impressionável”, “facilmente confundida” e teve “problemas para regular suas emoções”. A mãe estava preocupada com o fato de ter um ensino religioso intenso de um dos pais e nenhum do outro seria difícil para o menino lidar.

Em um tribunal de Milton Keynes, o juiz do distrito Dodds elogiou o pai por suas concessões e disse que não havia “nenhuma evidência de que ele era de forma alguma tortuoso ou manipulador”. O juiz não acreditava que um serviço semanal do Kingdom Hall comprometeria o relacionamento de C com sua mãe e não achava “razoável que um dos pais levasse seu filho a um serviço religioso “.

No entanto, este não foi o caso das assembléias e convenções. O juiz Dodds disse que esses eventos o atingiram como “mais intenso, focado, mais longo e instrutivo do que os serviços do Sunday Kingdom Hall”. Isso poderia certamente levar a confusão para a criança, de modo que o juiz declarou que era “necessário e proporcional proibir o Pai de levar C às Assembléias de Testemunhas de Jeová [e] Convenções Anuais”.

Leia aqui o julgamento completo. (Em inglês).

Link original: http://www.marilynstowe.co.uk/2017/06/12/jehovahs-witness-son-religious-events/

[Telegraph] A Testemunha de Jeová concorda em não mostrar figuras religiosas ao filho por causa do risco de “dano emocional” (Inglês)


Um juiz decidiu que uma Testemunha de Jeová só poderia levar seu filho para Kingdom Hall por até duas horas em um domingo. Crédito: Avonica / Alamy Stock Photo

Um juiz decidiu que uma Testemunha de Jeová só poderia levar seu filho para Kingdom Hall por até duas horas em um domingo. Crédito: Avonica / Alamy Stock Photo

A Testemunha de Jeová concordou em não mostrar os desenhos animados do filho e foi proibida de levar o filho de seis anos a alguns eventos da igreja porque poderia causar-lhe “danos emocionais”.

O homem está envolvido em uma disputa do tribunal de família com sua esposa separada e foi impedido por um tribunal de levar o menino às assembléias de testemunhas de Jeová, convenções anuais e memórias.

O juiz do distrito Malcolm Dodds também disse que o pai concordou em não mostrar ao filho “os desenhos animados da Testemunha de Jeová”, uma decisão que ele descreveu como “sábia”.

“Existe um risco muito maior de que [o menino] seja influenciado … dado a idade e quão impressionável ele é e o risco de danos emocionais devido a mensagens confusas.” Juiz distrital Malcolm Dodds

O juiz disse que o menino tinha visto desenhos animados chamados Obedecer a Jeová, Prestar Atenção às Reuniões e uma Mulher de Um Homem.

“Em ‘Obedecer a Jeová’, uma criança é ensinada sobre o pecado de ter um brinquedo de personagem de desenho animado com poderes mágicos que a criança teve que colocar em uma lixeira”, disse ele.

“Enquanto fazia sentido para uma criança, se ambos os pais fossem Testemunhas de Jeová, um desenho animado enviaria uma mensagem muito confusa a uma criança como [o menino] que tem um pé no mundo de sua mãe e um mundo mais amplo (em que personagens mágicos estão em toda parte Em livros, televisão, DVDs, na internet e em filmes) e seu outro pé no mundo de seu pai onde tais personagens mágicos são pecaminosos.

“O pai aceita que [o menino] não deveria estar exposto a tais meios de comunicação religiosos até que [ele] seja pelo menos 12.” Juiz Distrital Malcolm Dodds

“A mãe afirma que, em suas afirmações, o objetivo dos desenhos animados e das histórias bíblicas é condicionar e adoctrinar as crianças às crenças da Testemunha de Jeová através de uma mistura de medo, manipulação e uma fronteira estrita entre o comportamento aceitável e agradável e o que não é .

“O pai aceita que [o menino] não deve ser exposto a tais meios de comunicação religiosos até [ele] é pelo menos 12.”

O juiz concluiu que havia o risco de o jovem sofrer “dano emocional” se fosse levado para as assembléias de testemunhas de Jeová, convenções anuais e memórias.

Ele ouviu que o casal se separou um ano depois que o homem começou a estudar a fé da Testemunha de Jeová.

O menino agora morava com sua mãe, que não praticava nenhuma religião.

O juiz Dodds disse que o menino era “impressionável” e poderia sofrer como resultado de obter “mensagens confusas” se ele fosse com seu pai para certos tipos de reuniões de Testemunhas de Jeová.

O pai do menino pediu ao juiz que decidisse quanto tempo ele poderia gastar com o menino. Ele também queria que o menino fosse “parte de” suas crenças religiosas.

A mãe do menino levantou a preocupação com o fato de o menino ser prejudicado pelas crenças religiosas de seu pai e havia dito ao juiz como seu filho havia dito uma vez que “Deus é bom e você é ruim”.

O juiz Dodds havia analisado a disputa em uma audiência privada do tribunal familiar em Milton Keynes, Buckinghamshire, em maio.

Ele revelou detalhes em uma decisão escrita. A família envolvida não foi identificada.

Judge Dodds disse que o homem poderia passar o tempo com o menino e poderia levá-lo aos serviços do domingo.

Mas ele disse que ele tomou uma visão diferente sobre o menino que freqüentava “assembléias, convenções anuais e memorials”.
“Eu acho necessário e proporcional proibir o pai de levar [o menino] às assembléias de testemunhas de Jeová, convenções anuais e memórias.” Juiz distrital Malcolm Dodds

O juiz disse que o homem já concordou em não levar o menino no “serviço de campo” – batendo nas portas das casas das pessoas, para não ler histórias bíblicas para ele e para não mostrar a ele “mídia tendenciosa religiosa”, incluindo os caricaturas.

“Eu … não quero restringi-lo de levar [o menino] ao Salão do Reino a cada domingo por até duas horas”, disse o juiz Dodds.

“Não vejo que esta prática da fé do pai por um período limitado dentro de um serviço grupal com atividades amigas da criança arrisca o relacionamento [do menino] com sua mãe”.

O juiz acrescentou: “Eu tomo uma visão diferente de assembléias, convenções anuais e memorials. Estes são eventos muito mais longos”.

Ele prosseguiu: “Existe um risco muito maior de que [o menino] seja influenciado … dada a idade e quão impressionável ele é e o risco de danos emocionais devido a mensagens confusas.

“Como resultado, considero necessário e proporcional proibir o pai de levar [o menino] às assembléias de testemunhas de Jeová, convenções anuais e memórias”.

Link original: http://www.telegraph.co.uk/news/2017/06/11/jehovahs-witness-agrees-not-show-son-religious-cartoons-risk/